quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Nas trocas

     Os campeões Brasileiro e Chileno em campo, num acanhado estádio no Chile.

     O Fluminense, que estreou com vitória fora, contra o Caracas, e semana passada não jogou nada e sofreu contra o Grêmio.

     E o Huachipato, aquele que na estréia surpreendeu o tricolor gaúcho na Arena e venceu por 2x1 e na semana passada perdeu para o Caracas, no Chile.

     Todos já sabem, o Fluminense tem um elenco muito forte.

     O Huachipato é um time mais modesto e pouco se esperava dele, ainda mais com os dois tricolores brasileiros no grupo.

     O tricolor carioca se colocou no jogo com a postura de buscar o gol, desde o início. Criou chances, Wellington Nem perdeu um gol inacreditável, mandando a bola na trave, de frente pro gol, sozinho. Mas quem abriu o placar, aos 46 minutos, foi o Huachipato. Numa bobiada da zaga, a bola chegou nos pés Rodríguez, que dominou e encheu a canhota, Cavalieri resvalou nela mas não impediu o gol.

     O jogo voltou, no segundo tempo, e nada mudou. O Flu continuava a tentar o gol, agora com um pouco mais de vontade, e o Huachipato pouco chegava e menos ainda ameaçava.

     Aos 18 minutos Leandro Euzébio foi substituído pelo meia Rhayner, Edinho foi para a zaga. Apenas 3 minutos depois, com uma boa troca de passes no ataque, Carlinhos chegou ao fundo, cruzou para Fred, o centroavante ajeitou de peito para trás. W. Nem chegou enchendo o pé direito e o goleiro Veloso, que até então vinha salvando o time, não conseguiu pegar.

     Com o empate o tricolor foi mais para cima.

     E quando Wagner entrou no lugar de Deco, acredito que boa parte da torcida não gostou. Mas Deco não está em sua melhor forma, não vinha jogando bem hoje... E Wagner, segundos depois que entrou, recuperou uma bola dentro da área dos chilenos, ajeitou e bateu cruzado. Virada!

     Não deu nem tempo dos tricolores reclamarem do Abel.


     Com a vantagem no placar os Fluminense se arriscou menos, o Huachipato teve que ir para cima, para tentar pelo menos o empate.

     Mas não aconteceu.

     O jogo seguiu o que está virando um script dos jogos do grupo, pois nas outras 4 partidas o visitante também venceu.
   
     O Huachipato está um pouco enrolado, agora, que terá de fazer dois jogos fora, contra o Caracas e Fluminense.

     O tricolor está bem mais tranquilo. Pega, além dos chilenos, o Caracas, no Rio. A vitória nos dois jogos, como é de se esperar, garante uma das melhores campanhas dessa primeira faze.

     Aliás, o Flu está bem e o Huachipato enrolado se esse script se modificar no returno!






                                                                                                                          Artur.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Briga de Grandes

     Hoje foi o ultimo dia da fase de grupos Taça Guanabara, primeiro turno do Carioca. Como na maioria das vezes, os 4 classificados para a semi-final foram os grandes.

     Flamengo: com uma campanha quase impecável, perdeu apenas 2 pontos, num empate com o Madureira, o resto foi só vitória. O clube vive um ótimo momento. Invicto, tem o artilheiro do campeonato isolado, Hernane com 8 gols, melhor defesa do estadual, salários em dia e tem duas jóias se mostrando valiosas, os garotos Rodolfo e Rafinha. 

     Foi o único classificado "unânime", já que ainda hoje os outros 3 corriam o risco de ficar de fora da semi.

     Vasco: o time estava desacreditado, mas começou o campeonato bem, estava 100% até que Carlos Alberto, que vinha comandando o time, se lesionou. Veio o clássico com o Fla e foi goleado e perdeu para o Bangu logo em seguida. Mas o time conseguiu se reabilitar, o camisa 10 voltou à equipe e conseguiram se classificar em primeiro do grupo A.

     Fluminense: único carioca na Libertadores, deu preferência à competição internacional e jogou com a maior parte do time de reservas. Fez o necessário para se classificar e quase ficou de fora, se não fosse pelo Botafogo, que perdia para o Boavista por 2x0 mas conseguiu empatar, o Flu estaria fora da semi.

     Botafogo: o time sofreu com muitos desfalques durante o campeonato, o técnico não acertou nas alterações e Bruno Mendes desapontou o treinador e a torcida. Como consequência o time, que foi instável no campeonato, vai pegar o Flamengo, detentor da melhor campanha.

     Os confrontos serão no próximo fim de semana.

     Fluminense e Vasco se enfrentarão no sábado, às 18h30.


      O Tricolor deve ir pro jogo com sua força máxima e tem a vantagem do empate. O Vasco confia em Carlos Alberto e Bernardo, seu maestro e o artilheiro da equipe, para mudar o que não deu certo na fase de grupos, na ocasião o Flu não estava com todos os titulares e deu empate, 1 a 1. Mas clássicos são sempre imprevisíveis.

     E no domingo, às 16 horas, Flamengo e Botafogo disputam a outra vaga da final, já sabendo o adversário de quem passar.


     A vantagem do empate é do rubro-negro, que deve continuar jogando como vem dando certo. Há algumas duvidas na escalação, já que Renato Abreu foi titular no sábado e marcou os 2 gols da vitória, Gabriel já está com condições de jogo e há quatro zagueiros com chances de irem pro jogo: Alex Silva, Marcos González, Renato Santos e Wallace.

     O alvinegro não esta bem e tem uma semana para tentar se organizar, arrumar o ataque e tem que contar com uma boa participação do camisa 10 Seedorf para conseguir a vitória.

     A final acontece no outro domingo, dia 10. Porém os que perderem não tem muito a lamentar, já que o campeão da Taça Guanabara tem que enfrentar o Campeão da Taça Rio (segundo turno) numa final geral.





Bola ao Chão

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Culpa

     Fatalidades acontecem. Se o sinalizador escorregou na hora do disparo, se queimou a mão do corintiano, quando ele acendeu... Isso não sabemos, o que sabemos, e torço muito para realmente ter sido, é que foi um acidente.

     O Corinthians ficará sem uma das suas maiores forças nos jogos, a torcida, por pelo menos 60 dias, jogando em casa ou fora.

     Estão contestando a decisão, dizendo que "o clube devia ser punido, isso foi leve demais" e outros que "foi demais, não precisava de tanto, só um acidente".

Momento do disparo do suposto sinalizador que atingiu o garoto, captado e divulgado pela tv boliviana. 

     Com a segunda discordo completamente. Uma vida, de um garoto de 14 anos foi perdida... Num estádio de futebol! Isso é, mesmo que tenha sido um acidente, uma tragédia. Não só por ser um jovem. Num local onde as pessoas vão para se reunir e divertir houve um falecimento. Não foi na entrada ou saída do jogo, no entorno do estádio ou no caminho para ir/voltar dele. Foi dentro do estádio. Um disparo errado, no rosto de um garoto.

     E com a primeira compactuo. É uma vida! O sinalizador foi disparado por um torcedor daqueles que é patrocinado pelo clube. O clube tem responsabilidade, devia ser punido, sim. Se não forem punir a instituição, que prorroguem essa medida de "sem torcida" pelo menos até o fim da Libertadores.

     Só, por favor, não retirem essa medida. Estariam "minimizando", ainda mais, a vida perdida.

     A medida é preventiva e o Corinthians diz que irá recorrer. Mas, para quem estava vendo especulações de que seria excluído da competição, está de bom tamanho, mas muito brando, ficar apenas sem torcida.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ressurreição

     Dois ótimos elencos disputando um jogo pela maior competição da América.

     Não podia ser esperado algo menos que um jogão.

     O Fluminense com entrosamento, seu estilo de pouco finalizar mas quando chega é muito perigoso e geralmente resolve.

     O Grêmio ainda em formação, mas muito forte.

     A força gremista foi importante e fundamental na marcação. O Fluminense não conseguiu trabalhar suas jogadas, o time gaúcho fechava bem demais. A unica finalização do anfitrião, no primeiro tempo, foi um chute fraco de Jean. Nessa altura do jogo o Grêmio já ganhava de 1x0, gol contra de Bruno Vieira (que o juiz deu para Barcos), que se preocupou mais em impedir o cabeceio do Pirata do que ver de onde e como vinha a bola cruzada por Elano, no escanteio. De cabeça, o lateral direito deu a vantagem para o Imortal.


     No segundo tempo o Grêmio usou da experiência, velocidade e habilidade de seu elenco. No Flu entrou Deco no lugar de Wagner. O time carioca tentou e foi para cima, o Grêmio continuou se defendendo muito bem e conseguiu seguidos contra-ataques perigosos. Enfim, num deles, Barcos dominou na área, pela esquerda, puxou prum lado, pro outro e bateu de canhota. Cavalieri defendeu, mas a bola voltou no pé de André Santos, que estava impedido mas o bandeira não viu. 2x0.

     Mais do que nunca o Flu precisava atacar. Abel colocou Thiago Neves e Samuel, tirou W. Nem e Rafael Sobis. O time foi mais para cima, mas a marcação gremista era demais, os contra-ataques seguiam rápidos, fortes e muito perigosos. E o terceiro gol teve, de novo, a participação de Barcos. O atacante argentino deu um lindo passe para Vargas, o chileno bateu cruzado, no contrapé de Cavalieri e fez seu primeiro gol no Grêmio. 

     O Fluminense teve sorte de não ter sido de mais, Elano jogou na trave, em várias chegadas gremistas alguns jogadores foram fominhas, perdendo chances claras, e o jogo terminou 3x0. 

     O time das Laranjeiras tem um elenco forte e muito entrosado, vai precisar fazer um esforço maior do que o imaginado para passar de fase. Perder para o timaço que é o do tricolor gaúcho é aceitável, as coisas não deram certo para os cariocas hoje. Ser aceitável não anula o fato de perder 3 pontos em casa, e isso na Libertadores pode custar todo o projeto.

     Pro Grêmio deu certo o que não tinha dado no primeiro jogo, jogaram muito, um baile. Os reforços foram fundamentais e especialmente Barcos jogou demais. Até ontem era uma incerteza na Libertadores. Hoje volta a ser um dos favoritos. 

   



                                                                                                                          Artur.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

De ponta

     Para o clássico de hoje esperava-se grande número de torcedores, já que os dois times estão bem, líderes de seus grupos e mesmo perdendo continuariam com esse posto. Mas um público maior por parte dos rubro-negros, que estavam ansiosos pela estréia do meia Carlos Eduardo.

     Realmente, teve um bom público, maioria flamenguista. Mas a ansiedade para a estreia do novo camisa 10 do Fla foi um pouco em vão. A atuação do meia foi bastante apagada.

           O placar magro da impressão de que não foi um jogo muito emocionante. Mas é bem pelo contrario. Um jogo corrido, bastante brigado, com várias e boas oportunidades para os dois lados.

     Logo no começo, aos três minutos, no primeiro escanteio, João Paulo cobrou para a área, Gonzáles desviou e o artilheiro Hernane, com sua peculiar sorte, estava no lugar certo, livre, já que seu marcador, Júlio César, lateral improvisado de voltante (não se sabe porque, pois Oswaldo tinha Jadson no bando) errou. De canela o camisa 9 completou pro gol.

     Mas o Botafogo não se abateu. Um minuto depois do gol do Flamengo, Fellype Gabriel chutou uma bola na trave e na volta Seedorf pareceu tomar um susto, com a bola voltando rápida no seu pé, e jogou por cima da meta.

     O goleiro Felipe fez algumas boas defesas. Jefferson também. E, às vezes, a bola parecia não querer entrar.

     Na volta para o segundo tempo Rodolfo entrou no lugar de Carlos Eduardo. O garoto fez alguns bons lances, de dribles rápidos. Mas o que marcou sua atuação foi uma arrancada em que sobrou, chegou na frente de Jefferson, driblou o goleiro de seleção e jogou para fora!

     Outro que não teve pontaria foi Ibson. O camisa 7 rubro-negro recebeu uma bola linda, de Rafinha, dominou no peito e encheu o pé, com vontade. Tanta vontade que isolou a bola.

     Pelo lado alvinegro não houve nenhum erro esdrúxulo. Mas também não houve gols.


     Apesar de erros feios de quem atacava, belas defesas dos goleiros, foi um excelente jogo. E apenas um, entre tantos que tiveram sua oportunidade, foi feliz. Assim é o clássico, quem erra menos e/ou acerta mais sai com a glória.





Bola ao Chão


P.S.: O resultado da enquete foi Kaká, com esmagadora maioria dos votos. 

         Hoje lançamos uma nova enquete. Esta sobre a Libertadores: "Entre os Brasileiros, qual você acha que tem mais condições de ganhar a Libertadores?". Vote!

É clássico!

     O elenco do Corinthians é um dos mais fortes do país. Mesmo com Pato e Renato Augusto no banco, é um time muito bem montado, sem eles foi Campeão Mundial.

     O elenco do Palmeiras não é forte, perdeu Marcos Assunção e Barcos, dois dos principais jogadores do elenco. É o favorito para ganhar a Série B, e só ela.

     Para maioria o Corinthians era o favorito. O elenco é realmente muito superior.

     E no inicio do jogo o Timão estava mostrando isso. Atacava, chegava mais, e o Palmeiras não conseguia nada. Errou muitos passes, marcava mal. Até que, numa falta forte, Fábio Santos cobrou, a bola alta na área foi desviada por Paulo André, para trás, e ficou no jeito para Emerson encher o pé e abrir o placar.

     Foi bem fácil fazer o gol. Pareceu que os jogadores viram isso mas não queriam golear. Quase que pararam.

     O Palmeiras aproveitou, cresceu no jogo, começou a jogar bem. Conseguiu algumas chances em contra-ataques, mas mesmo sendo perigoso o Corinthians não acordou. O gol retratou bem como estava o alvinegro: lateral cobrado para Wesley, a marcação demorou a chegar e ele cruzou. A defesa cochilou e Cássio não saiu, três palmeirenses apareceram na área, desmarcados. Um deles o estreante Vilson, que jogou de cabeça pro gol, empate.

     Ainda no primeiro tempo o Palmeiras fez o 2º  gol, mas realmente havia impedimento.

     O segundo tempo veio, mas pareceu que o Corinthians ainda não tinha voltado.

     O Palmeiras ainda chegava mais. E numa falta, na lateral de campo, de novo Wesley cruzou, mais uma vez a marcação vacilou e nessa Cássio errou feio. Vinícius chegou de trás e, mesmo marcado, colocou de cabeça para fazer a virada.

     Demorou algum tempo, ainda, para que o Corinthians voltasse de verdade ao jogo. Só quando Renato Augusto, Pato e Romarinho entraram que a equipe voltou a atacar com vontade. E logo fez efeito.

     Numa rápida chegada Romarinho apareceu na boca da área, livre. Dominou mal, mas a marcação estava muito longe e deu tempo dele chegar batendo de chapa, no canto de Prass. Não foi no cantinho, mas a confusão que estava na área atrapalhou o goleiro.

     A partir daí o Corinthians teve mais chaces, Paulinho quase fez de bicicleta. O Palmeiras pouco ameaçou.

     Um belo clássico, a altura da tradição.


     Não importa a diferença de qualidade, no papel, dos times. Tem que respeitar e não deixar de jogar enquanto a bola rola. Quase que o Timão pagou caro por fazer, mas conseguiu reagir a tempo de evitar o pior.

     O Palmeiras surpreendeu, jogou bem.

     O Corinthians também, vacilou e jogou abaixo do que pode, talvez tiraram o pé, por terem jogo da Libertadores no meio de semana.

     Se tiraram, o Palmeiras agradece.



                                                                                                                          Artur.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Decepcionante

     Estréia na Libertadores 2013. Em casa, a torcida não compareceu em peso mas havia um número considerável. Com algumas estreias de importantes reforços, dentre eles o cobiçado Barcos.

     Grêmio x Huachi... Quem? 

     Huachipato. Time do Chile, campeão nacional em 2012.

     Enfim, o jogo...

     Como esperado, o Grêmio foi pra cima. Como não se achava que aconteceria, com uma desorganização ímpar. O time atacava pelos lados, pelo meio, mas nenhuma bola chegava em boas condições para alguém tentar o gol. E quando a bola foi perdida no meio campo, o time chileno conseguiu chegar rápido no fundo. O cruzamento que veio da direita não foi bom, mas a zaga tricolor foi pior e Falcone estava livre, bateu de primeira e abriu o placar.

     A melhor chance do Grêmio na primeira etapa foi um chutaço de Elano, a bola tinha endereço. Mas o goleiro Veloso a tirou de seu rumo.

     No intervalo houve um pequeno apagão, a partida demorou 5 minutos mais para voltar.

     Quando voltou o Grêmio não mudou sua postura, buscando sempre o ataque e o gol. Mas vacilou de novo na zaga e um cruzamento, de um lateral livre, chegou na cabeça de Rodríguez. Que soube testar e ampliar. 3 minutos depois, aos 8, o tricolor tentava diminuir o placar e, em meio uma confusão na área do Huachipato, um zagueiro cortou a bola com a mão. Pênalti que Barcos converteu.

     E os 40 minutos seguintes de bola rolando foram nesse estilo de Grêmio em cima, tentando desorganizado empatar e o time chileno fazendo o que podia para manter a vitória. A melhor chance do empate foi perdida por Welliton, num cruzamento perfeito de Zé Roberto.


     O Imortal tem muita qualidade, mas eram muitos o estreantes. Jogadores que chegaram há uma semana e até menos. Vargas, que está há mais tempo, não jogou bem, não conseguiu colocar sua velocidade, encaixar dribles, quase nada. Welliton, que entrou no lugar do chileno, foi outro que atuou muito mal. Ficou bastante sumido e perdeu um gol incrível. André Santos também foi apagado, além de errar vários passes e não acertar quase nenhum cruzamento. 

     Mas falta muito entrosamento, ainda.

     Uma derrota para um time desconhecido por aqui, em casa, logo na estréia é, realmente, para se lamentar e nascer certa preocupação. Mas não para desespero.

     O grupo não é dos mais fáceis, mas há tempo para se acertar e passar de fase, sim.
    





Bola ao Chão

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Volta Triunfal

     Um estava retornando, mais de uma década fora da Libertadores.

     O outro é tri, o clube brasileiro que mais participações tem na competição. Há pouco mais de 7 anos estava levantando a Taça de Campeão.

     Mas quando rola a bola, pouco importa a história. A tradição e o costume de estar na competição, com um jogo no Independência, em Minas, pouco importava.

     Atlético x São Paulo. O Vice-Campeão do Brasileirão de 2012 x O Campeão da Sul Americana.

     Em 2013 o Atlético não teve muitas chances de mostrar seu trabalho. Apenas o clássico contra o Cruzeiro, onde ambos jogaram bem mas a vitória foi Celeste. O São Paulo já vem jogando o estadual há mais tempo, tem apenas uma derrota, para o Santos na Vila, e não vai se classificando para as quartas de final, em 9ª lugar. Mas passou da Pré-Libertadores, ganhando do Bolívar, com um placar acumulado de 8x4, no Brasil o jogo foi 5x0 pro tricolor.

     São dois times muito fortes, favoritos a se classificarem em seu grupo. Por isso um jogão era esperado... E foi concedido.

     O Atlético jogou melhor. No primeiro tempo especialmente, onde correu muito e conseguiu atacar e marcar, principalmente Jadson, muito bem.

     Com seu principal "pensador" anulado, o São Paulo ficou nas mãos do Galo e sofreu o primeiro gol ainda na primeira etapa. Gol de malandro. A bola saiu pela lateral, no campo de defesa tricolor, e Junior César  foi atendido. Ronaldinho foi até Rogério Ceni, pediu uma água, e lá pela área ficou, livre de marcação. Marcos Rocha o viu, lançou a bola, R10 recebeu livre e em posição legal, uma vez que não existe impedimento em arremesso lateral, levou para o fundo, cruzou rasteiro para Jô entrar entre os zagueiros, escorregando, e jogar pro gol.


     No começo do segundo tempo o São Paulo voltou atacando mais, conseguiu finalizar com perigo algumas vezes. Mas foi o Atlético quem fez o gol. De novo Ronaldinho, dessa vez fez uma bela jogada, levou a bola até o fundo e cruzou na cabeça de Réver. O imenso capitão subiu muito alto e testou sem chances para Rogério.

     Como disse, o São Paulo vinha melhor e tomou o gol, aos 27 minutos. Aos 37 Luis Fabiano deu um lindo passe para Aloísio, que disputou no corpo com Júnior César, ganhou e encheu o pé. A bola passou por baixo de Victor e o camisa 19 foi pegar a bola no fundo do gol, para tentar acelerar o recomeço do jogo.

     No fim do jogo, aos 47, Marcos Rocha tentou cortar um cruzamento de ombro, a bola caiu nos pés de Ganso, na meia lua, livre. O camisa 8 ajeito e bateu, a bola passou rente à trave.

     A reestreia do Galo foi ótima, ganhou de um dos mais tradicionais dentro da competição, num jogão, com estádio lotado. Com essa apresentação é de se esperar que chegue longe.

     O São Paulo, apesar de derrotado, atuou bem. Uma derrota na casa de um adversário que lá não perde há 27 partidas não é para se desesperar, ainda mais com um elenco tão forte. Tem tudo para se sair muito bem.





Bola ao Chão

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quase uma Máquina

     O time do Grêmio, semana passada, já era de fazer inveja na maioria dos torcedores. Defesa, meio e ataque arrumados. Mas nessa última semana, principalmente mais para o final dela, Fábio Koff, presidente do tricolor, e sua equipe conseguiram melhorar ainda mais o time que Luxemburgo tem nas mãos.

     Segunda-feira saiu a notícia que o Flamengo estava muito perto de fechar o empréstimo de Welliton, atacante que estava no Spartak Moscou e aqui no Brasil jogou muito bem no Goiás. Na terça soltaram outra, que dizia: "Flamengo não aceita cláusula de contrato de negociação com Welliton regride.". Foi a deixa que era preciso, Luxemburgo e o Grêmio entraram na parada no mesmo dia, segundo as fontes, e na quarta já estava certo: "Grêmio tem novo reforço para o ataque!".

     E mais um para o ataque veio. Barcos estava no Palmeiras, que disse que não ia negociá-lo, conseguiu manter o ótimo atacante argentino num primeiro momento. Mas, visando seu espaço na seleção estando tão perto de uma Copa do Mundo, o centroavante pediu para ser negociado, pois não queria perder a visibilidade, queria disputar a Série A. Com uma boa proposta, que incluía alguns milhões, quitamento de dívidas alviverdes e vinda de jogadores, o Palmeiras aceitou a negociação. Barcos foi apresentado na sexta-feira e prometeu 28 gols, seu numero, na temporada.

     Espera-se que ele renda até mais e faça mais gols no Grêmio do que fez no Palmeiras, uma vez que o time sulista tem um elenco muito melhor, onde Barcos e Welliton terão que mostrar serviço para conseguirem a titularidade.

     Desde quinta André Santos já estava acertado com o Imortal, mas seu anúncio dependiam de alguns fatores. Mas nesse domingo, dia 10, o lateral que estava no Arsenal desembarcou em Porto Alegre e foi cercado de gremistas. E esse deve ter lugar garantido na lateral esquerda, que há um tempo já joga com  improvisações.

André Santos cercado na chegada em Porto Alegre; Barcos e Welliton em suas apresentações

     Agora com as duas laterais confiáveis, um bom goleiro, uma zaga boa, volantes com qualidade, excelente força de ataque, com meias perigoso e vários atacantes de renome, o Grêmio está pronto para disputar mais de um título de peso na temporada.






Bola ao Chão

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Amargo

     A maioria das pessoas, sobre tudo os amantes de futebol, adoraram a ideia de mais uma Copa no Brasil, a chance de mudar o que deu errado em 50, porém há riscos de um novo "Maracanazzo".

     Mas sem pensar muito à frente, tratando de futebol mesmo, há uma coisa que prejudica demais em sermos sede: o fato de disputar jogos, em sua maioria, amistosos. Nos quais o técnico não tem muito tempo com o grupo de jogadores, não consegue uma sequência adequada de trabalho, além do jogo não ter aquele espírito, aquele peso que até mesmo as eliminatórias têm. Creio que esse seja o fator do futebol de nossa seleção estar tão abaixo do que costumávamos ver e existirem tantas incertezas nas convocações.

     Não custaria nada ter incluído o Brasil nas eliminatórias como "já classificado" e deixar o mesmo número de vagas que se tem hoje para serem disputadas entre as demais seleções. Pois é um pouco covarde deixar a seleção sede praticamente parada enquanto todas as outras se preparam, adquirem entrosamento, montam um time.

     O jogo de hoje mostrou bem isso, a falta de entrosamento, principalmente na zaga.

     Mas o Brasil não jogou tão mal. No começo do jogo tentou atacar, sofreu algumas investidas dos ingleses também, mas tentou ir pra cima. Até que Ronaldinho tenta cruzar uma bola e ela bate na mão do zagueiro. Não achei que foi pênalti, no máximo uma falta em dois lances. Mas o juiz achou e marcou. Ronaldinho bateu muito mal e não conseguiu aproveitar o rebote, daí o Brasil já deu uma caída. E num vacilo da zaga, Walcott passou por trás e recebeu a bola na cara de Julio César, que saiu e conseguiu a primeira defesa, mas Rooney apareceu sozinho para pegar o rebote e só jogou pro gol. Depois desse nossos jogadores se abalaram e pouco chegaram no primeiro tempo.

     No intervalo mudanças foram feitas. Os apagados Ronaldinho e Luis Fabiano saíram para a entrada de Lucas e Fred. Ramirez, que não vinha mal, foi trocado por Arouca.

     E a mudança do centroavante deu muito certo. De cara, aos 2 minutos, a Inglaterra saiu jogando mal. Fred recebeu em frente a área, levou a bola alguns metros e soltou a canhota, um chute forte e o empate. E aos 3 minutos, mais uma vez os ingleses se enrolaram na zaga. Fred recebeu, mas nessa nem dominou, bateu de primeira, agora com a perna direita, buscando o ângulo. Uma pena que, por capricho, a bola tenha batido no travessão e saído.


     Muitos devem ter pensado "mais alguns minutos e estamos na frente no placar!", mas não. O jogo esfriou e o pior aconteceu. Um cruzamento foi cortado, Arouca chegou para completar o corte, mas tocou mal demais, Rooney chegou antes de Paulinho, pelas costas dele, e tocou para Lampard. Um tapa na bola, com efeito, pra ela bater na trave e entrar. Indefensável e Inglaterra de novo na frente.

     Atrás no placar o Brasil teve que atacar mais. Chegou perto algumas vezes, mas desperdiçou muito. Tentaram toque de letra, bicicleta de fora da área, pisada na bola, tudo isso aconteceu e o placar ficou em 2x1 mesmo.

     Mais uma vez não houve muito tempo para treinar, nem para arrumar o time, muito menos para conseguir entrosamento. Mais uma vez, agora a primeira da volta da "Família Scolari", o Brasil não jogou bem. Ainda há tempo para se arrumar para a Copa das Confederações e, claro, há muito tempo para a Do Mudo.

     Há uma base montada, falta entrosamento, mas ela está lá. E acredito que, a partir de hoje, o goleiro Julio César faça parte dela também. O camisa 12 pegou tudo que dava, até em lance que o jogo já estava parado. Parece estar voltando à boa, ou melhor, ótima forma. É realmente diferenciado, está muito bem em seu clube, mereceu uma segunda chance e parece que conseguiu agarrar, como quase tudo no jogo de hoje.


                                                                                                                       


                                                                                                                          Artur.


     P.S.: E bem que dizem que "a voz do povo é a voz de Deus". Fred ganhou nossa enquete e vocês tinham razão, jogou bem mais que o Fabuloso.
     E participe da nova enquete: "Se fosse o técnico da seleção, quem você convocaria: Ronaldinho ou Kaká?"

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Entre erros e acertos

     Nota: Com a impossibilidade dos dois administradores da página verem o jogo, e termos considerado bastante importante, nós decidimos pedir a participação de um amigo hoje, para falar do Clássico SanSão, na Vila. Ele aceitou e ai está seu texto com sua análise do jogo.

     Ah, e ele também tem um blog, A linha de frente (sim, aquele que está em parceiros, se já clicou la rsrs). Da uma olhada lá, vale a pena conferir.

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     O Clássico que marcava o reencontro de Paulo Henrique Ganso com a torcida santista e seu primeiro confronto contra Neymar começou com o São Paulo pressionando e marcando a saída de bola do Santos. Com muita movimentação de Jadson, Ganso e Osvaldo o tricolor dominava a posse de bola mas encontrava uma defesa santista muito bem postada.


     Observando a eficiente marcação de Renê Júnior, Muricy optou em adiantar o posicionamento de Montillo e, consequentemente, Cícero virou um meia armador. Com isso o jogo ficou mais aberto e em uma finalização de Jadson, Luis Fabiano pegou o rebote na área, driblou Rafael mas perdeu equilíbrio e mandou a bola para fora.

     A movimentação do São Paulo foi diminuindo e o Santos começou a criar mais jogadas. Foi onde, aos 38, numa falha grotesca da zaga tricolor, Neymar recebeu livre de marcação dentro da área e deu um passe sutil para Miralles marcar.

     Ainda no primeiro 1º tempo Luís Fabiano marcou de cabeça em posição visivelmente legal, mas a auxiliar Tatiane Amargo marcou impedimento de Rhodolfo, que não participava da jogada.
No primeiro ataque da equipe santista, Neymar passou com facilidade do zagueiro Lúcio e ganhou na corrida do Paulo Miranda que, deu um carrinho desnecessário, dentro da área. Neymar se chocou com o joelho do jogador são-paulino e estava marcado pênalti. Mais um gol.

     Ney Franco mexeu no time. Saiu Paulo Miranda, entrou Douglas e saiu Wellington para entrada Cañete.
O argentino compreendeu a necessidade do time e deu mais força ofensiva para a equipe da capital, principalmente pelo lado direito. Rafael impediu que ele marcasse fazendo duas grandes defesas em chutes fortes de dentro da área.

     Devido a ausência do capitão Rogério Ceni (dores no tornozelo momentos antes da partida o deixaram de fora) Jadson se incumbiu de cobrar uma falta próximo da área e fez um belíssimo gol, bola no ângulo, com muito efeito, e diminuiu.

     Após um cruzamento perfeito de Neymar, Miralles apareceu por traz da zaga tricolor e, livre de marcação deu números finais a partida. Santos 3 x 1 São Paulo.

Melhores da partida:

Neymar: Fundamental nos três gols do Santos. Não leva um dez por não gostar muito de ficar de pé. Nota: 9,5.
Renê Júnior: Se mostrou um ótimo primeiro volante, anulando qualquer pretensão de PH Ganso. Nota: 9,0.
Jadson: Um dos poucos destaques positivos do São Paulo no jogo de hoje. Criou, correu e marcou um gol de rara felicidade. Nota: 8,0.

Piores da partida:

Rhodolfo / Lúcio: Atuação desastrosa da zaga tricolor. Deixaram Neymar e Miralles livres dentro da área. Setor mais preocupante do São Paulo atualmente. Nota: 2.
Paulo Miranda: Ficou claro que não possui capacidade técnica para ser titular do tricolor. Apenas uma opção defensiva, no banco. Nota: 3,5.
Cícero: Meia armador não é a sua. Com certeza é uma peça importante para o elenco, rende mais como terceiro homem de meio campo. Nota: 4,5.




                                                                                        Fernando Caldeira e Silva

O retorno de um Gigante

     Grandes Palcos Esportivos tem essa fama por terem sido arenas de grandiosos confrontos.

     O Mineirão é um desses, pro futebol. Libertadores, Conmebol e Campeonatos Nacionais já tiveram suas finais nele. Jogos e jogadores memoráveis. Mas para que pudesse crescer mais na história foram necessárias algumas mudanças, modernizações, para receber a Copa do Mundo de 2014.

     O fechamento do estádio foi em meados de 2010, desde então Atlético e Cruzeiro foram, praticamente, nômades, jogando em Sete Lagoas, Uberlândia, Ipatinga e, ano passado, com a volta do Independência (estádio do América Mineiro) voltaram à Belo Horizonte.

     A reforma foi feita, modernizaram, fizeram do Mineirão estádio "de nível europeu", com cadeiras em toda a parte, gigantescos telões, aproximaram o torcedor do gramado... Até o estilo das redes (antigamente caídas, mas agora o gol parece uma caixa) eles, infelizmente, mudaram.

     Aumentaram a cobertura, mexeram em quase tudo, mas deixaram a faixada, linda faixada do Mineirão.

     Aliás, mexeram, deixaram ela mais bonita, limparam.

     Então, palco proto. Vamos ao clássico da reabertura!


     Cruzeiro e Atlético é sempre muito brigado (infelizmente, muitas vezes, extrapola o campo de jogo). Esse não foi diferente, o juiz distribuiu cartões, as vezes deixando até barato, dando amarelo enquanto era para vermelho, expulsou corretamente Leandro Guerreiro. Foi realmente bem truncado, primeira falta foi com menos de 10 segundos, para se ter uma noção. Mas isso não impediu que fosse um bom jogo.

     O Atlético, com a base do time do ano passado, era favorito, se é que se podem haver favoritos em um clássico. Atacou bem, com mais organização. Mas o Cruzeiro jogou muito bem também, surpreendendo,  pelo grupo estar em formação.

     O primeiro gol do "Novo Mineirão" foi a favor do Cruzeiro, porém, contra! Numa jogada rápida Leandro Guerreiro chegou na linha de fundo e cruzou, Anselmo Ramon e Marcos Rocha disputaram de cabeça, e foi o lateral atleticano quem jogou pro gol.

     Pouco depois o Atlético levantou uma bola na área, em meio à confusão Araújo chutou de canhota e conseguiu guardar. 1x1.
   
     Fim do primeiro tempo, incrivelmente ainda havia 22 jogadores em campo.

     Na volta do segundo tempo o Galo mudou. O Cruzeiro esperou um pouco e também mudou, entrou um nome para mudar o jogo: Dagoberto.

     A zaga atleticana já tinha dado mole uma vez, mas Victor havia salvado. Mas na segunda, um contra-ataque muito rápido, Anselmo Ramon recebeu com espaço pela esquerda e cruzou de canhota, bonito, para a chegada de Dagoberto, mostrando a que veio, testando forte a bola. Lindo gol!


     Pouco depois Leandro Guerreiro foi expulso. Chances de empate apareceram pro Galo. E mesmo com menos um em campo o Cruzeiro teve preciosas chances de ampliar, mas Nilton vacilou,  foi fominha e perdeu, em uma, na outra jogou na trave.

     E acabou em 2x1 o primeiro Clássico da volta do Mineirão.

     Um espetáculo a altura da reabertura de um estádio tão lendário.

     Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, Copa Sul Americana e Copa das Confederações vêm ai, só em 2013. O Grande Palco já esta pronto, estreado e aprovado!  





Bola ao Chão

Matador de volta

     O Atlético já tem umas das melhores equipes para a temporada. O poder ofensivo é grande, tem Ronaldinho, Bernard, Neto Berola, Guilherme... Porém de centroavante só Jô parece ter a confiança, que nem é tão grande assim, da torcida.

     "Parecia", corrijo ali em cima.

     Desde que foi para a Rússia, depois Catar, o Atlético anuncia o nome de Tardelli na pauta das principais tentativas de contratações para o momento, seja no fim ou meio do ano.

     Já estava virando chacota... Mas, dessa vez, enfim deu certo!



     Agora "o atacante dos sonhos", dos atleticanos, Diego Tardelli, que ficou no Galo de 2009 até 2011 e fez 73 gols nesse período, está de volta!

     O ídolo chega como principal contratação, com certeza terá lugar na equipe titular e deve ficar com a responsabilidade de ser o matador. O time do Galo já era muito qualificado. Agora as esperanças dos atleticanos no primeiro título da Libertadores, competição da qual sequer participavam havia 12 anos, estão cada vez mais fortes!




Bola ao Chão
   



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Digno

     Horário muito ruim. Ingresso caro. Mas que jogão no Engenhão! Esse sim pode ser chamado de clássico.

     Dum lado um Flamengo sem estrelas, até arrumado, que conseguiu 7 dos 9 pontos, até então. Teoricamente pior que o ocupante do lado oposto, Vasco. Com 100% de aproveitamento, o time voltou para a temporada 2013 jogando mais do que o esperado. Jogadores que não estavam bem em 2012, como Éder Luis, voltando a jogar como se espera.

     Mas na hora que o juiz apitou, era clássico, não importava mais quem estava melhor taticamente, quem tinha jogadores de mais nome, quem estava com mais pontos.

     O Flamengo começou o jogo atacando mais, tentando sair na frente para fazer seu joguinho (que já critiquei um tempo atrás). Com garotos no time, para preencher espaço dos que chegaram mas ainda não jogaram, que vinham sendo criticados. Conseguiu o gol, num belo passe de Ibson, que também vem sendo merecidamente contestado, Rafinha chegou na cara do goleiro, que saiu mal e espirrou a bola no pé de Hernane. O camisa nove só bateu de chapa e fez seu quarto gol no campeonato.

     Gol feito, estavam na frente do placar. Mas, não sei se por mudança de postura ou por ser um clássico, o Flamengo não recuou. Sofreu mais investidas do Vasco, mas não ficou morto na defesa. E foi num contra-ataque, muito rápido, que Elias chegou da direita e cruzou pro garoto Nixon mergulhar, e de peito jogar pro gol.

     O Vasco foi pra cima, e numa bola parada Pedro Ken subiu sozinho e diminuiu a vantagem.

     O segundo tempo veio e chances surgiram para os dois lados. Cleber Santana entrou no Flamengo. E ele sabe chutar uma bola, em... Nossa, que chutaço! De primeira, três dedos, na gaveta, inalcançável... Golaço!

     Ai quem pensou "3x1? Agora o Flamengo vai estagnar!", estava muito enganado. O Vasco criou, mas o Fla também continuou em cima. E mais um garoto, daqueles que vinham sendo contestados, fez. Numa arrancada, de quase 60 metros, que nem Dedé conseguiu parar, Rafinha voou e marcou um golaço.

     4x1, ai sim o ritmo baixou. O Time da Colina diminuiu, um chute lindo também, mais um golaço... Criou mais chances, mas foi só mais esse gol.


     Esse sim foi digno de um Clássico, um jogão mesmo. O Flamengo mudou a postura, atacou. O Vasco jogou muito, mas os laterais de origem fizeram falta e Felipe e a sorte não deixaram chegar mais perto do resultado.

     Os contestados garotos e Dorival devem ganhar uma trégua. E se querem passar duvidosos para enaltecidos, precisam apenas continuar o que fizeram hoje.




                                                                                                                          Artur.