domingo, 26 de maio de 2013

Vai fazer muita falta

     O último jogo de um craque, antes que ele vá para a Espanha. Ele mesmo disse ser um "até logo", não tem porque chorar tanto.

     A abertura de um dos mais belos estádios, feito para a Copa. O Mané Garrincha, em Brasília, foi palco desse jogo, do qual esperávamos mais. Não pelos elencos, mas o estardalhaço feitos por ser em tal estádio, o começo de um novo campeonato e o jogo final da passagem de Neymar.

     Com o elenco pareado ao do Santos, mas aparentando ter mais entrosamento, o Flamengo jogou melhor. Quase não deixou o Santos jogar.


     Com atacantes rápidos e as laterais apoiando, o Fla teve o domínio da partida, conseguiu as melhores chances. Mas na hora que mais perto estiveram, faltou calma, e perderam gols inacreditáveis.

     O trabalho de Jorginho é notável, o time está jogando bem, encaixado, porém falta velocidade, principalmente no contra-ataque. O Santos não é a melhor base para se comparar, mas já é um time grande, com obstáculos maiores que os times do Carioca e das fases iniciais da Copa do Brasil.

     Apesar de apenas um ponto conquistado e a vitória ter escapado por alguns vacilos em campo, com certeza é maioria o número de rubro-negros que ficaram felizes, e até surpresos, com a atuação do time.

     O Santos não tem um elenco forte e agora que Neymar está indo pro Barcelona é provável que aconteça do time despencar de vez ou dos jogadores verem que não tem mais alguém para levar o time nas costas. E não só dentro de campo. Sem Neymar, quem será o culpado pela derrota? Pela má atuação? Quem receberá as pedradas da mídia e da torcida?

     O sistema de Muricy é de um jogo que deu certo em outros times e há tempo atrás. Não só mais o time é diferente, mas parece que o esquema está ultrapassado e, agora sem alguém de nome para sofrer as críticas, o técnico está mais exposto aos resultados. Ele e todo o time.

     Ou mudam e conseguem melhorar e subir a qualidade, ou afundam todos.






                                                                                                                          Artur.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Com tudo contra

     Final do estadual, viagem de 14 horas até o México. Se recuperar e jogar em grama sintética.

     Não foi fácil enfrentar tal maratona, para ir pegar o Tijuana pelas quartas da Libertadores.

     Se não fosse tão qualificado, o time do Galo talvez tivesse acabado o jogo como passou todo o primeiro tempo: perdendo na bola e, a partir dos 31 minutos, no placar também. A grama sintética complicou a vida do alvinegro, o time mexicano sabe como é lá e jogou pra cima. Fazia o que queria e por pouco não fez mais do que dois gols.

     Conseguiram ampliar no segundo tempo, ainda aos 7 minutos.

     Depois de ver que a classificação ficaria bastante complicada com um placar que fosse acima de 2 a 0 (e se não tivessem mudado a postura, teria sido), o Atlético desceu, foi pra cima do Tijuana. O time mexicano pareceu assustado e ficou um pouco sem reação. Tomou o gol, Tardelli aos 20.

     O jogo se equilibrou. Os dois times chegavam, conseguiam suas chances mas não convertiam.

     Os mexicanos estavam satisfeitos com a vitória, mesmo que por pouca coisa.

     Os brasileiros, mesmo com um bom resultado para quem é tão forte em casa, pareciam um pouco incomodados. Aos 46 Luan, que até então só tinha batido, acabou com o incomodo, marcando e deixando o Galo com um pé na semi.


     O time do Tijuana tem suas qualidades, se viessem conseguido uma boa vantagem seriam perigo pro Atlético, que teria de sair para o ataque, deixando a defesa desguarnecida para os rápidos contra-ataques mexicanos.

     E se com uma derrota lá, muitos já apostavam que passaria, depois de um empate com gols acho que será difícil achar alguém que diga que o alvinegro cai.

     Mas não é à toa que se tem um segundo jogo. Mesmo com tudo a favor, se entrar em campo de salto alto, se entrar para não jogar com seriedade, o favorito cai.






                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sem Surpresa

    Botafogo e CRB: confronto entre campeões estaduais. O Botafogo campeão do Rio antecipado e por isso estava 17 dias sem jogar, estava sem ritmo. E o CRB campeão de Alagoas em uma final com disputa de pênaltis, estavam desgastados. O jogo valia uma vaga para a terceira fase da Copa do Brasil.

    O Botafogo começou o jogo como o imaginado, pressionando, dando chutes ao gol, quase marcou no primeiro minuto. O CRB fico na tática de esperar o Botafogo ir para cima para poder contra-atacar.

      De tanto tentar, o Botafogo acabou abrindo o placar, com Antônio Carlos aos 21 minutos do primeiro tempo. o CRB tentava responder com Schwenck.

    No segundo tempo o Botafogo, sem ritmo, não atacava e o CRB precisava de fazer o gol, tentava de qualquer jeito, com chutes de longe, chutes de perto e cruzamentos. O Botafogo segurava a bola mas não colocava perigo no CRB. Então Seedorf, que estava apagado, acordou para o jogo, tentando levar o time pra cima com vários dribles, ótimas jogadas e uma bomba no travessão. 

     Oswaldo viu que alguns jogadores estavam cansados e substituiu Fellype Gabriel por Vitinho, tentando dar mais velocidade ao jogo. Mas o Botafogo continuava sendo pressionado, então Andrezinho entrou no jogo e com vontade de jogar. Marcou um gol aos 39 do segundo tempo, acabando com as chances do CRB. Mas o time alagoano ainda pressionava e dava espaços no contra-ataque. Seedorf deu um bonito passe para Rafael Marques marcar o terceiro e acabar com o jogo.

   O CRB jogou bem, mas não suportou a pressão do Botafogo, agora o CRB tem que pensar no campeonato da Série C, e o primeiro jogo é sábado contra o Águia de Marabá.

   O Botafogo foi superior na partida conseguiu a vaga para a terceira fase, onde já começam haver confrontos entre times de maior porte. O Fogão vai enfrentar o Figueirense. ato que deve despertar a ira de muitos torcedores, ao lembrarem daquela semi, na Copa do Brasil mesmo, em 2007, contra o mesmo alvinegro de Santa Catarina, marcado por muitos erros de arbitragem e com um frango do goleiro Júlio Cesar, que acabou com o Figueira na final, perdendo para o Flu.

     Mas o próximo compromisso do Botafogo é no Pacaembu, pelo Brasileirão, contra o Campeão Paulista, sábado Corinthians x Botafogo, às 21h.




Diego.

Satisfação geral

     Quando o técnico diz que prefere 0 a 0 do que o 2 a 1... O que esperar do jogo?

     Quem ataca com muita força deixa a defesa aberta e se a mentalidade do treinador é de não tomar gol, espera-se que não ataquem nada, então.

     Mas não foi assim, o Flu atacou o jogo todo. Afinal, o Olimpia não veio para atacar e alguém tinha que fazer isso.


     Atacou, mas sem vontade. Parecia um Barcelona lento e ainda mais sem objetivo. Passava a bola dum lado pro outro, ia ao fundo e voltava no meio campo ou até nos zagueiros. O Olimpia não queria mesmo atacar, nem nos contra-ataques descia com força.

     Aos tricolores faltava o espírito do "time de guerreiros". Até que conseguiu chegar perto algumas vezes, mas Leandro Euzébio e Rhayner perderam as melhores chances.

     O time do Fluminense é quase o mesmo do ano passado. Aquele que jogou muito no Brasileirão e levou a taça antecipadamente. Mas onde está a vontade? A força?

     Jogar pelo 0 a 0 é ridículo. E se para o Flu e Abel era algo bom, o Olimpia veio com uma postura que dava a entender que achava ótimo.

     Os dois conseguiram.

     Agora o Flu vai até o Paraguai, enfrentar um caldeirão, onde já foi eliminado ano passado.

     É, com certeza, 0 a 0 aqui foi uma boa.






                                                                                                                          Artur.

domingo, 19 de maio de 2013

Força mutua

     "Nós precisávamos entrar em campo e dar a alma para conseguir o título e retribuir o que essa torcida fez na quarta", foram as palavras de Tite, após o jogo, referindo-se à eliminação da Libertadores, num polêmico jogo contra o Boca, onde a torcida, mesmo vendo seu time cair, deu show nas arquibancadas e emocionou os jogadores com tal demonstração de carinho.

     O jogo começou muito brigado no meio campo, muitas faltas e laterais. Só começou a melhorar lá pela metade do primeiro tempo. 

     Cícero marcou um lindo gol, a decisão estava indo pros pênaltis, mas dois minutos depois o Corinthians empatou, com Danilo.

     O Corinthians tinha a vantagem, mas era muito pequena. Não aumentou por detalhes. Paulinho, Danilo e Romarinho puseram bolas na trave.

     O Santos, mesmo tendo que fazer o gol, tentava sair nos contra ataques, mas esbarrava na falta de qualidade de seu time não conseguia assustar. O alvinegro da capital agredia muito mais.

     Chegando ao fim do jogo os times foram trocando de papeis, o Corinthians se recolhia mais e o Santos tentava ir pra cima, mas furar o bloqueio corintiano dando chutões é quase impossível.

     O Timão interrompeu a sequência de três títulos estaduais seguidos do Santos.


     Quando se fala em Corinthians, logo vêm à cabeça Paulinho, Emerson, Cássio, Pato... Mas falta pra torcida (e também, por que não pra Felipão?) a lembrança do nome de Danilo. Talvez o melhor do estadual, pelo Timão. Hoje o camisa 20 realmente seguiu o discurso de Tite e deu o sangue, sofreu um corte na cabeça, ainda no início do jogo, mas ficou ate o fim, com uma faixa enrolada na cabeça. Marcou o gol, fez jogadas... Foi, mais uma vez, o melhor em campo pelo campeão.

     O Santos tem o que muitos dizem ser o melhor jogador em atividade no país. O Corinthians tem, sem duvida, um dos melhores elencos, um dos melhores conjuntos.


     Parabéns aos Campeões!  







Bola ao Chão

sexta-feira, 17 de maio de 2013

De tão lento, tropeçou no próprio pé

     Uma vantagem de 1 gol, tendo tomado gol em casa, não é nada.

     Parece que o Grêmio não viu isso e resolveu ficar na defesa. Mas a retranca era tanta que nem os contra-ataques davam para ser aproveitados, não tinha como, eram 3 correndo pra cima, contra pelo menos 5 defendendo.

     O ideal era ir pra cima, fazer o gol e aí sim poderiam defender em massa.

     Conseguiram algumas chegadas no primeiro tempo, foram melhores no primeiro tempo, mas não saiu o gol.

     No segundo tempo praticamente pediram para o Santa Fé fazer o gol. Que só não saiu antes porque Dida fez defesas espetaculares, no primeiro e segundo tempos. Mas uma hora foi inevitável. Aos 35 do segundo tempo Medina tabelou (com um jogador impedido por quase nada, nem reclamação houve), entrou trombando na área e conseguiu vencer a defesa e o goleiro.

     Barcos, Zé Roberto e Vargas, que tinham que atacar sozinhos, estavam quase caindo, desde antes do gol, mas só depois do placar aberto que houve substituição.

     Agora a cera, que estava fazendo o tempo andar e ajudando o tricolor, passou para o lado dos colombianos e o tempo voava para o time brasileiro. Uma eternidade para levantarem, bater um lateral, falta ou tiro de meta. As bolas e os gandulas desapareceram.

     O Grêmio atacava, conseguia criar. Teve uma chance. Teve A chance, mas Vargas, aos 47, perdeu um gol sem goleiro.

     Pode chorar, tricolor. O imortal caiu para um pequeno time colombiano, num caldeirão.


     O elenco é um timaço! Mas foi mal aproveitado. Principalmente nesse segundo jogo dessas oitavas, decepcionou.

     Desde o inicio da competição (uma estréia em casa com derrota para o Huachipato), já se viam deficiências no time. Conseguiram se arrumar e classificar. Mas hoje retrocederam muito e não mereceram. A postura foi covarde e burra.

     Chegamos com 6 às oitavas, 2 sobreviveram. Curiosamente, os únicos que ainda não ganharam.





                                                                                                                          Artur. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ah, agora...

     A noite que decidiu o ano do Palmeiras não foi a noite do Palmeiras.

     Um começo sufocante do alviverde, que precisava só da vitória para passar. Colocou até bola no travessão, mas num frango de Bruno perdeu o jogo.

     A torcida desanimou, o time baixou a cabeça.

     Tentaram o resto do primeiro tempo e nada conseguiram. No segundo saiu o segundo do Tijuana, um golaço, chute muito forte no canto e a esperança quase morreu.

     Um pênalti marcado, pouco depois do gol, e convertido por Souza, fez os palmeirenses voltarem a cantar.

     Mas, talvez por aflição, foram parando... Parando... E quando se viu, o time jogava num estádio quase silencioso.


     Não, não foi culpa do Bruno É claro que ele tem lá sua culpa, mas não é só dele.

     O que dizer das faltas que o time teve, aos 40 e poucos do segundo tempo e tiveram a bola isolada ou jogada nas mãos do goleiro em suas cobranças?

     Não foi culpa só do Bruno.

     "Ah, mas teve aquele gol que foi mal anulado!"

     Mas o pênalti que saiu o gol do Palmeiras, também... Sei lá se foi.

     Mas, realmente, a arbitragem também teve seus momentos. O gol mal anulado, as várias faltas duras que poderiam até gerar expulsões diretas e os muitíssimos momentos de cera da equipe mexicana, nenhum deles punido, foram algumas coisas que marcaram a atuação. Podemos citar o pênalti como um momento duvidoso, também.

     "Agora é focar na série B" é um poco de sacanagem com time grande assim. O título, até pela impaciente torcida que tem, é quase que uma obrigação.

     Subir é mais que obrigação!
   
     O time, por ser guerreiro e lutar, e mesmo faltando qualidade, conquistar vitórias na raça, não merecia a desclassificação.

     A torcida, que viu o time ruim cair de divisão mas não deixou de apoiar, muito menos.

     Mas a verdade é que...

     Agora é focar na série B.




                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sapatada!

     A vantagem do Galo era grande. As chances do São Paulo, olhando o palco, os times, o resultado no Morumbi, remotas. Muita gente falando que já estava decidido, mas Cuca não achou isso e fez o time jogar respeitando, indo pra cima do tricolor.

     Respeito sempre é bom... Mas acho que o São Paulo preferia ver um time retrancado, buscando contra-ataques, do que esse timaço do Atlético, indo pra cima, marcando adiantado, fechando todos espaços.

     No primeiro tempo apenas um gol, um belíssimo chute de Jô. Com o prejuízo ainda pequeno, o São Paulo ia pra cima e até conseguiu chegar, mas nada de bola na rede.

     Veio o segundo tempo e parece que Cuca ordenou no vestiário: "Vamos acabar com isso! Façam mais, logo no começo, e garantam nossa vaga!". E ainda na parte inicial o Galo fez o segundo, de Jô, e o terceiro, numa lambança da zaga tricolor, Tardelli aproveitou, antes dos 20 minutos.


     A  tristeza já tomava os tricolores, mas não deu nem tempo de lamentar, aos 24 minutos Jô de novo marcou e acabou com as esperanças.

     O São Paulo ainda diminuiu, com Luis Fabiano.

     Com um bom goleiro, zaga forte, meio campo rápido e ataque decisivo, o time do Atlético é digno de disputar o título, afinal foi o primeiro colocado geral da fase de grupos.

     O que mais encanta no jogo do alvinegro mineiro é a velocidade e a força com que atacam. O time desce numa velocidade incrível, decidido a entrar na zaga do adversário e fazer o gol, tem qualidade e faz isso!


     Antes alvo de desconfiança, por não ter tanta tradição na Libertadores, hoje o Galo joga um futebol ímpar no país e talvez seja o brasileiro com maiores chances.

     Após os maus tratos sofridos em Minas Gerais, agora o São Paulo tem um bom tempo para se reorganizar, até que comece o Brasileirão.

     O Galo espera seu adversário na competição continental, que sai do confronto Palmeiras x Tijuana, semana que vem. Nos próximos dois fins de semana enfrenta o Cruzeiro pelos jogos finais do Campeonato Mineiro.




                                                                                                                          Artur.

domingo, 5 de maio de 2013

"Cem" Derrota

     A final da Taça Rio teve um confronto entre o campeão carioca de 2012, Fluminense, e o campeão da Taça Guanabara de 2013, Botafogo, que venceu todos os jogos da Taça Rio. Era de se esperar uma grande final, e foi o que aconteceu.

     O Botafogo tinha a vantagem do empate, já que teve a melhor campanha da Taça Rio, e se fosse campeão da Taça Rio também seria campeão Carioca, pois conquistou a Taça Guanabara. E também foi o que aconteceu!

     Sem o grande palco do futebol carioca, Maracanã, e sem o Engenhão também, a final teve que ser mesmo em Volta Redonda, no Raulino de Oliveira.

     O primeiro tempo foi bem agarrado, com poucas finalizações. O Fluminense estava sem 2 jogadores muito importantes, Fred e Deco, e sem eles teve muitas dificuldades para chegar ao gol, o principal lance do tricolor foi numa rebatida na área, a bola bateu no joelho do zagueiro Bolívar que, se não fosse a bela defesa de Jefferson, teria feito um gol contra. Pelo lado do Botafogo, Seedorf e Lodeiro iam criando as jogadas. Lodeiro deu um passe bonito para Rafael Marques, que marcou, mas o arbitro marcou impedimento. Faltando poucos minutos para acabar o primeiro tempo, Lucas arriscou de longe, a bola bateu em Dória e sobra no pé de Rafael Marques sozinho com goleiro para abrir o placar da final.



     No segundo tempo o Fluminense teve que se arriscar e ir pra cima, precisava da virada. Mas o Botafogo jogou muito melhor. O glorioso começou a segunda etapa bem, logo aos 2 minutos, numa jogada ensaiada, Bolívar cabeceou bonito pro gol, no cantinho, mas o gol foi corretamente anulado de novo.

     O Botafogo fez boas jogadas e quase marcou com Lodeiro e Dória. Na vez do zagueiro, ele recebeu um cruzamento e bateu de chapa para marcar o segundo, mas o juiz se precipitou e anulou o gol, pois no mesmo lance Bolívar foi derrubado na área, assim, numa lambança, o juizão marcou o pênalti para o Botafogo. Não seria um erro notável se a bola tivesse entrado... Tivesse! Seedorf bateu no travessão! O Botafogo conseguia travar a saída de bola do Fluminense, que não conseguiu assustar Jefferson.

     No fim das contas, o erro da arbitragem será o menos lembrado.


     O Botafogo foi Campeão Carioca com uma campanha impecável na Taça Rio, com 100% de aproveitamento e com o melhores ataque e defesa. Rafael Marques, que no inicio do ano era muito vaiado pela a torcida, finalmente desencantou e acabou marcando até o gol do titulo.

     Agora o alvinegro espera o CRB para jogar a Copa do Brasil, precisa vencer para poder passar de fase sem pênaltis. Qualquer empate com gols elimina os cariocas.

      Já o Flu tem um confronto contra o Emelec e precisa de uma simples vitória para passar de fase.





Diego.

Importante mas não determinante

     A contusão de Osvaldo logo no início do jogo fez o tricolor ter que mudar todo seu modo de jogar, com certeza fez muita diferença.

     Mas, independente disso, a melhor palavra para definir essa semi é "equilíbrio".

     Em cada um dos tempos uma das equipes conseguiu ser melhor, atacar mais e ficar mais com a bola, no primeiro o São Paulo e no segundo o Corinthians.

     Mas durante todo momento parecia haver certo medo de ir muito ao ataque e deixar a defesa aberta para um contra-ataque e cair no penúltimo passo.

     Tanto resguardo, não poderia acabar de outro jeito, nenhum gol. O empate fez o jogo ir para a maior diversão para quem não está vendo seu time de coração em campo e a maior apreensão para quem está, disputa de pênaltis.

     Até a terceira série de cobranças só gols. Mas nela, para o São Paulo, partiu Ganso e isolou. O Corinthians fez.

     Na quarta foi a vez do Timão, com Alessandro, perder a cobrança. A bola explodiu na trave, voltou, bateu no lateral e entrou, teve gente comemorando, mas isso não vale.

     Tudo empatado. Quinta cobrança. Os tricolores viram a camisa 9 se deslocando para a área e aposto que enlouqueceram, não cometam o engano de achar que foi uma "loucura de alegria", por ele ser o artilheiro, se enlouqueceram foi de espanto e medo, pois é notória sua apatia e ineficiência em jogos decisivos. Pois bem... Luis Fabiano para a bola! Partiu e... - plock* - jogou nas mãos de Cássio.

     Na vez do alvinegro Pato foi para a cobrar. Bateu e Rogério pegou, mas o camisa 01 se adiantou absurdamente e o juiz acertou em mandar a cobrança voltar. De novo o camisa 7 para a bola e, agora sem nenhuma irregularidade, bola na rede e fim de papo, decidida a final: Corinthians x Santos!


     Ao apito final os jogadores tricolores partiram para cima do arbitro. Acredito que muitos pela cobrança que voltou, mas acho que outros devido lances do jogo em seu tempo normal. Pois Emerson e Romarinho deveriam ter sido expulsos... Mas expulsar Tolói também não teria sido absurdo.

     Acho que não pode ser colocada culpa na arbitragem, teve uma participação importante e até polêmica no jogo, mas olhar para o próprio time e tentar corrigir talvez valha mais a pena.

    O São Paulo, eliminado do Paulistão, está numa situação complicadíssima, tem que fazer pelo menos 2 gols, sem tomar nenhum, no Independência, contra o Galo, para ir às quartas da Libertadores.

     Na final do estadual, o Corinthians precisa vencer o Boca por 2 gols, no Pacaembu.

     E para mostrar que não era brincadeira quanto à fama do Fabuloso, está ai um gif que comprova:  https://lh5.googleusercontent.com/-2azhnVJYY-k/UVeivcuoJ9I/AAAAAAAAKkQ/OJ_1rjWR7nw/s400/PIPOCA.gif




                                                                                                                          Artur.

*: Onomatopeia de uma pipoca estourando.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nem tão surpreendente

     No mesmo grupo na primeira fase, agora novamente frente a frente, pelas oitavas, São Paulo e Atlético Mineiro.

     Por ter uma tradição muitíssimo maior que o Galo na competição e ter se classificado com uma vitória num jogo contra o time mineiro, na última rodada (jogo que foi desdenhado pelo atleticanos), o São Paulo não veio exatamente com favoritismo, mas muita gente acreditava que iria complicar o Atlético.

     O que realmente complicou foi a expulsão de Lúcio, ainda no primeiro tempo, com o jogo ainda em 1x0 para o tricolor. Gol que saiu logo no início do jogo, dos pés de Jadson.

     A expulsão foi algo grave para o São Paulo, mas ter um adversário da qualidade que tem esse time do Galo foi muito mais comprometedor pro resultado. Um time que sabe o que faz, joga simples e bonito, chega rápido e faz. Tem jogadores velozes, com habilidade. Outros sem tanta habilidade mas com corpo e precisão pra ser centroavante.

     Ainda no primeiro tempo, um que não é nem tão rápido, mais, nem tem tanto corpo, mas a habilidade é diferenciada, Ronaldinho empatou, de cabeça.

     Antes dos quinze do segundo tempo, a virada, pelos pés de Tardelli.


     E agora, Ney Franco: ficar atrás, impedindo que a missão se torne impossível, ou ir para cima, tentando fazer dela mais possível?

     Optou pela primeira. Assim, o São Paulo tentou pouco e não conseguiu.

     Ney não deve ter se lembrado que no Independência o Atlético vem sendo quase imbatível, invicto há muitos jogos. Talvez fosse melhor tentar em casa, pois fora é esperado que seja bem pior.

     Com o placar a favor no jogo fora, com esse timaço, com a força que tem em casa... Parece que já está decidido o classificado.

     Mas o segundo jogo ainda está agendado.





Bola ao Chão
 

Jogando bem

     Um jogo julgado "menos fácil" que contra o Remo, mesmo tomando um gol, acabou sendo mais tranquilo que o jogo no norte.

     O gol do Campinense saiu logo no início, num chute fraco de Jeferson Maranhense, de fora da área, que desviou em Renato Santos e matou Felipe. 

     Com o placar contra em tão pouco tempo o Flamengo não se desesperou, manteve a bola no chão e tentou muito. Renato Abreu cobrou uma falta, um tiro, no travessão. Outra falta, outra pancada, mas essa, na falha do goleiro Pantera, entrou. 

     A blitz do rubro-negro carioca continuou, mas o gol não saia por detalhes.

     No segundo tempo Renato teve mais uma chance, de falta de novo. Cobrou de forma perfeita, forte e lá na gaveta. Virada!

     O Fla tentou, mais uma vez, de todas as formas fazer o 3º e assim (fazendo 2 gols de diferença como visitante) eliminar o jogo de volta, se classificando direto. Lindas defesas, chutes errados e até bola na trave, mas nada de bola na rede.


     Apesar de ter tomado gol e feito só dois, num time que é bem menor e mais fraco, foi uma bela atuação. Poucas faltas, belas jogadas, com lucides. Boa atuação de grande parte do elenco, várias chances, só não saíram mais gols do Fla por falta de sorte dos cariocas ou méritos dos nordestinos.

     Acabou em 2 a 1 mesmo e dia 15 de maio tem o jogo de volta, que pode ser que aconteça no Maracanã! 

     



                                                                                                                          Artur.