quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Escolheu a paixão

     Primeiro jogo em casa na Libertadores.

     A torcida não lotou, mas as 40 mil vozes presentes fizeram muito barulho.

     E mais alto que cantos exaltando o clube, mais alto que as vaias, mais alto que tudo soava o grito de "fica, Hernane!", pedindo para que o jogador recusasse a ótima proposta que veio da China.

     Um gol de Elano no primeiro tempo, e depois dele mais de 30 minutos de um futebol ruim, fechado na zaga e tentando sair no contra-ataque, mas errando muitos passes. Não conseguiam criar nenhuma jogada.

     Gabriel entrou no segundo tempo e o time melhorou. Foi mais para cima, as chances apareceram e o placar ficou elástico.

     O terceiro gol foi de Éverton, num rápido contra-ataque.


     O segundo foi dele. O Brocador repetiu o que mais fez nestes últimos 7 meses: gol no Maracanã. Fez o gol que poderia ser de sua despedida.


     A torcida clamava "fica, Hernane! Fica, Brocador!"

     Houve pedidos também no vestiário, vindos dos companheiros.


     Os rumores da saída surgiram na terça-feira. A proposta era excelente para o Flamengo e para Hernane. Era muito dinheiro para ambos.


     Mas os chineses, se achando bastante engraçados, pediram: "liberem o jogador que a gente coloca o dinheiro na conta de vocês depois"... imagino que os dirigentes rubro negros tenham gargalhado.

     Foram pedidas garantias, o Flamengo dizia: "depositem o dinheiro que o liberaremos de imediato". Os chineses não as deram, não puseram o dinheiro na conta. Acabaram desistindo de levar para lá o "Blocadô".

     Se a decisão fosse apenas do jogador, depois de ter se emocionado com o carinho de ontem, acho que ele optaria por ficar.

     Talvez tenha até sido boa parte por vontade dele que hoje foi decidido e divulgado:

           "Se é para o bem de todos e felicidade geral do povo, diga à Nação que broco."

Hernane postou também essa foto, divulgando a nova camisa Adidas.






                                                                                                                          Artur.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Jus ao nome

     Menos estrelado que ano passado e num grupo muito mais difícil, o Grêmio começou a Taça Libertadores arrebentando.

     Depois de vencer o Nacional do Uruguai fora, foi dia de jogar em casa, dia de refazer a final da Libertadores de 1995, quando Grêmio saiu com a taça.

     Contra os colombianos do Atlético Nacional, na Arena, os gremistas armaram um caldeirão. Cantaram o tempo quase todo, vaiaram pesado o adversário, levaram as tipicas bandeiras. Foram preparador para uma guerra.
 
     Guerra muito mais difícil na expectativa do que na prática.

     Com um primeiro gol - que foi um golaço do garoto Luan - que vai gerar muita discussão, o Grêmio fez o placar do primeiro tempo. Depois disso deixou o jogo rolar.

     Ainda deixando o jogo solto, já no segundo tempo, começou a ficar perigosa a situação. Daí o time resolveu fazer outro. Conseguiu o segundo logo e mais ao fim do jogo fez o terceiro.


     O Grêmio tem o perfil da Libertadores: time copeiro, entra forte nas divididas, rápido nos passes, não tem medo de cara feia e joga com apoio da torcida.

     O grupo em que caiu é dificílimo, com certeza o mais complicado. Mas não é complicado só para o Grêmio.

     Há dificiculdade para todos, e dali terão de sair dois para as oitavas de final, independente do que ocorra.

     Sorte dos que conseguirem sair vivos do grupo 6... azar de quem tiver de enfrentá-los!

     Mas estamos tendo a certeza que o apelido não é em vão.

     Pois, no "grupo da morte", o Imortal está reinando.






                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

#FechadoComOTinga

     Eu acompanhava o jogo do Flamengo quando comecei a ler no twitter comentários sobre jogo entre Real Garcilaso e Cruzeiro, dizendo que a torcida peruana estava reproduzindo sons de macaco quando o jogador Tinga pegava na bola.

     O juiz, um venezuelano negro, poderia parar o jogo e exigir que parassem com a palhaçada, não seria nada demais. Mas não fez. Talvez por não ter percebido, o que é muito difícil.

     Não creio em uma punição vinda da Conmebol. Só de ver os estádios em que são realizadas as partidas percebemos isso. O próprio estádio do jogo de ontem não tinha condições de receber, se a instituição tivesse a mesma rigidez que tem com os clubes brasileiros para com os clubes dos outros países.

     Além das condições em volta do campo (como uma pista de corrida, feita de concreto, a dois palmos da linha lateral e sendo desnivelada alguns centímetros mais alta), após o jogo "faltou" água no vestiário que o Cruzeiro estava.

     Acho que o Cruzeiro não deve ir à Conmebol, a instituição teria que tomar uma decisão por si. E também não vejo o clube peruano como causador da atitude dos torcedores... Até porque, há jogadores negros no elenco.

     A tristeza de Tinga, que foi questionado na entrevista ao fim do jogo, era imensa. Citou sua passagem pela Europa, onde nunca foi hostilizado, e disse estar mal por isso ter acontecido logo ali, num país tao perto.


     O Real Garcilaso é um time pequeno - para não dizer medíocre -, fundado há apenas 5 anos. Como alguns outros, joga na altitude e faz dela sua principal força.

Rivelino e Cubillas
     E os peruanos... "Ignorância" é pouco para falar dos racistas presentes. Além de preconceituosos, são exímios conhecedores de futebol!

     O "Rei do Futebol" é brasileiro e negro. No time para qual eles torcem há jogadores da mesma cor que eles repudiavam e tentavam humilhar.

     E aí vai o principal: na melhor seleção já feita pelo Peru o melhor jogador dela  - e também da história do pais -, Cubillas, era... (pasmem!) NEGRO!

     Cacete! Que gente mais idiota!


     Todos sabemos que não foi a primeira e (se tratando da humanidade) não será a última.

     A torcida e o Cruzeiro vão devolver na bola, na pressão, no Mineirão, no jogo de volta.

     Real Garcilaso, sua torcida pecou feio, a culpa não é do time... Mas o troco será em vocês.

     Se preparem, porque dia 09/04 tem!






                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Redenção

     Não sei no que é mais difícil de acreditar: no Botafogo de volta à Libertadores, depois de completar a maioridade fora dela; na torcida do Botafogo, que colocou pouco mais de 50 mil no estádio; ou na ressurreição de Wallyson, das cinzas, depois de um longo período tenebroso em sua carreira, voltando a marcar gols importantes... E logo três!

     A passagem do alvinegro pelo fraco time do Deportivo Quito - que usa da altitude, que nunca ganhou fora de casa jogando pela Libertadores - era quase óbvia.

     O que mais assustava no confronto era a dificuldade de jogar la em cima. Mas o resultado foi tranquilo.

     Chegando aqui em baixo a situação se equilibra e quem joga mais futebol geralmente vence.

     Foi isso que aconteceu.

     O fator técnico já pesava a favor, aí veio o torcedor e (enfim) confiou. Festa bonita, com muitos presentes, mosaico e muita cantoria. Ficou impossível tirar a vaga deles. Não me lembro de finalização alguma que tenha sido realmente perigosa, por parte dos equatorianos.

     A festa estava bonita, mas faltava ter alguém para reger, alguém para incendiar, alguém para por a bola na rede!


     Dos quatro gols, três foram de Wallyson.

     O atacante que já foi artilheiro da Libertadores pelo Cruzeiro, se contundiu gravemente e ficou meses parado. Voltou a jogar e foi emprestado, passou apagado por São Paulo e depois pelo Bahia. Chegou esse ano ao Botafogo, esse foi apenas seu segundo jogo, primeiro de titular, e fez hoje seus primeiros gols pelo Glorioso.

     O Botafogo mereceu na bola, no campo e fora dele, passar.






                                                                                                                          Artur. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Zero Bola #1

     
     O futebol tem várias e várias notícias diariamente, porém nem todas são relevantes e é muito difícil de fazer um post sobre cada uma, as vezes não há nem muito o que discorrer. Por isso, aqui juntarei as principais do mês.


     E sim, o nome faz referência ao jornal gaúcho "Zero Hora".


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     Já tem campeão em 2014:



     
O Santos venceu a Copa São Paulo de Futebol Júnior, "Co
pinha".

     Fez uma campanha impecável.

     A final foi contra o maior campeão do torneio, Corinthians, e terminou 2 a 1 para o time da Vila, selando a oitava vitória nos oito jogos disputados!


   



     Libertadores:


     Atléticos Mineiro e Paranaense, Cruzeiro, Botafogo, Flamengo e Grêmio são os representantes brasileiros na Libertadores deste ano. Com exceção dos times de Minas, todos começaram os estaduais e jogaram duas ou três rodadas com o "elenco B" e depois puseram os titulares em campo.

     Botafogo e CAP estão ainda na Pré-Libertadores. Ambos jogaram fora de casa na primeira partida e perderam (por 1x0 e 2x1, respectivamente). Mas as chances e as expectativas para que se classifiquem são grandes, já que os resultados não foram ruins e os times à frente deles são inferiores.

     Os demais clubes estreiam dias 11 (Galo), 12 (Fla e Cruzeiro) e 13 (Grêmio) de fevereiro.

     Há grande favoritismo dos brasileiros. Nosso futebol evoluiu muito em relação ao resto do continente, principalmente na parte financeira. A busca dos clubes brasileiros por reforços feita nos países vizinhos representa bem isso. Em nossos representantes chegaram alguns "hermanos" nesse último mês: Lucas Olaza e Miguel Ángel Portugal (téc,) no Furacão; Ferreyra no Botafogo; Samudio no Cruzeiro; Lucas Mugni e Frickson Erazo no Flamengo; e Alan Ruiz no Grêmio.

     A esperança que a taça venha pela quinta vez seguida para cá é grande, mas não será fácil. Mata-mata é sempre duro, ainda mais nos caldeirões sul-americanos.



     Atraso para a Copa:

     Curitiba está correndo o risco de não ser mais sede da Copa. O atraso nas obras da Arena da Baixada é grande.


     O estádio deve ficar pronto a tempo dos jogos, porém é provável que não dê tempo de serem realizados os testes necessários.

     O comitê gestor estuda contratar mais operários para a parte final da obra, que é mais delicada, para que agilize a conclusão e os testes tenham tempo para serem feitos.

     Até dia 18 de fevereiro a FIFA se pronunciará sobre o caso e dirá se Curitiba permanece ou não como sede.

     A situação das demais sedes está tranquila.



     Pendurou a coroa: 

     O "Reizinho da Colina" disse que não tem mais condições de continuar atuando, devido sua condição física que, com 39 anos, já não permite que ele mantenha a forma com tanta facilidade, muito menos continue jogando em um nível satisfatório.

     Haverá um jogo de despedido. Deve ser contra o River Plate, time que Juninho Pernambucano fez um lindo gol de falta, colocando o Vasco na final da Libertadores de 1998 e possibilitando o título.



     Impaciência da "torcida":

     Tudo começou com um protesto pacífico, em frente ao portão do centro de treinamento do Corinthians. Porém, com a chegada de mais alguns torcedores, a situação ficou complicada...

     Aproximadamente 100 indivíduos que se dizem "torcedores" invadiram o CT do time para fazer "exigências". Exigiam o direito de quebrar a perna de certos jogadores, se os encontrassem, de ameaçar o time por ter perdido dois dos quatro jogos ocorridos até então.


     Não só se acharam no direito de entrar sem serem convidados como também de ameaçar o elenco, apertar o pescoço do autor dos gols do Mundial, o atacante Guerreiro, e também agredir uma funcionária da limpeza.

     O "slogan" deles era "ou joga por amor ou joga por terror", cantado ao fim da goleada sofrida para o Santos na Vila.

     Assusta ver que eles acham que invadir, ameaçar, agredir, humilhar pessoas num ambiente onde a torcida não é bem-vinda - quando não é para apoiar - vai resolver. Lugar de reivindicar raça é na arquibancada. E sem violência.

     No dia seguinte o Timão pegou a Ponte Preta fora de casa. Os jogadores não queriam entrar em campo, mas tiveram de jogar. A Macaca venceu por 2x1 e por enquanto o Corinthians não está se classificando para as quartas de finais do Paulistão.



     E o Brasileirão não termina:

     Depois da decisão do STJD que rebaixou a Portuguesa, a torcida entrou na justiça "comum" atrás de um recurso que exigisse a devolução dos pontos à Lusa.


     O caso não parece que vai ser resolvido tão cedo. E já estão falando num Brasileirão com 24 clubes!

     Se isso acontecer será drástico para a federação e sua reputação (que já não é boa). Péssimo também para os clubes, que já têm um calendário que gera muitas reclamações, imagine mais jogos.

     E se o acontecer, serão rebaixados 8 clubes em 2014? Ou continuará a ser disputada a primeira divisão com 24 times e a segunda com 16? Ou serão promovidos, pela sorte, 4 clubes da série C 2013 para a B e outros 4 da D vão para a C?







                                                                                                                          Artur.