quarta-feira, 21 de maio de 2014

Para nós que achamos (versão ampla)

     Os parênteses são por causa de outro texto, sobre Botafogo x Independiente del Valle, onde o título foi o mesmo. Esse aqui.  

     A guerra terminou e estamos derrotados.

     Foram 22 anos de brasileiros na semi-final, desde 1992 sempre estava um lá. Desde 2005 na final. Das nove taças, seis vieram.


     Esse ano eu apostava que teríamos mais uma final, talvez até com dois brasileiros nela. Cair na fase de grupos então era um delírio!


     Nos grupos só o Flamengo começava a se complicar. Mas CAP e Botafogo, que pareciam garantidos, se enrolaram e acabaram caindo por ali mesmo também.


     Nas oitavas mais quedas: Grêmio nos pênaltis para o San Lorenzo e Atlético-MG, tomando um gol aos 42 do segundo tempo no Independência, caiu para o Atlético Nacional.


     O Cruzeiro seguia solitário, mas no primeiro passo sozinho acabou caindo. Derrota na Argentina e empate no Brasil e, depois de Botafogo e Grêmio, o Celeste também caiu para o time do papa.

     Talvez tenha faltado luta, o tal "espírito de Libertadores". Ou sorte.

     Mas o que parece mesmo que faltou foi conhecimento dos times dos países vizinhos. Até temos olhos para o futebol "lá de fora", falamos muito do Barcelona, do PSG, Real Madri, Milan, Manchester United. Olhamos para a Champions League e pensamos "nossa, como será que vai ser o confronto na final do Mundial?". Mas esquecemos dos clubes que temos que enfrentar na nossa competição continental. Times cheios de vontade, que dão porrada pra todo lado, que em casa fazem alguns jogadores adversários tremerem e que olham para cá por boa parte do ano.

     Nós só começamos a saber a situação dos times ou, as vezes até, a conhecer os times que vamos pegar quando sai o sorteio dos grupos.

     Não precisamos ver campeonato argentino, uruguaio etc o ano todo. Bastaria que nossos clubes acompanhassem, soubessem as principais forças dos times que podem chegar a enfrentar. Seria útil também para as contratações dos clubes.

     Aqui tem mais dinheiro rolando, o investimento é maior. Esse ano já tivemos na Libertadores palcos no "padrão FIFA".

     Mas caímos feio. De modo que causou até um choque.

     Quem sabe não sirva para mudarem a postura e ver que Libertadores é realmente diferente.






                                                                                                                          Artur.  

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fim da linha

     O placar era adverso, mas nada extraordinário. O Cruzeiro e a torcida estavam confiantes na permanência do último brasileiro restante.

     Pênaltis com 1 x 0 e mais que isso era "tudo nosso"... mas se o San Lorenzo fizesse um gol complicava. 

     Com menos de 10 minutos complicou. 

     Parecendo assutados, time e torcida atuaram o primeiro tempo como se fosse pontos corridos. Havia pressão, mas nada que se compare às pressões normais de decisões.

     E a sorte ainda estava do lado dos argentinos. Pareceu ser milagre a bola lançada para Marcelo Moreno, desviada de um jeito estranho pelo boliviano, fazer o coração dos cruzeirenses apertar quando bateu numa trave, passeou sobre a linha e bateu na outra. Tudo isso no último lance do primeiro tempo. 

     O jeito do jogo só mudou quando saiu o empate. Aí virou Libertadores, ficou com cara de decisão: torcida empurrando, o time em cima, zagueiros no ataque, brigas, confusão, expulsão.


     Mesmo com um a menos os argentinos seguraram mais 15 minutos. Não veio a virada, não veio a sorte. Não veio a classificação.

     Mas veio o reconhecimento da torcida, que passou os últimos dois minutos de bola rolando gritando pelo time. Quando o jogo acabou continuou cantando, gritou o nome de Moreno, que chorava no meio do gramado.

     Sabem que o elenco celeste é um dos melhores do país, que mesmo jogando as primeiras rodadas com o time reserva está entre os melhores até agora.

     Não tem crise, não tem desastre. É triste, mas tem q levantar a cabeça e ir para frente.

     Sábado já tem Brasileirão e não importa o que estejam falando contra, a torcida está com vocês.






                                                                                                                          Artur.

sábado, 3 de maio de 2014

Zero Bola #4

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     Vem? Vem nada!

     Na madrugada do dia 6 de abril o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, anunciou a chegada de um grande nome para compor o elenco alvinegro: Nicolas Anelka.


     O atacante francês de 35 anos, que já atuou por alguns grandes clubes e na seleção, ainda não tinha previsão de estrear.

     No site o jogador estava na lista do elenco. A torcida já comprava camisas com o nome, a ansiedade para a chegada do francês só aumentava... até que o prazo imposto pela diretoria se espirou e foi anunciado: "Anelka não vem".

     Segundo o clube, não vem mais pois não se apresentou até a data estabelecida; segundo Anelka, nunca esteve para vir, nunca assinou contrato, só teve contato com o clube e acertou as bases de um possível acordo. Tudo isso dito num vídeo, supostamente gravado no dia 8 de abril, porém só divulgado no dia 16, após o Galo ter desistido do atacante.

     Não se sabe exatamente o que houve, mas o resultado final foi Eduardo Maluf dizendo que "Anelka não é profissional" e o Galo virando piada.
 

     Debandada:

     Dos seis brasileiros na Libertadores apenas três se classificaram para as oitavas. Atlético-PR, Botafogo e Flamengo ficaram na primeira fase.

     Dos que passaram para o mata-mata, o Grêmio perdeu fora e ganhou em casa por 1 x 0 e a decisão foi para os pênaltis, o San Lorenzo foi mais competente e passou. O Atlético-MG também perdeu fora por 1 x 0 e ganhava em casa pelo mesmo placar até os 42 do segundo tempo, quando sofreu o empate e foi eliminado.

     E o Cruzeiro empatou em casa e ganhou por 2 x 0 fora e agora é o único brasileiro na Libertadores. Enfrentará o San Lorenzo.


     Porra, Pelé!

     Depois de dizer que o brasileiro não deve se manifestar e tentar ajustar o que está um caos, o "poeta calado" ("apelidado" assim por Romário) falou que as mortes nas obras do Itaquerão são coisas normais, coisas da vida, são coisas que podem acontecer.

     Coisas da vida... é, ok.

     Coisas normais, nem fodendo!

     Mas, coisas que podem acontecer?! Já que o operário morto não é da sua família, aí pode!

     Fala sério! As vezes Pelé devia seguir o conselho do Romário.


     Sem império:

     Após alguns jogos e um gol, Adriano rescindiu mais um contrato.

     Depois de faltar dois dias seguidos os treinos do Furacão, o Imperador e o clube entraram num acordo.

     Adriano agradeceu ao CAP e disse que continuará jogando...

     Resta saber quem vai querer contratar.



     Mais confusão:

     O Icasa, quinto colocado da série B de 2013, conseguiu uma liminar na justiça que determina que a CBF o inclua na primeira divisão de 2014, devido uma irregularidade na escalação do Figueirense no jogo contra o América-MG.

     A CBF pode recorrer da decisão. Uma nova audiência está marcada para o dia 31 de julho... quando o campeonato estará lá pela décima segunda rodada.






                                                                                                                          Artur.