No Rio o juiz errou demais, o time martelou, tomou muita pancada e acabou sofrendo um gol. Jogavam muito mal, pois sem Léo Moura e André Santos o time morre nas laterais e no meio a improdutividade fica ainda maior.
O time conseguiu a virada de forma meio heroica e até rápida. Mas acabou sofrendo o empate.
Ontem o confronto foi em meio às nuvens, em La Paz, há 3.600 metros de altitude."O maior adversário do Flamengo lá é a altitude", foi o que se imaginou. Mas junto à ela teve um falta de vontade, de paciência e de sorte. Logo aos dois minutos de jogo o zagueiro Samir estava com a bola no pé, dentro da área, escorregou, o atacante do Bolívar chegou na bola e o camisa 3 na perna dele.
Pênalti claro. Que virou 1 x 0.
Daí para frente o Bolívar teve muito mais chances. Mais de quinze chutes a mais que o Flamengo, que não conseguiu finalizar nem dez vezes. No gol mesmo foram só duas, se não me engano.
Agora o Flamengo vai até o Equador, enfrentar o caldeirão e o time do Emelec.
Arrancar pelo menos um ponto lá é crucial para o sonho da classificação continuar. O ideal, lógico, é a vitória, mas o empate pode ajudar bastante o Flamengo, já que o grupo está muito embolado.
Mas para que isso aconteça o time tem que quebrar o script de jogar fora de casa, que até agora é: no começo do jogo acontece alguma cagada, que compromete toda a partida, e ainda tomam gol antes dos 15 do primeiro tempo; o time sofre, não consegue contra-atacar nem atacar; a derrota se torna inevitável.
Se querem se classificar é necessário querer e conseguir jogar. Se doar, porque Libertadores é vontade e confiança.
Artur.





