quinta-feira, 20 de março de 2014

Por um fio

     O confronto completo entre Flamengo e Bolívar na Libertadores pode ser resumido em uma palavra, para o lado brasileiro: desastre.

     No Rio o juiz errou demais, o time martelou, tomou muita pancada e acabou sofrendo um gol. Jogavam muito mal, pois sem Léo Moura e André Santos o time morre nas laterais e no meio a improdutividade fica ainda maior.

     O time conseguiu a virada de forma meio heroica e até rápida. Mas acabou sofrendo o empate.

     Ontem o confronto foi em meio às nuvens, em La Paz, há 3.600 metros de altitude.

     "O maior adversário do Flamengo lá é a altitude", foi o que se imaginou. Mas junto à ela teve um falta de vontade, de paciência e de sorte. Logo aos dois minutos de jogo o zagueiro Samir estava com a bola no pé, dentro da área, escorregou, o atacante do Bolívar chegou na bola e o camisa 3 na perna dele.

     Pênalti claro. Que virou 1 x 0.

     Daí para frente o Bolívar teve muito mais chances. Mais de quinze chutes a mais que o Flamengo, que não conseguiu finalizar nem dez vezes. No gol mesmo foram só duas, se não me engano.

     Agora o Flamengo vai até o Equador, enfrentar o caldeirão e o time do Emelec.

     Arrancar pelo menos um ponto lá é crucial para o sonho da classificação continuar. O ideal, lógico, é a vitória, mas o empate pode ajudar bastante o Flamengo, já que o grupo está muito embolado.

     Mas para que isso aconteça o time tem que quebrar o script de jogar fora de casa, que até agora é: no começo do jogo acontece alguma cagada, que compromete toda a partida, e ainda tomam gol antes dos 15 do primeiro tempo; o time sofre, não consegue contra-atacar nem atacar; a derrota se torna inevitável.

     Se querem se classificar é necessário querer e conseguir jogar. Se doar, porque Libertadores é vontade e confiança.







                                                                                                                          Artur.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Para nós que achamos

     Em casa o Botafogo pegou o Independiente del Valle.

     Para tentar manter os 100% no Maracanã. Para se isolar na liderança do grupo, mesmo que só por dois dias.

     Diziam que poderia ser fácil. Outros discordavam, pois Libertadores é Libertadores, e todo jogo é difícil.

     Não se podia menosprezar o adversário, que estava dividindo a liderança com o time carioca até o início do jogo. Até o início mesmo, pois foi o juiz apitar que o Botafogo começou a pressionar, ir pra cima, sufocar e meter o gol.

     Dois minutos de jogo e já estavam na frente. Aí começaram os comentários: "hoje é para ganhar saldo"; "hoje o Wallyson garante a artilharia"; "vai humilhar"; "chocolate a vista"... um desses aí foi meu.

     Mas nos enganamos, nós que achamos que seria assim.

     Um resumo dos melhores momentos pode enganar, mostrando chutes passando perto - dois deles de Jorge Wagner explodindo no travessão -, mais bolas do time carioca do que do del Valle.

     Mas a pressão do time equatoriano foi muito grande. No primeiro tempo foram poucas as chances, mas no segundo foi muito grande o aperto do Fogão. Enxerguei o Independiente mais perto do empate, do que o Bota de consagrar a vitória, em muitos momentos.


     Com sorte em alguns momentos, falta dela em outros - e muito reflexo de Jefferson -, o Botafogo alcançou os 7 pontos.

     O próximo jogo é em casa, contra o Unión Española, e uma vitória deixa o alvinegro de cara com as oitavas de final.






                                                                                                                          Artur.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Zero Bola #2


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     Todos dentro:

     Botafogo e Atlético Paranaense se classificaram para os grupos da Libertadores.

     O Botafogo passou pelo Deportivo Quito, goleando no Maracanã, e ingressou no grupo 2. O Furacão passou sofrido, conseguiu devolver os 2x1 (com um gol de pênalti aos 50 minutos do segundo tempo) que havia sofrido e levou para os pênaltis a decisão, venceu por 5x4 e entrou no grupo 1.


     Troca:

     Pato no Corinthians e Jadson no São Paulo não estavam mais dando certo, então os clubes resolveram negociar e decidiram a troca. Jadson foi cedido pelo tricolor em troca do empréstimo de Pato por duas temporadas (com metade do salário pago pelo Timão).



     Com o limite de três jogos por um clube já batido por Alexandre, o São Paulo não poderá usar seu novo atacante no estadual. Jadson atuou em apenas uma partida do tricolor e poderá jogar o restante do Paulista pelo alvinegro.




     Racismo:

     No dia 12/02 o Cruzeiro estreou na Libertadores. Foi ao Peru enfrentar o Real Gacilarso.

     O jogo terminou 2x1 para os donos da casa. Mas o que mais marcou foi o ato dos torcedores peruanos, que imitavam macacos quando Tinga pegava na bola.


     Mais um em risco?

     O presidente do Internacional, Giovanni Luigi, disse que o clube não arcará com as despesas das estruturas temporárias da Copa do Mundo.

     O clube é o dono do estádio Beira-Rio, cuja reforma foi custeada pelo próprio colorado.

     As tais "estruturas temporárias" são basicamente de segurança e transmissão, como indica o adjetivo atribuído, serão desmontadas após a Copa. E custarão em torno de 30 milhões de reais.

   


     O Inter quer que a prefeitura e o governo do estado ajudem na conta, já que, como sempre, a FIFA não vai se meter nisso... Só nos lucros.


     Arena da Baixada: 

     Depois dos atrasos em Curitiba para a Copa, foram contratados mais operários. O comitê da FIFA visitou a arena no último dia 18 e confirmou que a sede será mantida.

 
     Fatalidade:


     Pouco conhecido no Brasil, Maicon jogou praticamente apenas por clubes estrangeiros, em sua carreira profissional.

     Ele estava emprestado para o Illichivets, da Ucrânia, pelo também ucraniano Shakhtar Donetsk.

     Maicon faleceu no dia 08 de fevereiro, com 25 anos, num acidente de carro.


     Os diretores do Shakhtar, numa atitude louvável, decidiram dar o dinheiro que seria dos salários de Maicon à família que ele deixou - uma filha de 7 anos e os pais já bem idosos.






                                                                                                                          Artur.