Mais uma vez o Flamengo começou bem e caiu de rendimento ainda no primeiro tempo. Não conseguiu se reerguer e o jogo ficou ruim até o fim.
Dessa vez não tomou gol. Mas também não fez.
Um dos únicos times a não vencer e um dos dois que conseguiram perder para o Náutico, o Flamengo saiu com um empate fora de casa, mas derrotado.
Considerado já rebaixado, o Náutico tem 10 pontos em 23 rodadas. Simplesmente 40% dessa pontuação foi adquirida em cima do rubro-negro carioca.
A situação é crítica, mas parece que o time e o clube não estão sabendo bem disso, ou não estão ligando.
Incrível e inacreditável o gol que Elias perdeu, o fato do Flamengo não ter feito nenhum gol no time que tomou 39, até o momento, e também como o time consegue chegar e perder chances no último, penúltimo passes ou na conclusão.
Quando Mano saiu, vi bastante gente confiando em Jayme de Almeida, e confesso que achei que sua estreia, pelo menos, seria melhor. Na primeira vez que esteve à frente do time o placar foi de 3 a 0, fora, contra o Criciúma. Mas hoje vi muitos protestos por ter posto alguém, não ter posto não sei quem etc.
E faço mais uma confissão: também mudei minha opinião.
Jayme parece ser um cara com conhecimento, sensatez. Mas parece ser muito tranquilo, e esse time parece precisar de um "general de vestiário".
Quando a diretoria assumiu disse "a baderna acabou", mas vários atletas do Fla foram vistos no Rock In Rio antes do empate com a Ponte e depois da (ridícula) derrota de quinta para o Atlético Paranaense.
Esse momento passa uma forte impressão, vendo bem de longe, de que faltam algumas coisas, não muitas, mas essenciais para o time funcionar: entrega nos jogos e fora de campo, abdicando de algumas coisas para ser um atleta de nível; vontade nos treinos e no jogo, correr atrás da bola que parece perdida, dar o sangue (coisa que faz a torcida acreditar e apoiar); comprometimento com o clube, fazendo jus ao muito que ganha.
Talvez isso tudo possa ser resumido em "respeito". Respeito com o comandante, com a diretoria, com a torcida e com o clube.
Com o peso da camisa, que não é uma qualquer.
Artur.
domingo, 22 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Montanha Russa da Depressão
O esperado era um confronto equilibrado, entre o bom Atlético Paranaense e o forte Flamengo de quarta-feira (que agora é quando tem jogado bem) e no Maracanã.
Pois equilíbrio foi o que menos houve no jogo... Muito menos nos jogadores do rubro-negro do Rio.
O Fla começou arrebentando, fez 2x0 em nem 8 minutos. Teve chances de fazer mais pelo menos três gols mas a bola não entrou. Até os 15 minutos o Flamengo era muito melhor.
Desperdiçou as chances, mas o time era muito superior. Já já a bola entraria!... Entrou, mas não pra quem esteve melhor.
Antes dos 20 minutos veio o castigo, reforçando aquele famoso "quem não faz, leva". E depois disso foi domínio do Furacão.
No segundo tempo parecia que o Fla voltaria melhor, teve alguns lapsos, algumas jogadas que davam a entender que acordariam no jogo.
Mas o gol de empate, aos 8 minutos, diz tudo sobre como jogava o time.
A torcida vaiava Carlos Eduardo. Mano decidiu tirá-lo, pôs Adryan e de quebra tirou Hernane e colocou Moreno.
Quem saiu não estava tão mal e quem entrou fez Mano se arrepender de sua atitude.
Moreno queimava bolas como louco, chutando de primeira, de fora da área com meio time paranaense à sua frente.
Adryan nem aparecia, só andava e nem passava muito perto da bola, um toque ou outro. Muito pouco pra que é armador. É claro que todos reclamavam... Pra que?
Tanto pediram, Adryan apareceu! Posição de destaque na crucificação do time pela derrota.
Errou um passe no meio campo e deu a virada ao Atlético.
O time do Flamengo acabou de ficar ridículo, batendo cabeça, e ainda tomou o quarto.
É...
Felizes os flamenguistas quando a oscilação do time demorava meia semana, não algum minutos para passar de um time avassalador, que não deixa o adversário respirar, para um time patético.
Artur.
**Notícia de última hora!
Pra piorar a situação, Mano acabou de se demitir, após o jogo.
Parece que a crise se instalou mesmo na Gávea!**
Pois equilíbrio foi o que menos houve no jogo... Muito menos nos jogadores do rubro-negro do Rio.
O Fla começou arrebentando, fez 2x0 em nem 8 minutos. Teve chances de fazer mais pelo menos três gols mas a bola não entrou. Até os 15 minutos o Flamengo era muito melhor.
Desperdiçou as chances, mas o time era muito superior. Já já a bola entraria!... Entrou, mas não pra quem esteve melhor.
Antes dos 20 minutos veio o castigo, reforçando aquele famoso "quem não faz, leva". E depois disso foi domínio do Furacão.
No segundo tempo parecia que o Fla voltaria melhor, teve alguns lapsos, algumas jogadas que davam a entender que acordariam no jogo.
Mas o gol de empate, aos 8 minutos, diz tudo sobre como jogava o time.
Quem saiu não estava tão mal e quem entrou fez Mano se arrepender de sua atitude.
Moreno queimava bolas como louco, chutando de primeira, de fora da área com meio time paranaense à sua frente.
Adryan nem aparecia, só andava e nem passava muito perto da bola, um toque ou outro. Muito pouco pra que é armador. É claro que todos reclamavam... Pra que?
Tanto pediram, Adryan apareceu! Posição de destaque na crucificação do time pela derrota.
Errou um passe no meio campo e deu a virada ao Atlético.
O time do Flamengo acabou de ficar ridículo, batendo cabeça, e ainda tomou o quarto.
É...
Felizes os flamenguistas quando a oscilação do time demorava meia semana, não algum minutos para passar de um time avassalador, que não deixa o adversário respirar, para um time patético.
Artur.
**Notícia de última hora!
Pra piorar a situação, Mano acabou de se demitir, após o jogo.
Parece que a crise se instalou mesmo na Gávea!**
Força desigual
Não à toa que são primeiro e segundo colocados do
Brasileirão.
São times da times daqueles que "jogam encantando". Jogam pro ataque, sem se esquecerem de suas defesas.
O nível do jogo que realizaram hoje no Mineirão era o esperado. A diferença tão grande de gols, não.
Não é que o Cruzeiro não tenha merecido os 3 gols, foi o Botafogo que mereceu fazer pelo menos um! Teve a chance com seu maestro, Seedorf, de pênalti, mas ele bateu pra fora.
Já pelo Cruzeiro, Júlio Baptista não desperdiçou a chance que teve, também num pênalti (duvidoso), e nem no contra-ataque, onde marcou um golaço. Quem sabe tão bonito quanto o primeiro, que foi de Nilton.
Mais animado que no jogo, estava a arquibancada. A torcida lotou, havia uns 50 mil no Mineirão! Estavam pulando, catando, vibrando, se deliciando durante a noite toda. Festa antes e
depois do jogão!
Depois de ganhar consecutivamente de dois dos outros três times do G-4, o Cruzeiro está "mais líder do que nunca", como dirão várias e várias manchetes amanha.
São 7 pontos de diferença para o, ainda segundo colocado, Botafogo e 15 para o Inter, quinto colocado. Quase 50 gols feitos e nem 20 tomados!
Apesar de fantástica campanha, os jogadores estão certíssimos em não acharem que acabou, ainda há 16 jogos por acontecerem. Já a euforia da torcida é incontrolável e sadia, para que empurrem ainda mais o time.
Decepcionante é a torcida do alvinegro.
Uma campanha também espetacular, que provavelmente acarretará na classificação para a Libertadores depois de um bom tempo fora, mas o torcedor não comparece ao estádio em bom número, não prestigia, parece que não confia no time. E hoje, após o erro de Seedorf, a torcida mais uma vez se mostrou impaciente e inconveniente. Sem parecer nem que apostam de verdade no time, reclamam aos montes.
Vi gente falando que Lodeiro e Seedorf tem que ir para o banco... Só não vi eles dizendo quem deveria entrar no lugar.
Claro que vi gente apoiando, dizendo "quantas vezes ele já não foi nosso herói?", mas esse comportamento que tem que haver, não o que parece ser moda: acertou aplaude de pé, errou senta a lenha!
À do Botafogo: parem de desconfiar tanto, achar que o Botafogo irá "botafoguear". Talvez aconteça umas dessas pois falta uma coisa... Umas coisas. Algo extracampo, ali ao lado. Talvez algo ali fora, ali pertinho, incomode...
Quem sabe não estejam de saco cheio das cadeiras vazias.
À torcida cruzeirense, parabéns pela festa e a alegria é digna. Só não achem que acabou quando ainda há a parte mais importante pela frente!
No papel, não tem o melhor time. Mas no jogo de futebol papel não serve de nada, o instrumento de trabalho é a bola. E nela o Cruzeiro se impõe.
Artur.
São times da times daqueles que "jogam encantando". Jogam pro ataque, sem se esquecerem de suas defesas.
O nível do jogo que realizaram hoje no Mineirão era o esperado. A diferença tão grande de gols, não.
Não é que o Cruzeiro não tenha merecido os 3 gols, foi o Botafogo que mereceu fazer pelo menos um! Teve a chance com seu maestro, Seedorf, de pênalti, mas ele bateu pra fora.
Já pelo Cruzeiro, Júlio Baptista não desperdiçou a chance que teve, também num pênalti (duvidoso), e nem no contra-ataque, onde marcou um golaço. Quem sabe tão bonito quanto o primeiro, que foi de Nilton.
Depois de ganhar consecutivamente de dois dos outros três times do G-4, o Cruzeiro está "mais líder do que nunca", como dirão várias e várias manchetes amanha.
São 7 pontos de diferença para o, ainda segundo colocado, Botafogo e 15 para o Inter, quinto colocado. Quase 50 gols feitos e nem 20 tomados!
Apesar de fantástica campanha, os jogadores estão certíssimos em não acharem que acabou, ainda há 16 jogos por acontecerem. Já a euforia da torcida é incontrolável e sadia, para que empurrem ainda mais o time.
Decepcionante é a torcida do alvinegro.
Uma campanha também espetacular, que provavelmente acarretará na classificação para a Libertadores depois de um bom tempo fora, mas o torcedor não comparece ao estádio em bom número, não prestigia, parece que não confia no time. E hoje, após o erro de Seedorf, a torcida mais uma vez se mostrou impaciente e inconveniente. Sem parecer nem que apostam de verdade no time, reclamam aos montes.
Vi gente falando que Lodeiro e Seedorf tem que ir para o banco... Só não vi eles dizendo quem deveria entrar no lugar.
Claro que vi gente apoiando, dizendo "quantas vezes ele já não foi nosso herói?", mas esse comportamento que tem que haver, não o que parece ser moda: acertou aplaude de pé, errou senta a lenha!
À do Botafogo: parem de desconfiar tanto, achar que o Botafogo irá "botafoguear". Talvez aconteça umas dessas pois falta uma coisa... Umas coisas. Algo extracampo, ali ao lado. Talvez algo ali fora, ali pertinho, incomode...
Quem sabe não estejam de saco cheio das cadeiras vazias.
À torcida cruzeirense, parabéns pela festa e a alegria é digna. Só não achem que acabou quando ainda há a parte mais importante pela frente!
No papel, não tem o melhor time. Mas no jogo de futebol papel não serve de nada, o instrumento de trabalho é a bola. E nela o Cruzeiro se impõe.
Artur.
sábado, 14 de setembro de 2013
Lá em cima
Hoje no Mineirão aconteceu mais um jogo que ressalta a qualidade do nosso campeonato.
Dessa vez não foi entre dois dos "tops" do Brasil. Foi entre o que dizem ser um time "grande" e outro "médio", que na verdade são um gigante e um grande.
Eram o primeiro e quarto colocados.
Fazendo jus ao lugar que ocupa no campeonato, à torcida que foi ver o time e ao local em que jogavam, o Cruzeiro foi melhor e conseguiu a vitória.
O placar foi magro, apenas 1 a 0.
Mas não se deixe enganar pelo contador, foi um ótimo jogo. Aberto, franco, brigado, atacado pelas duas equipes. Pouca violência nas entradas, lealdade e respeito ao adversário, unidos a bom futebol.
Tendo qualidade dos dois lados o placar dificilmente é elástico. Pode ser de muitos gols, mas não só para um lado. Infelizmente, hoje o equilíbrio causou um jogo com apenas um gol, de Nilton.
Ter perdido para o Cruzeiro onde ninguém ganhou deles desde a reabertura do estádio não é veronha para o Furacão. Não começa uma crise e muito menos é considerado "tropeço".
Pois "jogar menos que o Cruzeiro" nesse campeonato, está sendo até comum...
Comum às atuações de uns 19 times, aí.
Artur.
Dessa vez não foi entre dois dos "tops" do Brasil. Foi entre o que dizem ser um time "grande" e outro "médio", que na verdade são um gigante e um grande.
Eram o primeiro e quarto colocados.
Fazendo jus ao lugar que ocupa no campeonato, à torcida que foi ver o time e ao local em que jogavam, o Cruzeiro foi melhor e conseguiu a vitória.
O placar foi magro, apenas 1 a 0.
Mas não se deixe enganar pelo contador, foi um ótimo jogo. Aberto, franco, brigado, atacado pelas duas equipes. Pouca violência nas entradas, lealdade e respeito ao adversário, unidos a bom futebol.
Ter perdido para o Cruzeiro onde ninguém ganhou deles desde a reabertura do estádio não é veronha para o Furacão. Não começa uma crise e muito menos é considerado "tropeço".
Pois "jogar menos que o Cruzeiro" nesse campeonato, está sendo até comum...
Comum às atuações de uns 19 times, aí.
Artur.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Um na bola, outro na canela
Poucos são os jogadores de habilidade, da seleção portuguesa e os lusos ainda sem Cristiano Ronaldo. A vitória ter sido nossa foi normal.
Em geral, os amistosos são meio chatos, jogos meio sem graça, pouca emoção e menos expectativa ainda.
Mas no amistoso de ontem houve emoção, os times jogaram com mais vontade.
Infelizmente, essa vontade foi proveniente dos contatos físicos, especialmente de Pepe e Bruno Alves, os zagueiros de Portugal, dois dos mais brutos do futebol mundial.
O Brasil jogava com vontade na bola e os portugueses com vontade nas entradas, com ou sem bola, sempre duras. A emoção ficava por conta das jogadas dos brasileiros, tentando devolver na bola as pancadas, e no lado português pela violência. Parecia que a qualquer hora estouraria uma briga.
O juiz, não sei por ser ruim ou por saber que o jogo não valia nada formalmente e assim talvez achasse que não tinha porque expulsar ninguém, não foi firme, deu apenas 5 amarelos no jogo inteiro, sendo dois para nossos jogadores.Os brasileiros continuaram tomando cotoveladas, pontapés, pisões... Apanhando de todas as formas, em pé e até mesmo caídos.
Num jogo, que era pra ser festivo a qualidade brasileira venceu.
Mas o destaque mesmo, não foi o futebol de verdade.
Artur.
Infelizmente, essa vontade foi proveniente dos contatos físicos, especialmente de Pepe e Bruno Alves, os zagueiros de Portugal, dois dos mais brutos do futebol mundial.
O Brasil jogava com vontade na bola e os portugueses com vontade nas entradas, com ou sem bola, sempre duras. A emoção ficava por conta das jogadas dos brasileiros, tentando devolver na bola as pancadas, e no lado português pela violência. Parecia que a qualquer hora estouraria uma briga.
O juiz, não sei por ser ruim ou por saber que o jogo não valia nada formalmente e assim talvez achasse que não tinha porque expulsar ninguém, não foi firme, deu apenas 5 amarelos no jogo inteiro, sendo dois para nossos jogadores.Os brasileiros continuaram tomando cotoveladas, pontapés, pisões... Apanhando de todas as formas, em pé e até mesmo caídos.
Num jogo, que era pra ser festivo a qualidade brasileira venceu.
Mas o destaque mesmo, não foi o futebol de verdade.
Artur.
domingo, 8 de setembro de 2013
Esperando por Justiça
"Massagista invade campo e impede gol da classificação do Tupi-MG às quartas de final da série D, aos 44 minutos do segundo tempo."
Vídeo de um torcedor: http://www.youtube.com/watch?v=IALfK4_vQQA&feature=youtu.be
Vídeo da filmagem da Globo: http://www.youtube.com/watch?v=IGwynLpnkVk&feature=youtu.be
(Há o vídeo em melhor qualidade, no site da Globo, mas não suportei o tom de chacota dos apresentadores do Esporte Espetacular)
Você provavelmente viu essa notícia, desse absurdo que aconteceu ontem... Na minha frente.
Sou de Juiz de Fora, torcedor do Tupi, estou sempre no estádio, não perco os jogos do Galo Carijó. E não tinha condições de falar ontem sobre isso.
Não dava pra acreditar. A bola sobrou na área e nosso atacante Ademilson colocou no cantinho. Era o gol, a gente tava lá, nas quartas. Mais 180 minutos e podíamos estar na série C de 2014. Mas o massagista, que foi atender mais uma cena de cera da equipe do Aparecidense não voltou ao banco, ficou atrás do gol e cortou a bola do nosso camisa 9, e na sequencia o chute de - se não me engano - Wesley, de novo.
Disseram que o bandeira correu pra dar o gol, eu também tive a impressão de que a bola passou a linha, mas o juiz não. E, perseguido e protegido, o massagista - que apesar de gordinho, o filho da puta corre para cacete - voou para o vestiário.
Se o árbitro desse o gol aposto que nem os jogadores do time goiano reclamariam.
Após 20 minutos de paralisação o jogo voltou, com bola ao chão na linha da pequena área. O correto pela regra, mas não o justo.
Eu e as aproximadamente 2 mil pessoas que estávamos no Estádio Radialista Mário Helênio ontem queríamos simplesmente entrar lá e enfiar a porrada no massagista e no time todo. Não dava pra pensar em outra coisa.
Evitei ir ao portão pois acabaria invadindo o campo e seria detido. Fique na arquibancada, xingando, junto a todos, gritando que era para ser gol. Vendo, em meio às palmas e gritos, choro. Não choro de "chororô", lágrimas mesmo. Tristeza, indignação, raiva, ódio, tudo sendo expelido, num momento em que víamos uma gigantesca injustiça acontecendo, um ano inteiro indo pelo ralo e não sabíamos o que fazer, não tínhamos o que fazer.
Ético, pela parte do Aparecidense, seria dar o gol e a classificação.
Evitaria a confusão após o jogo, que manteve eles por mais duas horas após o término do jogo dentro do vestiário - perdendo o voo -, com a torcida furiosa lá fora.
Evitaria a covardia do grupo de arbitragem, que saiu entocado no porta-malas de um carro.
Evitaria todo o processo que está previsto e que tem que favorecer o Tupi, para ser considerado justo.
E faria nosso time, nossa torcida e todo o futebol respeitar a atitude de fair play, que seria.
As prováveis punições são a exclusão do Aparecidense do campeonato e a vaga ao Tupi, mas falam também da anulação do jogo e a realização de outro, aqui em Juiz de Fora.
Eu, como humilde opinador sem influência só espero e peço:
Vídeo de um torcedor: http://www.youtube.com/watch?v=IALfK4_vQQA&feature=youtu.be
Vídeo da filmagem da Globo: http://www.youtube.com/watch?v=IGwynLpnkVk&feature=youtu.be
(Há o vídeo em melhor qualidade, no site da Globo, mas não suportei o tom de chacota dos apresentadores do Esporte Espetacular)
![]() |
| Fotógrafo: Leonardo Costa |
Você provavelmente viu essa notícia, desse absurdo que aconteceu ontem... Na minha frente.
Sou de Juiz de Fora, torcedor do Tupi, estou sempre no estádio, não perco os jogos do Galo Carijó. E não tinha condições de falar ontem sobre isso.
Não dava pra acreditar. A bola sobrou na área e nosso atacante Ademilson colocou no cantinho. Era o gol, a gente tava lá, nas quartas. Mais 180 minutos e podíamos estar na série C de 2014. Mas o massagista, que foi atender mais uma cena de cera da equipe do Aparecidense não voltou ao banco, ficou atrás do gol e cortou a bola do nosso camisa 9, e na sequencia o chute de - se não me engano - Wesley, de novo.
Disseram que o bandeira correu pra dar o gol, eu também tive a impressão de que a bola passou a linha, mas o juiz não. E, perseguido e protegido, o massagista - que apesar de gordinho, o filho da puta corre para cacete - voou para o vestiário.
Se o árbitro desse o gol aposto que nem os jogadores do time goiano reclamariam.
Após 20 minutos de paralisação o jogo voltou, com bola ao chão na linha da pequena área. O correto pela regra, mas não o justo.
Eu e as aproximadamente 2 mil pessoas que estávamos no Estádio Radialista Mário Helênio ontem queríamos simplesmente entrar lá e enfiar a porrada no massagista e no time todo. Não dava pra pensar em outra coisa.
Evitei ir ao portão pois acabaria invadindo o campo e seria detido. Fique na arquibancada, xingando, junto a todos, gritando que era para ser gol. Vendo, em meio às palmas e gritos, choro. Não choro de "chororô", lágrimas mesmo. Tristeza, indignação, raiva, ódio, tudo sendo expelido, num momento em que víamos uma gigantesca injustiça acontecendo, um ano inteiro indo pelo ralo e não sabíamos o que fazer, não tínhamos o que fazer.
Ético, pela parte do Aparecidense, seria dar o gol e a classificação.
Evitaria a confusão após o jogo, que manteve eles por mais duas horas após o término do jogo dentro do vestiário - perdendo o voo -, com a torcida furiosa lá fora.
Evitaria a covardia do grupo de arbitragem, que saiu entocado no porta-malas de um carro.
Evitaria todo o processo que está previsto e que tem que favorecer o Tupi, para ser considerado justo.
E faria nosso time, nossa torcida e todo o futebol respeitar a atitude de fair play, que seria.
As prováveis punições são a exclusão do Aparecidense do campeonato e a vaga ao Tupi, mas falam também da anulação do jogo e a realização de outro, aqui em Juiz de Fora.
Eu, como humilde opinador sem influência só espero e peço:
Que justiça seja feita!
Artur.
domingo, 1 de setembro de 2013
Quando se tem conjunto
Depois de quarta-feira, difícil ver algum flamenguista que esperava um vexame desses.
Hoje foi a prova de que o rubro-negro longe de sua torcida perde muita, quase toda força. Voltou a ficar praticamente sem ameaçar o adversário durante o jogo todo, virou um time comum - se não abaixo desse patamar.
Se quer tentar mesmo a taça da Copa do Brasil e ficar tranquilo no Brasileirão, melhor a diretoria tirar da cabeça essa ideia de não jogar mais no Maracanã.
O Corinthians tem um elenco muito bom, um dos melhores do país. E mesmo com a diferença dos times já no papel, o humilhante placar de 4 x 0 da a ideia de que o Timão jogou demais, destruiu tudo, atropelou o Flamengo, não deixou os cariocas nem pagarem na bola.
Não foi bem assim... O Flamengo teve bastante a posse de bola, especialmente até sair o primeiro gol corintiano. Mas agredia muito pouco. Quando o Corinthians teve a bola e chegou, começou o baile.
O Timão venceu parecendo nem fazer esforço. E nem precisavam, pois a desorganização do Fla abria o campo para eles, era só trocarem alguns passes.
E ficava evidente um problema no Flamengo e algo que faz a diferença no Corinthians: o entrosamento. Troca de passes tranquila e rápida, ao mesmo tempo. Passes exatos, sendo curtos, longos ou lançamentos.
Os alvinegros trocavam passes, colocando o Flamengo na roda. Era tão nítido o domínio corintiano que ainda no primeiro tempo já se ouvia o grito de "ooolé", vindo das arquibancadas.
Quando tinha a bola o Flamengo não sabia o que fazer, quando não tinha corria atrás igual louco. O time se cansou piorou ainda mais no segundo tempo.
A vitória alvinegra seria normal.
Já o normal para uma goleada seria o Corinthians ter jogado muito.
Mas o Corinthians ter jogado tão tranquilo, feito o que queria sem precisar dar o sangue e ainda assim ter goleado, não é normal.
A torcida, desde o primeiro tempo, que tinha razão. Foi um olé.
Artur.
Hoje foi a prova de que o rubro-negro longe de sua torcida perde muita, quase toda força. Voltou a ficar praticamente sem ameaçar o adversário durante o jogo todo, virou um time comum - se não abaixo desse patamar.
Se quer tentar mesmo a taça da Copa do Brasil e ficar tranquilo no Brasileirão, melhor a diretoria tirar da cabeça essa ideia de não jogar mais no Maracanã.
O Corinthians tem um elenco muito bom, um dos melhores do país. E mesmo com a diferença dos times já no papel, o humilhante placar de 4 x 0 da a ideia de que o Timão jogou demais, destruiu tudo, atropelou o Flamengo, não deixou os cariocas nem pagarem na bola.Não foi bem assim... O Flamengo teve bastante a posse de bola, especialmente até sair o primeiro gol corintiano. Mas agredia muito pouco. Quando o Corinthians teve a bola e chegou, começou o baile.
O Timão venceu parecendo nem fazer esforço. E nem precisavam, pois a desorganização do Fla abria o campo para eles, era só trocarem alguns passes.
E ficava evidente um problema no Flamengo e algo que faz a diferença no Corinthians: o entrosamento. Troca de passes tranquila e rápida, ao mesmo tempo. Passes exatos, sendo curtos, longos ou lançamentos.
Os alvinegros trocavam passes, colocando o Flamengo na roda. Era tão nítido o domínio corintiano que ainda no primeiro tempo já se ouvia o grito de "ooolé", vindo das arquibancadas.Quando tinha a bola o Flamengo não sabia o que fazer, quando não tinha corria atrás igual louco. O time se cansou piorou ainda mais no segundo tempo.
A vitória alvinegra seria normal.
Já o normal para uma goleada seria o Corinthians ter jogado muito.
Mas o Corinthians ter jogado tão tranquilo, feito o que queria sem precisar dar o sangue e ainda assim ter goleado, não é normal.
A torcida, desde o primeiro tempo, que tinha razão. Foi um olé.
Artur.
Melhor se cuidar
Tanto o Fluminense quanto o Santos estão mal no campeonato.
O Santos perdeu Neymar. Ficou um período meio sem rumo, mas agora que tem alguns bons reforços está se ajeitando.
Estava até fazendo um pouco de efeito, mas aos 20 do segundo tempo teve uma falta na entrada da área. Fred foi bater a falta... Mas a bola que bateu nele: lesão na coxa.
O Fluminense perdeu Thiago Neves, Wellington Nem, Deco se aposentou há menos de uma semana. E o clube não conseguiu trazer grandes nomes.
O Santos perdeu Neymar. Ficou um período meio sem rumo, mas agora que tem alguns bons reforços está se ajeitando.
Os times são bem comparados, no papel. Mas quando o juiz apita vemos um carioca sem saída de bola, sem toque no meio campo e, consequentemente, sem atacar decentemente.
Vemos também o Santos, bem organizado, sem mostrar grandes habilidades, sem ninguém se destacar muito, mas o time funciona. É aquele básico, que provavelmente não conseguirá brigar pelo G-4, mas também conseguirá ficar a uma distância razoável do Z-4.
A situação do tricolor já estava ruim: tomou 2 gols no primeiro tempo, não conseguia ameaçar, errava muitos passes. Para tentar fazer o time funcionar pelo menos um pouco Luxemburgo fez as três substituições.
Estava até fazendo um pouco de efeito, mas aos 20 do segundo tempo teve uma falta na entrada da área. Fred foi bater a falta... Mas a bola que bateu nele: lesão na coxa.
O Fluminense estava com 11 em capo, mas só 10 atuando. Daí ficou ainda mais difícil.
A vitória foi do Santos. O Fluminense ganhou apenas vaias, dos torcedores que ficaram até a partida acabar.
A vitória foi do Santos. O Fluminense ganhou apenas vaias, dos torcedores que ficaram até a partida acabar.
Vejo muita semelhança desse Fluminense com o Flamengo de 2010 - que foi campeão em 2009 e fez uma campanha deplorável no ano seguinte. E o Cruzeiro de 2011 - que ficou no quase em 2010, no ano posterior foi eliminado da Libertadores antes do esperado e fez um Brasileirão pra ser esquecido (terminando em 16º lugar), também.
Flamengo e Cruzeiro eram bons times no ano anterior e tiveram bons resultados. Mas no ano seguinte, que se esperava mais, saíram da Libertadores e ficaram mal no Brasileirão. Por pouco (coincidentemente, ambos por 2 pontos) não foram rebaixados.
O tricolor que se cuide para não sofrer, igual a 2009.
Ou pior, que nem 1997.
Artur.
Artur.
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