domingo, 1 de setembro de 2013

Quando se tem conjunto

     Depois de quarta-feira, difícil ver algum flamenguista que esperava um vexame desses.

     Hoje foi a prova de que o rubro-negro longe de sua torcida perde muita, quase toda força. Voltou a ficar praticamente sem ameaçar o adversário durante o jogo todo, virou um time comum - se não abaixo desse patamar.

     Se quer tentar mesmo a taça da Copa do Brasil e ficar tranquilo no Brasileirão, melhor a diretoria tirar da cabeça essa ideia de não jogar mais no Maracanã.

     O Corinthians tem um elenco muito bom, um dos melhores do país. E mesmo com a diferença dos times já no papel, o humilhante placar de 4 x 0 da a ideia de que o Timão jogou demais, destruiu tudo, atropelou o Flamengo, não deixou os cariocas nem pagarem na bola.


     Não foi  bem assim... O Flamengo teve bastante a posse de bola, especialmente até sair o primeiro gol corintiano. Mas agredia muito pouco. Quando o Corinthians teve a bola e chegou, começou o baile.

     O Timão venceu parecendo nem fazer esforço. E nem precisavam, pois a desorganização do Fla abria o campo para eles, era só trocarem alguns passes.

     E ficava evidente um problema no Flamengo e algo que faz a diferença no Corinthians: o entrosamento. Troca de passes tranquila e rápida, ao mesmo tempo. Passes exatos, sendo curtos, longos ou lançamentos.

     Os alvinegros trocavam passes, colocando o Flamengo na roda. Era tão nítido o domínio corintiano que ainda no primeiro tempo já se ouvia o grito de "ooolé", vindo das arquibancadas.

     Quando tinha a bola o Flamengo não sabia o que fazer, quando não tinha corria atrás igual louco. O time se cansou piorou ainda mais no segundo tempo.

     A vitória alvinegra seria normal.

     Já o normal para uma goleada seria o Corinthians ter jogado muito.

     Mas o Corinthians ter jogado tão tranquilo, feito o que queria sem precisar dar o sangue e ainda assim ter goleado, não é normal.

     A torcida, desde o primeiro tempo, que tinha razão. Foi um olé.






                                                                                                                          Artur.

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