Mais uma vez o Flamengo começou bem e caiu de rendimento ainda no primeiro tempo. Não conseguiu se reerguer e o jogo ficou ruim até o fim.
Dessa vez não tomou gol. Mas também não fez.
Um dos únicos times a não vencer e um dos dois que conseguiram perder para o Náutico, o Flamengo saiu com um empate fora de casa, mas derrotado.
Considerado já rebaixado, o Náutico tem 10 pontos em 23 rodadas. Simplesmente 40% dessa pontuação foi adquirida em cima do rubro-negro carioca.
A situação é crítica, mas parece que o time e o clube não estão sabendo bem disso, ou não estão ligando.
Incrível e inacreditável o gol que Elias perdeu, o fato do Flamengo não ter feito nenhum gol no time que tomou 39, até o momento, e também como o time consegue chegar e perder chances no último, penúltimo passes ou na conclusão.
Quando Mano saiu, vi bastante gente confiando em Jayme de Almeida, e confesso que achei que sua estreia, pelo menos, seria melhor. Na primeira vez que esteve à frente do time o placar foi de 3 a 0, fora, contra o Criciúma. Mas hoje vi muitos protestos por ter posto alguém, não ter posto não sei quem etc.
E faço mais uma confissão: também mudei minha opinião.
Jayme parece ser um cara com conhecimento, sensatez. Mas parece ser muito tranquilo, e esse time parece precisar de um "general de vestiário".
Quando a diretoria assumiu disse "a baderna acabou", mas vários atletas do Fla foram vistos no Rock In Rio antes do empate com a Ponte e depois da (ridícula) derrota de quinta para o Atlético Paranaense.
Esse momento passa uma forte impressão, vendo bem de longe, de que faltam algumas coisas, não muitas, mas essenciais para o time funcionar: entrega nos jogos e fora de campo, abdicando de algumas coisas para ser um atleta de nível; vontade nos treinos e no jogo, correr atrás da bola que parece perdida, dar o sangue (coisa que faz a torcida acreditar e apoiar); comprometimento com o clube, fazendo jus ao muito que ganha.
Talvez isso tudo possa ser resumido em "respeito". Respeito com o comandante, com a diretoria, com a torcida e com o clube.
Com o peso da camisa, que não é uma qualquer.
Artur.

Nenhum comentário:
Postar um comentário