domingo, 31 de março de 2013

Rinha mineira

     O resultado já era esperado. Um confronto de galos: o da capital um dos melhores times do Brasil e, na Libertadores vem se mostrando também, do continente. Outro, o Carijó, mais do interior, oscila entre as divisões mais baixas do Brasileirão, mas não se engane, é um time arrumado e que quase sempre está presente nas decisões do estadual. Esse ano vem brigando para ficar no G-4, mais uma vez.

     O jogo foi bem "time grande x time pequeno", mesmo. O placar mostra isso, os jogadores que marcaram pelo Atlético mostram isso, todos com passagem pela seleção.

     No primeiro tempo o zagueiro Réver recebeu na entrada da área e bateu no contrapé do goleiro Tadeu. Depois Ronaldinho cobrou falta, que desviou na barreira e foi no travessão. A bola subiu, e desceu na área, o goleiro falhou e Jô conseguiu jogar para dentro.

     Numa dividida normal, na qual o zagueiro Thales pegou a bola, Bernard caiu de mal jeito e sofreu uma luxação no ombro, deve desfalcar o time por 3 semanas.

     No segundo tempo o técnico Felipe Surian colocou o Tupi mais para frente, para tentar algo, mas o que aconteceu foi o pior: aos 13 minutos o estreante Josué aproveitou o rebote e fez o terceiro. E, para virar goleada, aos 18 minutos, Tardelli recebeu, percebeu a passagem de alguns jogadores em velocidade e tocou para Jô, o camisa 7 fez um corta luz lindo e a bola ficou com R10. O craque bateu de primeira, no cantinho.

     Já sofrendo uma goleada, o técnico do time juizforano deu uma segurada, trocando jogadores para tentar recuar um pouco. O time do Atlético baixou o ritmo, fez substituições de jogadores importantes, como Ronaldinho, pois não precisava mais de tais risco e desgaste.

    No fim do jogo Alonso descontou com uma linda batida de falta, por baixo da barreira, que deixou Victor sem reação.

     O Atlético tem um timaço e, assim como o Cruzeiro, está praticamente garantido na semi do estadual. E já passou de fase na Libertadores, agora é brigar para ficar melhor colocado possível.


     O Tupi, que disputará alem do estadual a série D e a Copa do Brasil, tem um time arrumado, com alguns talentos individuais que fazem a diferença. Rafael (camisa 7) e Vinícius (11), um com bastante habilidade e arrancadas, que vez ou outra nem os zagueiros e volantes atleticanos seguravam, e o outro com bons chutes de fora da área, são os principais do sistema ofensivo. Acredito que consiga chegar às semi finais também.






                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 28 de março de 2013

"Muito melhor" é pouco

     No último sábado falei sobre o jogo Flamengo x Boavista. Disse que o time estava mal, sem criar, fazendo um jogo morno, chato demais, que o jogo tinha sido pra lá de ruim.

     Não estou lembrando isso por ter me arrependido, foi realmente uma apresentação péssima, o  0 a 0 representou muito bem como foi o jogo.

     Estou apenas lembrando para evidenciar como as coisas mudaram em apenas meia semana.

     Jorginho continuou com as mudanças, colocou o time muito mais pra frente ontem, contra o Bangu. Tirou Léo Moura e Ibson (o lateral para poupar, o meia não disseram o porque). Em seus lugares Luiz Antônio, que é segundo volante e não tem muita experiencia, quem dirá de lateral, e para o meio Gabriel, que jogou muito.

     Apesar da vitória, o jogo foi sofrido. Com apenas 3 minutos, Sérgio Junior abriu o placar para o Bangu num contra-ataque que a defesa do Flamengo, especialmente o vaiado Alex Silva, se atrapalhou toda.

     Por todo o primeiro tempo o Flamengo martelou, passou muito perto duas vezes com Gabriel, mas não conseguiu sair do 0.

     Para a segunda Jorginho tirou Luiz Antônio e Carlos Eduardo, ambos não vinham muito bem, e pôs Renato Abreu (empurrando Elias para a lateral) e Rodolfo.

     Renato apareceu pouco. Já Rodolfo, tão abusado quanto Rafinha porém com menos fama e sendo muito menos vigiado que o camisa 11, foi pra cima, conseguindo algumas boas jogadas. Numa das vezes que deixaram o garoto solto, na entrada da área, ele girou e de canhota soltou um chutaço cruzado, na gaveta, sem chances pro goleiro Getúlio Vargas. Golaço do rubro-negro, para empatar.


     Agora com mais confiança o urubu, empurrado pela torcida, se lançou mais ainda ao ataque, querendo de qualquer forma a virada. E no fim do jogo, já aos 41 minutos, numa falta lateral, João Paulo jogou a bola cruzada, a zaga desviou errado, de casquinha, e o goleiro não conseguiu chegar de novo. Gol contra, que o juiz deu para o lateral do Flamengo, e virada muito comemorada em campo e nas arquibancadas do estádio em Volta Redonda.

     O jogo se acalmou e o rubro-negro só administrou e conquistou sua primeira vitória nesse segundo turno.

     Amaral, substituto de Cáceres, jogando as eliminatórias pelo Paraguai, vem jogando bem. Alex Silva, no lugar de González, que também atua pela sua seleção (chilena), vem jogando muito mal e vem despertando a impaciência da torcida. Estranho é Jorginho colocar Alex Silva e Wallace, que não estão conseguindo se organizar por ali, enquanto tem Renato Santos (para mim o melhor zagueiro do grupo) à disposição, sentado no banco.

     Com mudanças, antes e durante o jogo, que fizeram efeito, o Flamengo vai se apoiando na garotada.

     Jorginho pediu e se o Flamengo quer conseguir alguma coisa grande no ano, é melhor atender e conseguir reforços, no mínimo para o Brasileirão.






                                                                                                                          Artur.

terça-feira, 26 de março de 2013

Em ascensão

     Era apenas a Rússia, uma seleção sem tradição no futebol. Nós somos o Brasil, maior campeão das copas, os maiores da história do futebol mundial!

     Mas é a unica seleção das eliminatórias europeias que não sofreu gol. E um Brasil decadente, passando por uma má fase.

     O começo do jogo foi de pressão russa, sufocando o Brasil na defesa, chegando muito perto do gol. No decorrer do primeiro tempo nossa seleção foi equilibrando as coisas e teve suas chances.

     Com bem menos chances do que no segundo, o primeiro tempo terminou sem gols.

     A segunda etapa foi muito mais aberta, o Brasil conseguiu jogadas com Kaká, Marcelo (o melhor em campo), Oscar e Hernanes, principalmente. Mas, com uma zaga muito bem armada, que conseguia desarmar e marcar muito bem as investidas brasileiras, quem abriu o placar foi a Rússia. Num vacilo da marcação, a bola sobrou na área, os russos tentaram quatro vezes, batia na zaga dentro do gol, em volta dele, em Júlio, e apenas na quinta a bola entrou.


     Com a desvantagem no placar o Brasil tentava, mas não dava certo. Felipão tirou Oscar e pôs Hulk. Aposto que muitos xingaram o treinador, mas a alteração foi boa, Hulk atuou muito bem, fazendo muitas jogadas com Marcelo, se destacaram pelo lado esquerdo. E foi numa tabela deles, por aquele lado, que saiu o gol. Marcelo conseguiu chegar com muita liberdade na área e tocou para o meio, Fred, atrás da linha da bola, só empurrou.

     Não foi uma vitória, como todos esperavam e queriam, mas foi uma exibição muito melhor que a da última quinta.

     Se não fosse contra uma defesa tão bem armada e postada, aposto que teríamos visto mais vezes os brasileiros mandando a bola para a rede.

     Kaká, Hulk, Oscar, Marcelo e Thiago Silva, que atuaram mal nas últimas ou sequer jogaram, fizeram a diferença. O restante do time foi bem. Alguns, de quem muito se espera, como Neymar e Fred, não apareceram muito.

     Está cada vez mais próxima a Copa das Confederações, ainda haverão testes antes da competição, mas parece que o time está, enfim, se formando.





   

                                                                                                                          Artur.

sábado, 23 de março de 2013

Eu poderia ter feito 30 miojos

     Está parecendo que são dois times. Um atuou no primeiro turno, fez uma fase de grupos ótima, disparado o melhor. Jogou a semi e perdeu, mas perdeu atacando, tentando. Veio o segundo turno e na estréia, contra o Resende, um time no primeiro tempo: ataque, correria, pressão, 2 gols. Ai passou pro segundo tempo e parece que mudou o time: time morno, sem ir muito pra cima, tentando proteger um resultado de 2 gols contra um time pequeno. Tomou a virada, 3x2.

     Há uma semana Dorival Jr. caiu, por motivos financeiros. Domingo foi anunciado e segunda apresentado o novo técnico: Jorginho.

     O novo comandante teve 1 semana para tentar arrumar o time... Mas não se tinha lá muito o que mudar, até o primeiro tempo contra o Resende, vinham bem. Mas algumas mudanças foram feitas.

     Jorginho mudou a dupla de zaga, o meio campo e também a forma de jogar. Realmente foi diferente do estilo que o time jogava com Dorival, hoje o jogo foi muito mais centralizado, só mais para o fim começaram a explorar as laterais.

     O Flamengo atacava, errava muitos passes, e o Boavista tentava o contra-ataque.

     Nem vale a pena descrever o jogo com linhas e mais linhas, parágrafos... Esse pode ser reduzido à uma única palavra: péssimo.

     Hoje foi uma exibição do "segundo" time do Flamengo no campeonato, a torcida pareceu prever isso e pouco mais de 6 mil foram prestigiar e vaiar o time.


     Jorginho chegou não tem nem uma semana, realmente não da pra mudar e arrumar o time nesse período. Mas é o estadual, é obrigação ganhar, ainda mais como mandante e contra um time do porte que é o Boavista.

     Ainda há tempo e condições de se recuperar na Taça Rio e ainda tentar o título estadual, ainda não ficou 100% claro qual é, mas Jorginho tem um estilo bastante diferente do de Dorival, principalmente no critério de escalação e substituição.

     E não culpem o técnico pelo tal "segundo time", afinal ele se apresentou com dois técnicos diferentes.

     Os flamenguistas que realmente viram o jogo de hoje não estão querendo, já, a cabeça de Jorginho. Mas algumas mudanças na escalação seria uma ótima pedida.






                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Disforme

     Há menos de três meses da Copa das Confederações, nós, a seleção anfitriã, não temos um time fechado para a competição.

     Júlio César é o mais cotado pro gol. A zaga com Thiago Silva e David Luiz seria o ideal. Daniel Alves pela direita é quase certo também. Mas o restante do time, exceto Neymar no ataque, são incertezas. Principalmente o meio campo. Quem serão os volantes? E os meias de criação? Quantos atacantes? Dois? Três?

     Hoje eram três: Fred, que parece estar certo também, Neymar e Hulk, que está mostrando um futebol indigno.

     O jogo começou agitado com a Itália tendo uma boa oportunidade de gol logo no primeiro minuto mas Júlio César fez uma boa defesa. Aos 6 a Itália teve outra ótima oportunidade com Balotelli mas Júlio, de novo, com os pés, fez a defesa. O Brasil estava sendo pressionado mas aos 32 veio a chance de abrir o placar: Filipe Luís na esquerda cruzou, o zagueiro Italiano resvalou na bola e ela caiu na direita do artilheiro. Fred bateu bonito, de primeira, de chapa. Oportunismo e um belo gol.

     Pouco depois Neymar arrancou do campo de defesa, puxou toda a marcação para a esquerda e tocou para Oscar. O camisa 10, com muito espaço e habilidade, dominou, levou e tocou bonito na saída de Buffon. 2 x 0.

     No segundo tempo tudo mudou, a Itália, logicamente, veio pra cima. De Rossi fez, desviando a bola  numa cobrança de escanteio. Depois, ainda aos 11 minutos, Ballotelli aproveitou que Júlio César estava adiantado e a marcação não chegou e bateu, lindo, por cobertura. Golaço!

     Com o baque do empate, o Brasil tentou sair para o ataque. Hulk pisou na bola, chutou no adversário, errou domínio, passe... Desperdiçou ataques de tudo que é jeito.

     A Itália não chegava muito mais, as mudanças feitas por Felipão não surtiam efeito.


     O jogo se tornou ruim e o empate ficou inevitável.

     Foi um jogo que provou que nossa seleção (é verdade que estava desfalcada, mas mesmo assim) parece não estar preparada. Ainda será preciso muito trabalho para a devida preparação, se querem ganhar a taça.




Bola ao Chão

domingo, 17 de março de 2013

Omissos

     O time do Palmeiras, já desde o ano passado não era muito bom. Perdeu importantes jogadores como Marcos Assunção, Barcos. E, mesmo com perdas, tem conseguido suas vitórias no paulista, na Libertadores, apesar de correr riscos. Mas o momento está realmente muito ruim. Os dois principais meias da equipe, o ídolo (não sei como) Valdívia e Souza, estão contundidos. Além de Maikon Leite, uma das melhores opções para o ataque.

     Ok, o time não é dos melhores, não tem muitos jogadores de habilidade, diferenciados, realmente. Os atacantes não são muito qualificados... Mas, não é possível que ninguém, além do ótimo zagueiro e capitão Henrique, que não esta acostumado a bater pênaltis, se disponibilize para a cobrança.

     Resultado: bola pela linha de fundo, a melhor chance do primeiro tempo desperdiçada.

     O jogo era ruim. O, momentaneamente, pior grande do estado contra o lanterna do campeonato, realmente um jogo de que ninguém esperava muito. Mas, também, não se esperava tão pouco.

     O Palmeiras atacava mais, melhor, passando a bola com calma.

     Calma que faltava ao "azulão", que mesmo com Rivaldo (sim, o Pentacampeão em 2002) no meio campo, não conseguia armar muita coisa. Mas foram eles que abriram o placar, aos 40 minutos Éder cortou pra direita e bateu, Fernando Prass alegou que não viu a bola, mas o que ficou parecendo é que foi uma falha ridícula, mesmo. São Caetano na frente.

     Substituição no ataque, lá veio o Palmeiras pro segundo tempo, com Leandro, muito pedido pela torcida, no lugar de Vinícius. Apenas 3 minutos em campo e deu resultado. Wesley arrancou bem e tocou para Leandro só empurrar.


     Bem enrolado na Libertadores (a principal aposta de vocês até o momento na enquete rsrs), o Palmeiras tem que melhorar.

     O São Caetano é o lanterna, o Palmeiras está em 6º, de 8 que se classificam. Está começando a correr risco também no estadual. E time grande ficar de fora da semi num estado que o número de vagas é o dobro do de times grandes, tem algo errado aí...

     O presidente Paulo Nobre disse uns dias atrás: "O Palmeiras hoje é um terreno fértil para crise"

     Não sei se é apenas um "terreno fértil" ou se já tem "praga" por aí. 






                                                                                                                          Artur.

O time em colina

     Sai vaiado de campo o vice campeão da Taça Guanabara que começa a Taça Rio mal, perdendo em casa contra um adversário que nem é considerado um time grande.

     A perda do titulo da Taça Guanabara parece atormentar o Vasco e com isso não fez um bom jogo contra o Volta Redonda e o que deixou a torcida impaciente.

     O Vasco pressionou muito no primeiro tempo, ficou mais com a bola, chegou ao ataque mais vezes, mas não foi o que teve as melhores chances. Aos 10 minutos o atacante Frontini, do Volta Redonda, dentro da pequena área chutou, Alessandro defendeu e a bola bateu na trave ainda, antes de sair. No lance seguinte sai o gol do Voltaço. Após a cobrança de escanteio André Alves, entre 3 defensores vascaínos, subiu para marcar.

     Após o gol o Vasco teve que partir pra cima, mas o clube cruz-maltino não conseguia invadir a retranca do Volta Redonda e quando conseguia errava o ultimo passe. A melhor chance do time da colina no primeiro tempo foi aos 19 minutos, uma bola mal cruzada por Dakson, que a bola acabou pegando no travessão.

     No segundo tempo o Vasco volta atacando o Volta Redonda, mas a bola não entrava e a torcida chamava Bernardo. O artilheiro do Vasco entrou no lugar de Dakson mas não adiantou nada, ele ate que tentou, chutou uma bola da entrada da área mas não resolveu o problema.

     O time cruz-maltino sai de campo vaiado com uma péssima atuação e o Volta Redonda que fez 6 pontos na Taça Guanabara toda, e agora começou a Taça rio muito bem, derrubando um grande.


     O Vasco teve com a taça do primeiro turno nas mão e deixou escapar. Agora, a exemplo do Flamengo, começa mal o segundo turno.

   



Diego

quinta-feira, 14 de março de 2013

No Topo

     O adversário não era dos melhores, dos mais técnicos, mas havia uma dificuldade grande, a altitude de La Paz.

     O Atlético começou, visivelmente, tentando fazer logo o gol e se guardar na defesa, esperando mais oportunidades no contra-ataque.

     O gol saiu, aos 9 minutos, Jô recebeu na área, chutou, a bola voltou nele, quase sem ângulo para chutar de novo, cruzou na cabeça de Tardelli. O camisa 9 só precisou deixar a bola bater, dando a direção. Pronto.

     O Galo se fechou, mas os contra-ataques que vinham não eram aproveitados. O The Strongest não conseguia infiltrar na ótima marcação atleticana. Quando tinham a bola e viam uma abertura lá vinha pancada. Com a altitude a bola ia rápida, variando. Victor fez defesas difíceis mas rebateu outras. Uma dessas no fim do primeiro tempo, e a bola voltou no pé Reina. Empate.

     O segundo tempo foi mais equilibrado, mas teve mais pressão do Galo. Aos 16 minutos perderam Bernard para a altitude. Serginho substituiu o habilidoso meia.

     E, quando a pressão deu certo, o passe pro gol saiu dos pés de Serginho. O volantes correu pela direita e cruzou para Ronaldinho, que vinha sozinho. Mas antes que a bola passasse, o zagueiro Luis Méndez desviou. Gol contra. Atlético na frente de novo, aos 37 do segundo tempo.

     Dali pra frente foi só segurar e garantir mais uma vitória.


     Depois de tantos anos fora da Libertadores o Atlético voltou, a imprensa estrangeira não deu o devido valor, num primeiro momento, mas estão queimando a língua.

     A campanha do Galo é notável, vem jogando muito!

     Único 100% da competição, tem o melhor ataque, junto com o Olímpia -11 gols -, e já está classificado para as oitavas.






Bola ao Chão



P.S.: Uma nova enquete sobre a Libertadores está aberta! Agora que começou o returno nos grupos, queremos saber: "Você acha que algum brasileiro cai na fase de grupos? Quem?". Vote!
   

domingo, 10 de março de 2013

Enfim a taça!

     Todos os primeiros tempos dos jogos finais dessa Taça Guanabara, mesmo na semi do último domingo, que saiu gol logo de cara, provaram que esse sistema de quem teve melhor primeira fase está em vantagem pode fazer o negócio ficar bem chato. Mas os segundos tempos pareceram outros jogos.

     Hoje foi assim de novo. No primeiro tempo poucas oportunidades foram criadas, quem chegou menos, porém mais perto, foi o Vasco, que tinha a vantagem do empate. 

     O cruzmaltino parecia querer empatar, parecia que a vantagem não seria pulverizada se o Botafogo fizesse o gol, parecia que estavam em campo com uma vantagem de uns 3 gols. Chegavam ao ataque com pouca vontade.

     Empate no primeiro tempo, taça para o Vasco, até então. 

     Imagino que Oswaldo tenha falado e gritado, umas 20 vezes pelo menos, com o jogadores do Botafogo no vestiário que "eram só mais 45 minutos e só precisavam de não tomar nenhum, como já vinha acontecendo, e fazer um gol!" 

     Bem, se nem ele nem ninguém falou, todos pensaram. 

     O Botafogo voltou com muito mais vontade para o segundo tempo do que tinha ido para o primeiro. Do que o Vasco, nem se fala.

     O  Vasco pouco chegava e o Botafogo mais perto parecia estar. 

     Até que numa jogada, que começou num belíssimo passe de calcanhar de Seedorf para o lateral Julio Cesar, ele cruzou e a bola sobrou com o zagueiro Bolívar. O zagueiro teve calma para dominar e recuar para a entrada da área, onde chegava o sozinho outro lateral. Lucas chegou batendo de primeira, chapa, bola muito no canto e Botafogo com a mão na taça. 

     Agora, aos 35 minutos do segundo tempo, o desespero estrava no lado do Vasco. O cruzmaltino conseguiu o gol, aos 38, mas o bandeirinha acertou milimetricamente o impedimento de Renato Silva, que aproveitou o rebote numa boa cobrança de falta de Fellipe Bastos.

     O Vasco teve sua última chance no finalzinho. De novo Fellipe bastos numa cobrança de falta, de novo Jefferson defendeu, mas não segurou. Aí foi uma confusão, o Vasco tentando de tudo, com vários jogadores na área do Botafogo, a bola foi e voltou umas três vezes, mas nada.

     Por fim, a bola foi cortada e caiu nos pés de Seedorf. O camisa 10 tocou pro lado, afastando, o juiz ergueu os braços e a torcida pode soltar o grito.

     Todos os jogos da fase final tiveram seus bons momentos, mas não se comparam aos jogos dos anos anteriores, nos quais ninguém tinha vantagem, jogos bem mais francos, atacados, as disputas de pênaltis.

     O Vasco jogou com o regulamento, tentou empatar desde o começo, não conseguiu. É, mereceu... Bem feito.

     E a maioria de vocês acertou. A enquete acabou 40% Vasco - 60% Bota. 


     Parabéns ao Botafogo, que, merecida e honrosamente, levantou a primeira taça possível, do ano.






                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ocilante

     Há uma semana o Fluminense ganhou do Huachipato no Chile. Hoje o jogo foi no Rio. Então, era quase lógico que o tricolor ia arrebentar o time chileno, goleada certa! Lógico que o nome do jogo seria Fred, W. Nem, Deco... Por aí.

     Quem disse isso só se esqueceu de uma coisa: é futebol, não tem lógica!

     No primeiro tempo até pareceu que seria um passeio do Flu, pressionou bastante e pouca pressão sofreu. Criou muito, mas apenas uma chance converteu, Fred de pênalti.

     No segundo tempo o jogo não mudou nada: o Flu em cima e o Huachipato tentando nos contra-ataques. Perdendo gols e mais gols, o tricolor deixou a torcida impaciente, e quanto Arrué girou, de forma linda, em cima de Edinho, e cruzou a torcida prendeu a respiração, a bola não foi pro gol, mas o alívio não durou nada, na volta Núñez chutou e fez.

     Não havia outra coisa a fazer, a não ser apoiar. A torcida cantou, gritou e vibrou, tentando empurrar o time, mas mais chances eram perdidas. O jogo foi chegando ao fim e a impaciência crescia. Se uma bola fosse recuada para o goleiro ou para um jogador que estivesse muito atrás, ouviam-se gritos de protestos e reclamações, vindos das arquibancadas.

     Por fim o juiz encerrou a agonia que vivia a torcida. Fim de papo, 1x1.
 

     Um jogo que tinha tudo para ser um baile do Campeão Brasileiro se transformou para lamentar.

     A atuação tricolo foi muito boa, se desconsiderado o placar. Quase nenhum vacilo na defesa, mas, apesar de muitas chances, vacilos demais no ataque. E o adversário teve algo que faltou ao Flu: competência para colocar a bola nas redes!

     Não querendo tirar os méritos do goleiro, mas haviam bolas que não precisavam de tanta afobação por partes dos atacantes.

        Realmente o ataque deu uma desafinada, mas o goleiro Veloso, que errou feio na jogada que acabou no pênalti, se redimiu e pegou muito!

      Com 7 pontos, 6 deles conquistado fora, o Fluminense não complicou, consideravelmente, sua classificação, há um jogo contra o Caracas em casa, ainda. Mas a busca pelo primeiro lugar do grupo sim.




                                                                                                                          Artur.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Para ser certeza

     Quem é melhor: Vargas, Barcos ou Zé roberto?

     Hoje o Grêmio quebrou o "script" do seu grupo: ganhou em casa.

     A torcida compareceu e fez seu papel. O time também, uma goleada, 4x1. O time do Caracas não é lá essas coisas, mas o tricolor jogou muito bem hoje.


     No primeiro tempo foram 2: um numa lambança do goleiro, que não encaixou a bola mal cruzada, Werley aproveitou e deu combate e a bola sobrou nos pés do artilheiro, Barcos, 1x0; o segundo foi numa ótima cobrança de escanteio de Zé Roberto, Werley subiu e testou sem chances para Alain Baroja. 2x0

     Mas, por incrível que pareça, as chances perdidas pelo Grêmio no primeiro tempo foram as mais claras. Como quando Vargas fez fila e tocou bonito para Zé, o camisa 10 se ajeitou e bateu cruzado, o goleiro não teve muitas dificuldades para espalmar.

     Veio a segunda etapa e o Grêmio não baixou o ritmo, aos seis minutos deu resultado. Barcos deu lindo passe e Zé Roberto driblou o goleiro e só empurrou para fazer o terceiro!

     Foram poucos os vacilos na zaga, mas em um o zagueiro Cris não conseguiu acompanhar bem a bola cobrada de uma falta na intermediária e Andrés Sánchez subiu e cabeceou forte. O Caracas conseguiu o desconto, mas não conseguiu mais nada.

     Já o tricolor ainda conseguia imprimir ritmo e muita pressão. Numa boa triangulação, Pará driblou o zagueiro e chegou à linha de fundo, cruzou rasteiro e Zé Roberto fez seu segundo e o quarto do Imortal.

     O Grêmio impôs ritmo, pressão, sufocou o adversário do início ao fim do jogo, mostrou que não é mais aquele time que perdeu para o Huachipato, na estréia, em casa. Evoluiu muito e se torna, cada vez mais, um dos favoritíssimos.

     Ah, e quanto à pergunta, lá do início... Bem, não sei se essa questão importa tanto agora, pois estão os três jogando demais, no mesmo time e vêm fazendo a diferença. Mas, pra mim, a resposta é "O Cara" ao lado.







                                                                                                                          Artur.

P.S.: A enquete sobre a Libertadores acabou domingo e o resultado foi: Fluminense (40%), Grêmio e São Paulo (16% cada), Corinthians e Atlético MG (12% cada) e Palmeiras (4%). 

     Hoje lançamos mais uma: "Qual alvinegro vai ganhar a Taça Guanabara?", vote!

domingo, 3 de março de 2013

Festa zicada

     O Flamengo nunca soube jogar com a vantagem. Seja do empate, da derrota por tantos gols... Nunca.

     Contra o América do México, em 2008, foi um bom exemplo disso. Hoje, outro.

     Todos já viram isso, seja com o elenco que for, o Flamengo não consegue jogar com a "vantagem".

     E o Botafogo, lógico, faz parte desse "todo mundo". E entrou pra cima, rápido. E o Flamengo, com a vantagem, meio mole, nem percebendo que o jogo tinha começado, direito.

     O lateral esquerdo Júlio César passou no meio de uns seis jogadores, ele passava e vinham as pernadas atrás, todas atrasadas. Conseguiu entrar na área a bater. Menos de um minuto de jogo, 1x0.

     Pronto, lá se foi a vantagem rubro-negra.

    Agora quem estava atras de um gol para classificar era o Flamengo. Que no primeiro tempo não chegou nem perto, errou muito. O Botafogo esteve mais perto do segundo, em alguns momentos. Mas esse também não saiu.

     Pro segundo tempo Dorival colocou Renato Abreu e Rodolfo, tirou Elias e Carlos Eduardo. As mudanças fizeram diferença, o Flamengo criou várias chances, mas a bola não entrava, fosse por erros dos atacantes e defensores, que tentavam também, ou pelas boas defesas de Jefferson.

     O Flamengo se arriscou muito, a partir dos 35 minutos, mais ou menos, ia ao ataque em peso e sofreu vários bons contra-ataques alvinegros, mas Felipe operou alguns milagres e também teve sorte.

     Aos 47, quando o Fla teve uma falta perto da área, Felipe não exitou e foi para a área botafoguense.

     Bola alçada, vai e volta pra área... E caiu nas mãos do goleiro do Bota. Ele deu um chutão, certeiro. Gabriel chegou tocando de cabeça para Vitinho, à frente dele apenas o gol e um jogador de vermelho e preto que pouco poderia fazer. Vitinho bateu bonito, rasteiro e no canto, acho que nem se Felipe estivesse no gol pegaria. 2x0 e fim de jogo.


     Foi uma campanha realmente de destaque na fase de grupos, mas caiu quando não podia.

     No dia do aniversario do maior ídolo de sua história, o Flamengo perdeu sua longa invencibilidade, diante do Botafogo, que ganhou do rubro-negro pela primeira vez em seu estádio, o Engenhão, em uma semifinal emocionante.

     Um grande jogo, marcado por muitos erros de arbitragem, excesso de faltas, tensão e emoção até o ultimo minuto... E a explosão alvinegra, ao apito final.

   





Bola ao chão

Tudo no fim

     Retiraram uma das coisas mais emocionantes, e que sempre ocorria nas fases finais do Carioca: a disputa de pênaltis.

     E hoje foi a primeira semi da Taça Guanabara que não podia ocorrer a disputa, caso empatasse. Vasco, com a vantagem do empate, e Fluminense.

     Mas o estranho, e melhor para quem gosta de futebol, foi que nem pareceu que o regulamento era esse de "quem tiver a vantagem e empatar, leva".

     No primeiro tempo até que o Vasco abusou disso, um pouco. Se recolheu na defesa, deixou o Flu vir. Eles vieram e, mesmo com várias chances, a bola não entrava. batia na trave, Alessandro fazia milagres, mas ela não entrava. O Flu não fazia, o Vasco corria, mas os contra-ataques cruzmaltinos não eram bons. E o primeiro tempo acabou 0 a 0.

     Veio o segundo tempo e o jogo tomou ares e jeito de decisão. O Flu precisava do gol, se lançou ao ataque, mas agora o Vasco conseguia encaixar os contra-ataques. Perdeu algumas chances mas, aos 24 minutos, num vacilo de Gum,  Éder Luis pegou a bola pela direita, avançou e cruzou para Bernardo chegar batendo de primeira. Vasco na frente.

     O Vasco se tranquilizou, mas o tricolor veio mais para cima. E num lateral, que Carlinhos jogou a bola direto na área, Thiago Neves aproveitou e, caindo, jogou pro gol.

     E 2 minutos depois, aos 34, veio a virada. Carlinhos, agora com a bola no pé. O lateral cortou pra perna direita e bateu, bonito, ia ser um golaço, mas Alessandro defendeu, espalmou. Mas espalmou mal, e a bola caiu nos pés de Wellington Silva, que jogou na marca do pênalti, onde estava Nem. Ele aproveitou bonito, virada tricolor!

     Agora, com o placar a favor, quem relaxou foi o Fluminense. Alguns jogadores sentiram contusões e foram a nocaute, paralisando o jogo. Faltas, tiros de meta, laterais foram enrolados, para que o tempo passasse.

     A torcida tricolor cantava como se o Vasco tivesse que fazer 3 ou 4 gols.

     Mas não. Era apenas 1.

     E aos 39 aconteceu. Um cruzamento que veio da direita, a zaga vacilou, Cavalieri não saiu e Romário, que havia acabado de entrar, testou ela pra empatar e por o Vasco na final de novo.

     O Vasco precisava só de um, né? Pra que ir pra cima e correr o risco de tomar um e ser eliminado? Faz um joguinho chocho, deixa eles virem, se defende, enrola nas bolas paradas, se joga no chão, "contundido"...

     Não, o Bacalhau queria mais. E aos 41 bateu a tampa do caixão pro tricolor.

     Escanteio para o Vasco, Bernardo cobrou curto para Carlos Alberto. Bola de volta em Bernardo, que cruzou. De novo no vacilo da zaga, surgiu Dedé para botar nas redes.


     Agora o Vasco estava liberado para fazer joguinho, podia enrolar, se retrancar... Até tomar gol.

     O regulamento permitiu que fosse um jogo péssimo. Os times provaram que podem fazer um jogão.

     Foi ruim pro campeonato tirar a disputa por pênaltis, mas se o nível dos jogos for como o segundo tempo de hoje, não fará tanta falta.





Bola ao Chão