quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Faz a diferença

     Na escalação tinha uma surpresa: Rafinha. Unido a ele, pra aumentar a esperança, Elias conseguiu jogar.

     No segundo tempo uma substituição improvável: entrou Paulinho, que é atacante, na lateral. Luiz Antônio foi para o meio.

     Mas a maior força do time já era esperada. Todos sabiam o que era, nunca foi segredo.

     Logo, o Cruzeiro também sabia o que era. Sabia que estaria lá, devem ter imaginado como atuaria. Mas não tinha a minima condição de pará-la e tinha razão em temê-la. 

     Não há nada que faça mais diferença num jogo do Fla do que a torcida lotando o Maracanã.

     É o maior patrimônio do Flamengo. Especialmente dentro do Maraca, se torna o décimo segundo jogador, a força a mais, a motivação, o último arranque... 

     - Depois de jogar 88 minutos, de um primeiro tempo ruim, um segundo excelente, gols bem anulados nos dois lados, catimba dos mineiros. Tensão lá em cima -

     Aos 43 do segundo tempo. Todos de pé, já sem unha pra roer. A área lotada!... Mas um ficou para trás.

     "Toca nele!", gritaram 53 mil.

     Bola pra ele... Elias bateu, no canto e contrapé de Fábio, sem chance. Depois o camisa 8 correu, gritou, abraçou os companheiro, chorou...  

     Era só isso que queriam, era só o que precisava. O gol fora e esse em casa fizeram o Flamengo passar e agora pega o Botafogo, que derrubou o Galo. 

     Um Flamengo no primeiro tempo, digno de quarta-feira. Outro no segundo, aquele de domingo. 

     E não dá para negar: a torcida em Brasília é bonita... Mas não façam a covardia de compará-la à que costumamos ver no Maracanã.

     Foi sofrido. Foi emocionante. Foi pra explodir a torcida. Para dar moral para quem joga no gramado e na arquibancada.


     Foi uma das mais lindas combinações do futebol: foi com a Nação sendo a Nação, unida ao Flamengo e empurrando o time; o Maracanã sendo Maracanã.

     Foi Flamengo.





                                                                                                                          Artur.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Emergindo

     Parece que Paulo Autuori estava certo. O que faltava para o São Paulo era tempo para treinar, com calma. Sem jogos no meio e no final de semana. Sem excursões festivas.

     Teve aí uma semana para tentar arrumar melhor o time. E pelo que parece, está dando certo.

     O tricolor paulista não ganhava no Morumbi há muito tempo. Colocou o preço do ingresso lá em baixo e o estádio lotou. Foram 55 mil!

     O time correspondeu à esperança do torcedor. Por competência própria, unida à incompetência do Fluminense, dominou o jogo.

     O Flu jogou muito mal, assim como o Flamengo semana passada contra o mesmo São Paulo.

     O tricolor paulista teve bons resultados nos dois jogos, mas foram contra adversários que não estão muito bem. Ainda não teve aquela "prova de fogo".

     Dá para ver que ainda tem bastante o que melhorar quando lembramos que o Flu só criou sua primeira jogada trabalhada aos quase 47 do segundo tempo, que acabou no gol. Sorte dos paulistas que antes disso já estava 2 a 0, desde o primeiro tempo.

     Se Fluminense tivesse jogado bem, teria ganho pelo menos um pontinho, mas esteve mal demais e a derrota foi merecida.

     O tricolor das Laranjeiras precisa melhorar bastante, se também quer ficar livre de ameaças de estar no Z-4.

     Talvez, devido esse apertado calendário com várias competições ao mesmo tempo ou em sequência e ainda paradas para amistosos e competições da seleção, esteja faltando a mesma coisa que acusaram no São Paulo e também parece estar faltando em outros grandes:

     Treino!





                                                                                                                          Artur.

domingo, 25 de agosto de 2013

Tudo errado

     Entre ótimos fins de semana e péssimas quartas-feiras, a torcida clamava por uma regularidade. É claro, baseada nos jogos de domingo.

     As últimas partidas têm mostrado que veio a regularidade. O time tem jogado mais ou menos da mesma forma e os resultados vêm sendo parecidos: o time joga mal demais, e nas últimas quatro partidas foram dois empates, para dois clubes que estão na zona de rebaixamento, e duas derrotas.

     A de hoje foi demais.

     O time conseguiu errar ainda mais passes que nos últimos jogos, atacar (se é que podemos chamar assim) ainda mais desordenadamente e ameaçar ainda menos.

     O time do Grêmio fez de falta. Na cobrança de Pará a barreira abriu... Abriu quase nada, um pouco menos de 1 metro! Quase não deu pra bola passar, né?


     O Flamengo pagou 300 mil para o Grêmio para que Marcelo Moreno pudesse jogar, já que o boliviano está na Gávea emprestado pelo tricolor gaúcho. A decisão foi criticada por muitos. Inclusive eu mesmo achei que não valeria a pena.

     Mesmo para o "Mundo do Futebol" - que tem salários artonômicos, transferências de quantias que nem dão para serem imaginadas em dinheiro à sua frente - é uma quantia muito significativa. Imagine para um clube endividado como está o Fla.

     Moreno, acompanhando todo o time, jogou mal, errou muito, tomou amarelo. Acho que nem finalizou. Ou seja, fez parecer que foi dinheiro jogado fora.

     Ironicamente o melhor do jogo pelo rubro-negro foi Hernane, que entrou no segundo tempo e fez Moreno desaparecer ainda mais no jogo.

     O Grêmio viu que o Flamengo não conseguia fazer nada e se fechou. Saia em alguns contra-ataques mas o estrago foi só de 1 a 0 mesmo. Com a vitória o Imortal chegou ao terceiro lugar.

     Para o Flamengo o resultado foi péssimo demais, não só pelos 3 pontos perdidos em casa. Com essa atuação tenebrosa, o torcedor que estava animado com a derrota por pouco e gol fora, contra o Cruzeiro, agora está ainda mais desconfiado sobre a classificação.

     Se o time continuar como está, terá uma desclassificação dupla quarta-feira: da Copa do Brasil e automaticamente da Libertadores, que desse jeito aí não consegue chegar no G-4 do Brasileirão.

     Disse na última quarta que a diretoria tinha que ajudar a torcida, aliviando no ingresso. Mas me esqueci de citar que o time é ainda mais fundamental para atrair o torcedor.

     E esse "timinho de quarta-feira" aí vai tomar um sacode e ainda espantar o torcedor, de uma vez só, se não melhorar muito rápido.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Animador!... Para os dois lados

     São muito diferentes. Não da para comparar mata-mata com pontos corridos.

     O Brasileirão fica emocionante mais para o fim, até lá todo mundo pensa "ainda da tempo de mudar, tem muita coisa para acontecer".

     Na Copa do Brasil é desde o primeiro jogo, que geralmente é contra um time bem pequeno, então a emoção é pouca. Mas quando chega nas oitavas, com a maioria dos times sendo os gigantescos do país, o bicho pega.

     O Cruzeiro, que é um dos líderes do Brasileirão, jogou com a postura de tal. Não ganhou de mais pois sua própria falta de sorte, competência e Felipe não deixaram.

     Competência não faltou a Everton Ribeiro, que fez do segundo gol do Cruzeiro uma pintura. Um golaço para fazer qualquer torcedor de qualquer time pensar, falar ou (no caso de quem estava torcendo pelo time mineiro) gritar aquele "Puta que pariu! Que golaço!"


     No Flamengo, Mano tentou inventar na escalação e não deu certo. O time começou mediano, depois acabou caindo na roda o Cruzeiro, jogou tipicamente como tem jogado às quartas-feiras. Estão agradecendo por terem tomado só dois gols.

     Quando Mano mexeu no time, já no segundo tempo, surtiu muito efeito, já que o time celeste já havia baixado o volume de jogo.

     A partir das mudanças o Fla melhorou, conseguiu marcar e sair melhor, conseguiu pressionar um pouco e fazer seus ataques. Conseguiu o gol de forma inusitada ao extremo: na falha bizarra de Dedé com Fábio, a bola foi tocada meio sem querer por Moreno, foi na trave e voltou de presente para Carlos Eduardo marcar seu primeiro gol pelo time carioca.

     Com o critério de gol fora, para o Cruzeiro passou de um ótimo resultado para algo a ser temido. Para o Flamengo passou de trágico para esperançoso.

     O jogo de volta será no Maracanã, quarta-feira que vem.

     O time do Cruzeiro é muito bom, ainda tem a vantagem do empate. Tem plenas condições de passar.

     O Flamengo jogou mal, como geralmente faz nos meios de semana. Mas quarta-feira que vem não será uma qualquer. O time estará em casa, motivado por um resultado que caiu até bem, e ficará ainda mais forte ao lado da torcida, que está prometendo lotar o estádio. Mas para que a promessa seja cumprida, a diretoria tem que dar um jeito de colocar ingressos a preços acessíveis.


     Vão tentar e conseguiu, se é que valorizam a torcida tanto quanto dizem e se querem mesmo colocar o Fla na próxima fase.





                                                                                                                          Artur.

domingo, 18 de agosto de 2013

Faltou o principal

     Muito se falou do jogo de hoje, como seria a partida. Se o Flamengo afundaria ainda mais o São Paulo em sua crise, ganhando ou goleando. Ou se o São Paulo renasceria, se começaria uma reação e de quebra ainda acabaria com a invencibilidade do rubro-negro no Mané Garrincha.

     Mas o jogo foi como poucos, ou ninguém imaginava. Um empate com muito equilíbrio, com cada time tendo seu momento.

     E apesar de terem acontecido bons lances para os dois lado, foi um empate sem gols. Provando que não é pela ausência de gols que o jogo tem que ser ruim. Mas obviamente um gol incendiaria ainda mais o jogo, que já foi tão corrido.

     Sem gols por falha do Flamengo, que teve as melhores chances no primeiro tempo mas não conseguiu colocar a bola na rede. E no segundo tempo acabou ameaçando pouco, apenas chutes de fora da área para longe do gol.

     Sem gols pela ineficiência do São Paulo, que teve chances mas chutou para fora ou parou em Felipe. Quando conseguiu colocar a bola na rede foi com a mão, mas o juiz viu e invalidou o gol de Aloísio.

     Sem gols pela eficiência de Felipe, que além de chutes com a bola rolando, pegou um pênalti cobrado por Jadson, aos 43 do segundo tempo.

     A marcação do pênalti foi bem duvidosa.

     "Duvidosa" é diferente de "errada". Não sei, mas acho que no jogo no Mané não foi, mas sem certeza. Já no jogo do Corinthians... Ah! Aquilo sim foi um pênalti marcado errado.

     Mas voltemos à Brasília.


     O São Paulo tem um time com muita qualidade, mas parece faltar treino. Como não está na Copa do Brasil, terá jogos aos fins de semana e o meio dela para treinar. Se o problema for realmente esse, o tricolor paulista estará com os dias contados para estar fora do Z-4. Se não resolver é só rezando mesmo.

     O Flamengo parecia o time que costuma frequentar os campos na quarta-feira.

     Se não estão conseguindo fazer dois jogos seguidos em alto nível, parece que tentaram substituir as atuações dos dias. Colocaram a de meio de semana no fim e vice-versa.

     Mas se não inverteram e essa foi a de domingo, que sempre é melhor que a o do meio da semana... Quer dizer que na quarta...

     Pois é... Acho que, se for assim, não será preciso nem o jogo da volta, contra o Cruzeiro.





                                                                                                                          Artur.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Nível Brasil

     Por que tanta idolatria ao futebol europeu, enquanto temos times de tanto nível aqui?!

     Hoje foi mais uma daquelas exibições de gala, que você presta muita atenção no jogo mesmo sem seu time estar jogando.

     Em campo dois dos melhores times desse Brasileirão. Botafogo x Internacional: um com muito grupo e poucas estrelas o outro com bastantes estrelas mas menos entrosamento. Os dois com muitíssimo futebol.

     O começo dava a entender que seria um massacre alvinegro. Foram cinco chutes a gol em menos de 4 minutos. E aos 9 saiu o primeiro gol.

     Após o placar aberto, o Botafogo diminuiu e o Inter foi crescendo. Quando resolveu atacar pra valer, foi um susto tão grande que o Botafogo tomou logo 2 gols em menos de 1 minuto! Scocco fez eles.

     O jogo se amornou, mas não ficou ruim, só sem tantos gols e com menos correria.

     Mas só até acabar o primeiro tempo. No segundo o Botafogo voltou com gás e aos 18 Seedorf marcou de pênalti. A euforia voltou dos dois lados, com os dois times querendo estar na frente de novo.

     Quem conseguiu foi o Botafogo. Vitinho fez seu segundo gol do dia, e esse foi um chutaço! Um golaço do garoto, que joga demais!

     A correria não parou, com o colorado querendo empatar e o alvinegro tentando garantir a vitória. A tensão se instalou, com muitas faltas, várias delas duras, cartões, discussões, catimba e chances... Até o último minuto. Quando o Inter quase marcou, conseguiu o escanteio e nele fez.

     Empate com gol - como está virando costume nesse Brasileirão - no último lance.

     Do começo ao fim um jogão! De muito alto nível.

     Empate fora de casa pro Inter foi bom. E, sendo desse jeito, eles voltam pro sul com gosto de vitória.

     Hoje o botafoguense está sentindo um misto de desapontamento e ânimo, com o empate decepcionante, que foi muito vaiado pela torcida. Mas mesmo ganhando apenas 1 ponto o time voltou à liderança.

     Mas, apesar de difícil, deveriam esquecer que o gol foi no último minuto. Depois de um jogão desse, com uma apresentação de gala, com um time jogando assim e ainda a liderança... Não é pra ficar triste.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Meio a meio


     Era dia de medo na torcida rubro-negra, dia de rodada de meio de semana.

     Primeiro tempo típico do "Flamengo de quarta": jogando mal, sendo lento, errando muitos passes. E com o Goiás abrindo o placar. Lindo gol marcado pelo pesado e excelente Walter. 


     O centroavante que foi recusado e praticamente expulso por alguns clubes está numa fase invejável. Joga muito, mas por estar bem acima do peso seu rendimento é prejudicado. O sobrepeso faz o atacante de apenas 24 anos cansar muito e ele acaba aparecendo apenas no primeiro tempo, e consegue fazer muita diferença para o time. Se não fosse jovem assim, talvez nem na primeira etapa conseguiria ir bem.

     No segundo tempo, veio a surpresa: o 'Flamengo do fim de semana' apareceu para jogar!

     Fez gol, com o estreante Chicão batendo uma falta na gaveta, logo aos 5 minutos da segunda etapa. Mas, talvez por não ser de costume atuarem nesses dias e nessa hora, o ímpeto foi moderado.

     O time carioca tentou, mas não conseguiu virar. O goiano, apesar de menos, também tentou e também não conseguiu.

     O alviverde tem um time bom, organizado, porém com marcação um pouco fraca. E o maior problema é que é muito dependente de Walter, que não consegue atuar em alto nível por 90 minutos.


     O Flamengo comparado com as outras quartas foi bem melhor. Mas ainda muito abaixo das apresentações do fim de semana.

     André Santos e Chicão viram para reforçar e estão fazendo bem.

     Porém deve haver um desfalque: o melhor, e único com experiência, lateral direito se machucou e parece que a lesão de Léo Moura é grave. 

     Se voltar a fazer quartas tenebrosas, provavelmente será eliminado logo de cara na Copa do Brasil, pelo Cruzeiro. Se atuar da mesma forma dos domingos, tem chances de continuar a jogar nas quartas-feiras, buscando sua terceira taça na competição.

     Hoje apareceu o de quarta e o de domingo, não veio uma derrota mas também não vieram os 3 pontos. É porque o Goiás não é uma força notável de nosso futebol. Se fosse contra algum dos times que está bem, muito provavelmente seria uma sacolada no primeiro tempo, irrecuperável no segundo.

     O Brasileirão é grande, oscilações moderadas não prejudicam tanto a equipe.

     Na Copa do Brasil, mata-mata direto, vacilou, tomou e tá fora!





                                                                                                                          Artur.

domingo, 11 de agosto de 2013

Nem toda vez o mandante manda no jogo

     Hoje voltou ao Maracanã o clássico mais charmoso do Rio. Do Brasil. Das Américas... Do Mundo!

     Fla-Flu, que na ordem de mandante era Flu-Fla. Mas se colocarmos em ordem de qualidade de jogo, hoje, volta ao nome original.

     O desacreditado rubro-negro começou atacando o tricolor sem dó, passando perto de abrir o placar algumas vezes. O Fluminense ficou 15 minutos abafado, até que conseguiu um ataque, um cruzamento, um erro da zaga. Um gol. O jogo que estava sendo um ataque contra defesa estava 1x0 para defesa.

     Mas o abalo logo passou e o Flamengo empatou e depois virou. Saiu para o intervalo só virando o clássico, por sorte do Flu não saiu goleando.

     No segundo tempo o jogo foi menos desequilibrado. Lógico, pois o tricolor não queria perder! O Flamengo tentava se aproveitar dos contra-ataques, mas não estava retrancado. Chegava várias vezes e com muito perigo.

    O gol tricolor saiu apenas aos 47 do segundo tempo, com falha de Felipe, mas à essa altura o rubo-negro já tinha feito seu terceiro. Aos 35 Hernane marcou seu segundo gol.


     Mais uma atuação bem abaixo, do tricolor. Não é mais o time campeão (que já não jogava tão bem) do ano passado. Luxemburgo precisa achar o time ainda, e não está fácil.

     E o Flamengo continua com sua oscilação. Hoje foi mais uma ótima atuação, podia ter feito até mais gols e tomado menos, mas conquistou mais 3 pontos contra um grande clube. Elias comandou novamente o meio campo e a ausência de Moreno não foi tão sentida, com o "Brocador" fazendo dois gols, sendo um lindo, de letra!

     As últimas boas atuações foram todas nos fins de semana. As más ou péssimas no meio de semana. Parecem até dois times diferentes, pois jogam muito diferente.

     O mais curioso é que no fim de semana tem jogado contra os grandes. Venceu os clássicos contra Flu e Vasco e empatou, jogando muito no segundo tempo, contra o Botafogo. E contra os times considerados "pequenos" tem se dado mal: no meio de semana perdeu para o Bahia fora, em casa perdeu para Ponte e Náutico e empatou com a Lusa.

     Quarta o rubro-negro pega o Goiás, no Serra Dourada. Vamos ver se o Fla do fim de semana deixa de pegar a folga e aparece por lá dessa vez.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pediu e sofreu

     Que jogão no Independência!

     O Atlético com Ronaldinho e Jô de volta, provando que eles fazem toda diferença no time. Talvez tanto psicológica como tática.

     O Botafogo sem Seedorf, mostrando que ele é importante mas o time consegue ir bem sem seu camisa 10.

     Desde o começo, ataques francos feitos pelas duas equipes. Gol antes dos 15 e o Botafogo voltava à liderança do Brasileirão. 

     O Atlético precisa de Ronaldinho. Mesmo. 

     Não há jogador no grupo - e quase nenhum atuando no Brasil também - que tenha a qualidade de passe e armação dele. Quem dirá em bolas paradas! Aos 28, em frente à área, ele cobrou a falta de forma perfeita. Jefferson nem tentou saltar.

     Qualidade e nervosismo para os dois lados. Com um juiz frouxo, as faltas eram duras e os cartões eram poucos. 

     Mas aí, lá pro final do primeiro tempo, o árbitro Raphael Claus resolveu mexer no bolso e começou a distribuir amarelos. Até o fim do jogo foram oito.

     Um deles para Lodeiro, que tirou a camisa quando marcou um golaço no início do segundo tempo. Pondo o Botafogo na frente do placar e, chegando mais à parte final da partida, retraído na zaga. 

     Chamar o Atlético, com seu time completo, para vir para cima, em pleno Independência é um pouco de falta de noção do que pode acontecer. 

     Líder tem que ir para cima! Tem que buscar ganhar os pontos e fazer folga nos critérios de desempate, se quer manter-se lá em cima. 

     Não foi pra cima. Chamou o campeão da Libertadores pra cima na casa dos caras e não conseguia sair nos contra-ataques. Viram que iam acabar tomando gol, aí e teve cera, enrolação e cartão por isso. 

     Chegaram os 45 minutos. O time carioca pensa que acabou e é só alívio!...

     Sobe a placa avisando 5 minutos de acréscimos. 

     Mas não foi preciso tanto. Antes dos 48 Luan marcou, tirou o Botafogo da liderança e o galo da zona de rebaixamento.  


     Segurar vitória de um gol e ainda mais na casa do adversário é uma atitude que não corresponde à liderança. 

     E é aquilo, que já virou até praxe e mesmo que nem sempre ocorra, vale lembrar: a bola pune!





                                                                                                                          Artur.

domingo, 4 de agosto de 2013

Qualidade ímpar

     Jogo muito equilibrado, de vários gols e belas jogadas. De mudanças repentinas no panorama da partida. Não podia se distrair que se perdia um momento importante. Assim foi o clássico carioca da rodada.

     O jogo Vasco e  Botafogo foi regido por Seedorf e Juninho Pernambucano. Só de dizer quem foram os maestros não precisava nem ter dito que foi um jogo de belas jogadas, jogão, clássico com cara de clássico.

     Tudo no time do Vasco passa por Juninho. Inclusive o primeiro gol, que ele girou de um jeito entre os zagueiros (depois deu passe pra André só empurrar) que até o maior odiador do cruzmaltino tem que admitir que o Reizinho é fantástico, parar de ser mala e de falar que "ele só sabe bater falta", ou ainda "que dá sorte nelas".

     Depois que o camisa 8 voltou para a colina o time cresceu demais. Passou "3 pontos fáceis" para "um adversário difícil". A liderança, a raça - de mesmo sentindo a panturrilha continuar no jogo pois não podiam substituir mais - e o toque de qualidade de Juninho são fundamentais no Vasco.

     Assim como no Botafogo Seedorf também faz toda a diferença. O time tem outros, como Lodeiro, com toque um pouco mais refinado. Mas não há como comparar com o holandês.

     Hoje Seedorf participou ativamente só de um gol, colocando a bola pra rede, dando um toquinho por cima de Diogo Silva, quando ele saiu pra cima do camisa 10.

     Mas todos sabem que ele joga demais, assim como Juninho, e a preocupação com eles é muito grande, fica fácil puxarem a marcação de dois defensores, fazendo um companheiro ter plenas condições de fazer o gol.


     Os dois tem mais idade, não aguentam um partida inteira correndo. Mas tem experiência e qualidade o bastante para que não precisem correr e, ainda assim, joguem demais!

     Depois de um jogão como foi,  mesmo com a derrota por 3 a 2 acho que os vascaínos não se sentiram tão derrotados.

     Já os botafoguenses, com os 3 pontos de um clássico e a liderança, devem estar sentindo-se mais vitoriosos que nunca.





                                                                                                                          Artur.

Oscilante

     Quarta-feira foi uma atuação para ser pensada, analisada e dela tiradas lições.

     Levantar a cabeça, saber que o campeonato continua. Ver o peso da camisa, se esquecer da amarga derrota, onde nem conseguiram ameaçaram o Bahia de verdade, e ir pra cima de quem viesse, com garra e raça.

     O Campeão da Libertadores veio pela frente e sofreu.

     O Atlético estava desfalcado no ataque. Ronaldinho, Bernard e Jô fazem falta, mas não é só deles que pode viver o time que conquistou a América há menos de duas semanas.

     Mesmo com Moreno se contundindo e saindo no início do jogo o Flamengo pressionou, conseguiu fazer o alvinegro se acuar e fez os gols. Fez o galo sofrer sua terceira derrota seguida, após o título.

     Hoje o Flamengo foi completamente diferente do jogo de meio de semana. O time jogou com vontade o tempo todo, indo marcar até quando a bola era recuada para o goleiro Victor, pressionando mesmo com 3 a 0 no placar e 44 do segundo tempo no cronômetro.


     O campeonato é muito longo e bem embolado. Quem hoje está lá em baixo pode conseguir a reação e subir para brigar por algo realmente grande.

     O galo anda lento no Brasileirão. Deve perder Bernard para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia e terá a volta de Ronaldinho e Jô ao time, na próxima quarta-feira. Mas precisa mudar, precisa voltar a jogar com velocidade e mais força para almejar uma posição melhor, longe do Z-4.

     O Flamengo fez meio jogo péssimo e meio jogo excelente, no último domingo, no clássico contra do Botafogo. Empatou no fim e ficou feliz, mas não aliviado.

     Quarta foi muito mal e tomou um sacode do Bahia. A atuação medíocre despertou temores.
   
     Hoje fez um jogo ótimo e arrebentou com o Atlético. A boa atuação, diferença considerável de gols, o bom resultado contra um dos grandes elencos do país e a vontade de jogar conseguiram fazer o torcedor se sentir mais leve de novo.

     É... Difícil prever os próximos movimentos do rubro-negro...

     Mas se continuarem com o que fizeram nessa meia semana e mudou tanto o jeito de jogar, já já chegam perto "das cabeças".





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Ta feio

     O momento do Flamengo é péssimo.

     Falta time e só chegou André Santos. É muito improvável que um jogador, ainda mais um lateral, faça tanta diferença num time.

     O Bahia, que está indo muito bem no campeonato, se aproveitou e fez dois no primeiro tempo em duas falhas, uma de Felipe outra da arbitragem, e ampliou no segundo tempo.


     E o erro da arbitragem foi feio.

     Mas feia de verdade está a situação pro Flamengo. Feio de verdade foi o futebol apresentado hoje pelo rubro-negro.

     Só uma vez Marcelo Lomba fez uma defesa. Foi uma bola muito difícil, chutada de fora da área, desviou e sobrou pra Moreno de cara pro gol e Lomba conseguiu evitar.

    Reparou que não foi numa jogada, que não teve armação nenhuma?

     Pois é, elas não aconteceram!

     Nenhum cruzamento chegou á cabeça de algum jogador do Flamengo. Nenhum passe em profundidade deu resultado. Nenhum lançamento foi digno de ser aproveitado. Nada deu certo.

     Mas, ao contrário do que é de costume vermos, não foi por falta de sorte. Foi por falta de qualidade técnica e tática.

     O pior dos problemas é o ataque. Moreno e Paulinho (que estava indo tão atrás que parecia um volante) não conseguiram aparecer, fazer pivô, arrancar, dar passe, chutar, cabecear... Não jogaram, praticamente.

     Já perdendo por 2 a 0, no segundo tempo o Flamengo dominou a posse de bola, mas não oferecia perigo nenhum, nem nas bolas paradas.

     A janela de contratações internacionais já se fechou e as possibilidades aqui dentro são poucas.

     É melhor começarem a pressionar o time a jogar de verdade e conseguir resultados, para sair da parte debaixo da tabela logo. Antes que a situação piore.

     Antes que comecem a falar em Joel.






                                                                                                                          Artur.