No segundo tempo uma substituição improvável: entrou Paulinho, que é atacante, na lateral. Luiz Antônio foi para o meio.
Foi uma das mais lindas combinações do futebol: foi com a Nação sendo a Nação, unida ao Flamengo e empurrando o time; o Maracanã sendo Maracanã.
Mas a maior força do time já era esperada. Todos sabiam o que era, nunca foi segredo.
Logo, o Cruzeiro também sabia o que era. Sabia que estaria lá, devem ter imaginado como atuaria. Mas não tinha a minima condição de pará-la e tinha razão em temê-la.
Logo, o Cruzeiro também sabia o que era. Sabia que estaria lá, devem ter imaginado como atuaria. Mas não tinha a minima condição de pará-la e tinha razão em temê-la.
Não há nada que faça mais diferença num jogo do Fla do que a torcida lotando o Maracanã.
É o maior patrimônio do Flamengo. Especialmente dentro do Maraca, se torna o décimo segundo jogador, a força a mais, a motivação, o último arranque...
- Depois de jogar 88 minutos, de um primeiro tempo ruim, um segundo excelente, gols bem anulados nos dois lados, catimba dos mineiros. Tensão lá em cima -
Aos 43 do segundo tempo. Todos de pé, já sem unha pra roer. A área lotada!... Mas um ficou para trás.
"Toca nele!", gritaram 53 mil.
Bola pra ele... Elias bateu, no canto e contrapé de Fábio, sem chance. Depois o camisa 8 correu, gritou, abraçou os companheiro, chorou...
Era só isso que queriam, era só o que precisava. O gol fora e esse em casa fizeram o Flamengo passar e agora pega o Botafogo, que derrubou o Galo.
Um Flamengo no primeiro tempo, digno de quarta-feira. Outro no segundo, aquele de domingo.
E não dá para negar: a torcida em Brasília é bonita... Mas não façam a covardia de compará-la à que costumamos ver no Maracanã.
Foi sofrido. Foi emocionante. Foi pra explodir a torcida. Para dar moral para quem joga no gramado e na arquibancada.
Foi Flamengo.
Artur.


















