O Atlético com Ronaldinho e Jô de volta, provando que eles fazem toda diferença no time. Talvez tanto psicológica como tática.
O Botafogo sem Seedorf, mostrando que ele é importante mas o time consegue ir bem sem seu camisa 10.
Desde o começo, ataques francos feitos pelas duas equipes. Gol antes dos 15 e o Botafogo voltava à liderança do Brasileirão.
O Atlético precisa de Ronaldinho. Mesmo.
Não há jogador no grupo - e quase nenhum atuando no Brasil também - que tenha a qualidade de passe e armação dele. Quem dirá em bolas paradas! Aos 28, em frente à área, ele cobrou a falta de forma perfeita. Jefferson nem tentou saltar.
Qualidade e nervosismo para os dois lados. Com um juiz frouxo, as faltas eram duras e os cartões eram poucos.
Mas aí, lá pro final do primeiro tempo, o árbitro Raphael Claus resolveu mexer no bolso e começou a distribuir amarelos. Até o fim do jogo foram oito.
Um deles para Lodeiro, que tirou a camisa quando marcou um golaço no início do segundo tempo. Pondo o Botafogo na frente do placar e, chegando mais à parte final da partida, retraído na zaga.
Chamar o Atlético, com seu time completo, para vir para cima, em pleno Independência é um pouco de falta de noção do que pode acontecer.
Líder tem que ir para cima! Tem que buscar ganhar os pontos e fazer folga nos critérios de desempate, se quer manter-se lá em cima.
Não foi pra cima. Chamou o campeão da Libertadores pra cima na casa dos caras e não conseguia sair nos contra-ataques. Viram que iam acabar tomando gol, aí e teve cera, enrolação e cartão por isso.
Chegaram os 45 minutos. O time carioca pensa que acabou e é só alívio!...
Sobe a placa avisando 5 minutos de acréscimos.
Mas não foi preciso tanto. Antes dos 48 Luan marcou, tirou o Botafogo da liderança e o galo da zona de rebaixamento.
Segurar vitória de um gol e ainda mais na casa do adversário é uma atitude que não corresponde à liderança.
E é aquilo, que já virou até praxe e mesmo que nem sempre ocorra, vale lembrar: a bola pune!
Artur.

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