domingo, 28 de julho de 2013

Com gosto

     O placar não foi o ideal pra ninguém. O Botafogo está próximo da liderança e a teria se tivesse ganho. O Flamengo querendo se afastar da zona do rebaixamento.

     Apesar de ter ficado pior pro Fla (pois o alvinegro ainda está a só um ponto do líder) o empate não foi só um empate para os rubro-negros. Isso se prova pela torcida ter ficado vários minutos cantando após o jogo, enquanto a do Botafogo saia do Maracanã.

     O Botafogo saiu na frente no primeiro tempo e esteve dominando o jogo durante os primeiros 45 minutos.

     No segundo tempo só deu Flamengo. O alvinegro teve sorte, por duas vezes o assistente marcou impedimento, uma certa outra errada, de Elias e anulou os dois os gols feitos por ele.

     A pressão do Flamengo não cessava e o Botafogo se segurava como dava e quase não frequentava o campo de ataque.


     Mas, talvez por justiça do destino, no último lance do jogo a bola foi chutada na zaga rubro-negra, tentaram dominar mas só desviaram e a ela chegou no jeito para Elias, dessa vez a posição era indiscutivelmente legal. O camisa 8 se arrumou na corrida e bateu. Tudo igual.

     Metade do time do Flamengo foi comemorar com a torcida, e comemoravam de um jeito que não parecia só um empate no fim do jogo, num campeonato que ainda tem quase 30 rodadas para acontecerem.

     O Maracanã estremeceu. Parecia o gol da virada. Parecia gol de final. Parecia um gol de título.

     Mas realmente não era só mais um empate. O time saiu do Z-4, empurrando o Flu para lá e não deixou o Bota assumir a liderança.

     Atrás na tabela e foi só um empate, mas a comemoração e zoação vão ser por parte dos rubro-negros, pois o gosto da vitória foi deles.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quebrou tudo

     A história está feita.

     Depois de mais 120 minutos e pênaltis roendo as unhas, mordendo o dedo, o choro foi solto. Depois de dois gols, sofrimento, muitos sustos, alívios, o Mineirão explodiu.

     Explodiu com e assim como a bola Giménez, no último pênalti cobrado, na trave.

     Choros, risos, gargalhadas, gritos, xingamentos... Tudo num só barulho, numa só emoção.

     Não tem outra coisa a se dizer do Galo se não "o melhor".

     Melhor na primeira fase, antes mesmo da última rodada.

     Passou sofrido em três dos quatro mata-matas, mas em nenhum passou sem jogar, em nenhum passou fazendo o resultado e se fechando. Nem quando passou ainda no jogo de ida, na casa do adversário, contra o São Paulo.

     Só não ganhou uma em casa, mas nela empatou e passou de fase. Perdeu só três vezes. Fez 29 e tomou 18 gols.

     "O quarteto fantástico" no ataque, "as torres gêmeas" na defesa, Victor dando show no gol. E no banco está o maior merecedor, o que mais merece reverencias dos atleticanos, que mais merece aplausos.


     Há um bom tempo fazendo trabalhos notáveis, montando bons times, mas sem dar sorte nas horas decisivas. Mesmo com fama de "azarão", já vinha sendo reconhecido como um ótimo técnico.

     Hoje ele falou, ele fez e concretizou tudo numa taça. A maior da história do Galo.


     Queimou a língua de muitos e fez jus aos elogios de tantos outros.

     Depois de 105 anos de existência e 42 sem um título "grande", veio o mais desejado. Poucas vezes se viu um título tão merecido.

     Parabéns aos heróis do campo.

     Parabéns ao Cuca e toda sua equipe.


     Parabéns, Clube Atlético Mineiro!





                                                                                                                          Artur.
   

domingo, 21 de julho de 2013

Evoluindo

     Grande parte da Nação rubro-negra está indignada, revoltada, não acreditando no que viu.

     Quando se fala em indignação após uma derrota, logo se pensa: "Ah, foi por causa da arbitragem!"
 
     Tem porque reclamarem do juiz. Mas não da pra falar que "roubou", tanto que a acusação é feita pelos dois lados.  É, o arbitro era realmente péssimo, mas ele errou dos dois lados. 

     E no lance do gol de Juan não teve falta, foi só uma falha ridícula do Felipe mesmo.

     A irritação é mesmo por causa que o time do Flamengo vem desacreditado, não vem tão bem, mas tem conseguido seus pontinhos. O Inter é excelente, tem o ataque mais positivo, o jogo era no sul, mas mesmo assim o Flamengo estava até melhor que o colorado. 

     Não merecia perder.

     Porém perdeu aos 46 do segundo tempo, com uma bola alta na área, onde o goleiro saiu trombando e a bola sobrou para um ex-jogador do clube, sozinho, fazer.

     O Inter esteve bem. Mas, estando em casa, contra um time que disseram ser tão inferior, estava abaixo do esperado.

     O Flamengo mostrou muita evolução. Jogou organizado, conseguiu manter um ritmo de jogo, fez suas chegadas e mesmo substituindo mão perdeu qualidade.

     Estão no caminho certo, falta só um toque de qualidade. Mas é melhor assim do que 10 habilidosos correndo pra todos os lados, trombando, rodando em campo sem rumo.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Irreconhecíveis

     O time do Olimpia não é ruim.

     O time do Atlético é sim muito bom, mas não pode achar que enfrentar um tricampeão da América vai ser fácil, ainda mais num caldeirão, como sempre vira o Denfesores Del Chaco.

     Não havia oba-oba do time, e sim da torcida.

     Mas o time não parecia o mesmo. Atacava, mas não em massa, como é o de costume vermos. Cercava mas não marcava de verdade, e foi em cima desse erro que saiu o primeiro dos paraguaios.

     No ataque via-se Tardelli querendo muito, correndo, pedindo, tentando... Mas não conseguindo. Luan aparecia, porém menos. Mas não víamos Jô nem Ronaldinho nem metade do que costumam aparecer.

     O jogo só melhorou para o Galo quando saíram Luan e R10. Rosinei, que não foi muito bem, e Guilherme, que ajudou muito, entraram.

     Surgiram algumas chances, mas o gol não saiu.

     Apenas 1x0 não é tão mal. Jogando em casa, dá para fazer o placar sem grandes dificuldades.

     Mas aos 48 fizeram um favor ao Olimpia: uma falta em frente à área.

     Foi muito bem batida. Talvez Victor chegasse, mas Alecsandro foi lá para atrapalhar.


     Fim de papo e o título está mais difícil agora. Mas bem longe de ser impossível.

     O time é muito bom. O jogo é em casa, mesmo que não seja a casa que mais querem jogar.

     É indiscutível, já estão fazendo história.

     O torcedor, o fanático, "Galo Louco", provavelmente vai chorar na próxima quarta-feira. Agora resta aos jogadores, que tem mais apenas 90 minutos, fazerem da história motivos de lágrimas de alegria ou tristeza.






                                                                                                                          Artur.

domingo, 14 de julho de 2013

Abaixo

     Quando se fala em Vasco x Flamengo se pensa num jogaço. Mesmo quando as duas equipes estão indo mal, a rivalidade fala mais alto, a disputa se acirra e sai, de onde parecia não haver técnica, um jogo memorável.

     É o jogo que reúne as duas maiores torcidas cariocas, o "Clássico dos Milhões"!

     Fez jus ao apelido e encheu o estádio Mané Garrincha.

     Mas quanto à fama de bons jogos, ficou devendo um pouco.

     Não foi um jogo ruim, mas sim abaixo do esperado.

     É um Vasco com o técnico recém-chegado e ainda sem muito da tática de Dorival Jr., há uma certa desorganização mas defensivamente, apesar de não ser muito difícil, o time esteve melhor hoje do que no último domingo (quando foi goleado em 5 a 3 pelo Internacional).

     No Flamengo, Mano Menezes ainda está implantando sua forma e o time tem evoluído a cada partida. Porém hoje, apesar da vitória, não foram tão bem.

     O rubro-negro criou muito mais, desperdiçou chances. Enquanto o Vasco pouco chegava.

     As melhores chances do Flamengo eram criadas na velocidade, pelas laterais, onde Gabriel, Carlos Eduardo, Paulinho e João Paulo se aventuravam e, vez ou outra, Elias aparecia pelo meio. Já o cruzmaltino chegava mais perto nas faltas, com Felipe Bastos nas cobranças.

     A insistência do Fla deu resultado ainda no primeiro tempo, quando Elias chegou na frente do goleiro, chutou Diogo Silva defendeu, a bola voltou para o camisa 8, que tocou para o meio da área, onde Paulinho estava, para só jogar para as redes.


     No segundo tempo o Flamengo continuou com a pressão, mas não conseguiu mais.

     O placar mostra bem o que é verdade: faltou qualidade para os dois lados.

     O rubro-negro está conseguindo a reabilitação no campeonato e já alcançou a décima posição. Espera-se mais de alguns, especialmente do meia Carlos Eduardo, que veio como principal contratação mas vem tendo atuações muito apagadas e ainda não conseguiu mostrar seu futebol. Se transformar essa "guinada"  numa crescente contínua, o Flamengo terá chances de brigar por algo num campeonato de tão bom nível quanto o nosso.

     Já Dorival terá um trabalho árduo para fazer o Vasco ir bem no Brasileirão. O atual ocupante da décima sétima posição já sofreu 14 gols e tem o segundo pior saldo de gol do campeonato (só atrás do lanterna Náutico).

     Hoje o time mal atacou, chegou pouco e quase não ofereceu perigo ao Flamengo. A desorganização foi algo que superou as roubadas de bola, a velocidade, os bons passes.

     Mais do que reforços, mais do que novas caras no elenco para botar pressão em quem está lá, ou fazer quem está acabar de perder a confiança, é necessário que treinem.






                                                                                                                          Artur.

sábado, 13 de julho de 2013

Com sorte, compensou

     Um, o atual campeão, está indo mal e fazendo surgirem dúvidas se vai disputar o título novamente. O outro está mostrando que pode muito disputar.

     Fluminense e Internacional fizeram um jogão, no primeiro tempo, em Macaé.

     Qualquer sinônimo de vontade ofensiva no segundo tempo tem que ser atribuída ao time carioca.

     Depois de um ótimo primeiro tempo, com Forlan brilhando, fazendo dois gols (um deles olímpico) ainda dando passe para D'Alessandro fazer o seu, o Inter ganhava de 3 a 1.


     Mas não precisava de fazer aquela cera e nem recuar tanto no segundo tempo.

     Se tivesse continuado jogando, provavelmente, tinha goleado.

     Mas o Inter preferiu chamar o Fluminense pra dentro de seu campo e, ao contrário do que foi feito no primeiro tempo, não tinha os contra-ataques. Quando tinha alguém mais à frente, era Forlan, no meio campo, e só ele. O resto do time defendia.

     O Flu fez o gol, mas o Inter insistiu na postura. Talvez tenha até se recuado mais.

     O goleiro Muriel caía e ficava. Tomava uma pancadinha qualquer e pedia atendimento. Tomou amarelo, mas não resolveu muita coisa, pois o juiz não pode negar que o jogador não esteja sentindo dor e puni-lo por estar, teoricamente, fingindo.

     Num lance, quando o jogo já se encaminhava para o fim, achei até que Muriel se jogou e caiu "feio" de propósito.

     Dois gols não é tanto. O time do Fluminense não está bem, mas tem muita qualidade.

     Mas, por sorte, muita cera e (pouco por) eficiência da marcação, os colorados saíram com a vitória.

     No time do Inter sobra qualidade, sobra habilidade, sobram bons jogadores e sobra raça, quando querem.

     Hoje, no primeiro tempo sobrou futebol.

     No segundo, faltou postura.





                                                                                                                          Artur. 

domingo, 7 de julho de 2013

Voltando forte

     Enfim está de volta e agora não tem desculpa para os times não se dedicarem, dizendo que muita coisa pode mudar ainda, que tem tempo pra isso, porque agora vamos direto! ... Ou pelo menos devemos ir. 

     O Brasileirão voltou!

     Uma paralisação de quase um mês pode mudar muita coisa. Melhorar ou piorar muita coisa. 

     No caso do Flamengo, tinha que mudar, o time estava realmente mal. Trocaram o técnico, alguns jogadores se adaptaram, o time teve tempo de trabalhar. 

     Ao rubro-negro fez bem, pelo que se viu logo no começo do jogo contra o líder Coritiba. 

     Muita pressão, gol no início, domínio do primeiro tempo. Um placar de 1 a 0 que poderia ter sido uns 3, fácil.

     No segundo tempo veio o segundo gol, de novo no começo. Mas o domínio acabou pouco depois. O Coxa, regido pelo craque Alex, cresceu, conseguiu o gol, pressionou mais e chegou ao empate.

     Os momentos de domínio se alternaram na partida, mas houve uma grande diferença o tempo todo: a organização.

     O rubro-negro, mesmo quando estava melhor, não era muito organizado. Chegou muito bem, várias vezes, se deu ao luxo de perder chances incríveis e, quando o Coritiba, que mesmo pior estava mais organizado, cresceu e veio pra cima, o susto do Fla foi tão grande que a desorganização foi ainda pior. Por pouco a vitória não foi para o alviverde.

     Sorte do Coxa que o Flamengo não fez mais...

     Sorte do Urubu que o Coritiba não virou.

     Foi um jogo muito bom, mas poderia (como quase sempre) ter sido melhor. Se os bons momentos dos times não tivessem se alternado, e sim se mantido por toda a partida, provavelmente teríamos visto um jogo memorável.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Agora complicou

     Qualquer passo de um atleticano nessa Libertadores é histórico.

     Sem dúvida, é a melhor campanha do clube mineiro em sua história. Primeiro geral da fase de grupos, passou aperto nas quartas, mas não perdeu a autoridade de ser um dos melhores do continente.

    Mas chegou à Argentina, para pegar o Newell's Old Boys pela semi, meio mudado. Agrediu menos e foi agredido mais que o de costume.

     Descidas menos rápidas e precisas e certa apatia na hora de defender, contra um time com qualidade, que ficava com a bola, sabia o que fazer com ela e fazia bem. 

     Mais e melhores chances para os argentinos. 

     Tentativas sem sucesso e poucos sustos na defesa argentina, por parte dos brasileiros.

     No segundo tempo o 'NOB' abriu o placar. O Galo descontou com Jô, mas o bandeira alegou impedimento... Duvidoso, mas acho que acertou. Logo depois Scocco bateu uma falta linda: uma pancada, com muita curva, que saiu da barreira e voltou no gol, no cantinho de Victor. 2 x 0.


     Rafael Marques ainda tirou uma bola em cima da linha, de cabeça. 

     Sem fazer gol fora, a missão do Atlético contra o bom time dos 'hermanos' é dificil. 

     Se jogarem da mesma forma acuada como jogaram, o que duvido que façam em casa, irão perder a vaga na final e quiçá a invencibilidade em seu campo.

     Hoje a vitória do Newell's foi merecida. O time é muito bom e tem vários jogadores de muita qualidade.

     Há plenas condições do Atlético se classificar para a final, se jogar de novo como estava antes da paralisação para a Copa das Confederações. O time tem muita força em casa, quase imbatível. Mas o maior problema é se tomar gol, aí complica demais. Se toma um, tem que fazer no mínimo quatro!

     E agora não há mais favoritismo do Galo, com um placar tão desfavorável e contra um time com essa qualidade. 

     Não é vantagem ser chamado de favorito, mas desperta medo na torcida perder isso de uma hora para outra.

     Medo que não pode ser transferido aos jogadores, senão estará tudo perdido.

     






                                                                                                                          Artur.