Depois de mais 120 minutos e pênaltis roendo as unhas, mordendo o dedo, o choro foi solto. Depois de dois gols, sofrimento, muitos sustos, alívios, o Mineirão explodiu.Explodiu com e assim como a bola Giménez, no último pênalti cobrado, na trave.
Choros, risos, gargalhadas, gritos, xingamentos... Tudo num só barulho, numa só emoção.
Não tem outra coisa a se dizer do Galo se não "o melhor".
Melhor na primeira fase, antes mesmo da última rodada.
Passou sofrido em três dos quatro mata-matas, mas em nenhum passou sem jogar, em nenhum passou fazendo o resultado e se fechando. Nem quando passou ainda no jogo de ida, na casa do adversário, contra o São Paulo.
Só não ganhou uma em casa, mas nela empatou e passou de fase. Perdeu só três vezes. Fez 29 e tomou 18 gols.
"O quarteto fantástico" no ataque, "as torres gêmeas" na defesa, Victor dando show no gol. E no banco está o maior merecedor, o que mais merece reverencias dos atleticanos, que mais merece aplausos.

Há um bom tempo fazendo trabalhos notáveis, montando bons times, mas sem dar sorte nas horas decisivas. Mesmo com fama de "azarão", já vinha sendo reconhecido como um ótimo técnico.
Hoje ele falou, ele fez e concretizou tudo numa taça. A maior da história do Galo.
Queimou a língua de muitos e fez jus aos elogios de tantos outros.
Depois de 105 anos de existência e 42 sem um título "grande", veio o mais desejado. Poucas vezes se viu um título tão merecido.
Parabéns aos heróis do campo.
Parabéns ao Cuca e toda sua equipe.
Artur.

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