domingo, 30 de junho de 2013

É Tetra! É Tetra!

     Peso na camisa não é algo que acontece de uma hora para outra. É conquistado, ao longo de décadas, com vitórias, triunfos. Fazendo história.

     A camisa não pesa em 5 anos. Ser o time da moda não faz duma camisa algo grandioso.

     A Espanha tem um time sensacional, sem dúvida. Mas na hora que a pressão veio, na hora que chegou a final contra os maiores campeões, dentro de sua própria casa, com a torcida cantando o hino sem acompanhamento algum, pesou.

     Está novamente dando gosto de ver o Brasil jogar. Não da pra acreditar que há menos de dois meses víamos esse mesmo time jogando e pensávamos na vergonha que seria cair em fases de grupos, jogando em casa.

     Começo massacrante. Pressão, marcação, chute... Gol!

     Logo aos dois minutos já estava 1 a 0. Antes dos oito, quase 2.

     A Espanha conseguiu jogar um pouquinho. Quase fez o gol de empate, mas David Luiz deslizou e tirou em cima da linha, dando um carrinho lindo.

     Nos últimos minutos do primeiro tempo, Oscar, que pouco apareceu durante a competição, deu um lindo passe para Neymar. O camisa 10 dominou e soltou um canudo de canhota, sem chance para Casillas.

     Com um placar bom e da forma que estava rolando o jogo, já tinha muita gente gritando "é campeão!", "ooolé"...

     Mas na volta do segundo tempo, de novo antes dos dois minutos, de novo Fred... 3 a 0.

     Antes do jogo a dúvida era se o Brasil conseguiria anular a Espanha, se conseguiria jogar bem.

     Nessa altura havia uma certeza em quase todos: o Brasil conquistaria o tetra da Copa das Confederações.


     Destaques individuais no time tiveram, como Neymar, Paulinho, Thiago Silva, Júlio César, Marcelo, Fred, Luiz Gustavo jogando muito.

     Mas o maior é Felipão, que assumiu num momento difícil e conseguiu fazer surtir o efeito da troca mais rápido que o imaginado.

     Esse período junto proporcionou mais que mais uma taça, mais que mais um título, mais que mais uma glória para pesar ainda mais nosso manto... O Brasil conseguiu fazer seu time. Um timaço.





Bola ao Chão

   

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Que venha!

     Disse no último post que não custava nada os uruguaios se arrumarem e colocarem a gente pra disputar o 3º lugar.

     Se arrumaram mas, com mais habilidade que o Neymar hoje, caíram e vão disputar o bronze com o perdedor de amanha.

     Lugano não estava errado em dizer que o Neymar se joga. Mas esqueceu de falar da habilidade do nosso 10.

     Óscar Tabárez também não estava errado quando disse que o Brasil não tinha enfrentado um ataque tão forte quanto o do Uruguai até agora, na competição. Mas também se esqueceu de nossos defensores, que estão entre os mais cobiçados e qualificados do mundo. Sem falar de nosso goleiro.

     Júlio César dispensa apresentações. Com uma carreira vitoriosa, é difícil achar alguém que não saiba ou duvide de sua capacidade.

     Se Óscar não conhecia, duvidava ou algo assim, Forlán, que foi companheiro de Júlio no Internazionale de Milão, devia ter avisado para o técnico falar menos.

     Os raçudos uruguaios começaram a partida acuados e em sua primeira chegada, numa batida de escanteio, David Luiz quase arrancou a camisa de Lugano dentro da área. Pênalti indiscutível.

     Na batida, Júlio César acertou o cantou, jogou a bola batida por Forlán pela linha de fundo, afastou o temor de um "Mineirazzo", logo no início do jogo, e acabou ganhando o prêmio de "Melhor da Partida".

     A celeste sentiu a pressão e o Brasil dominava. Demorou, mas aos 40 minutos Fred errou, mas deu sorte e saiu o certo. Se tivesse pego em cheio a bola explodiria em Lugano, mas ele canelou e fez.

     Na volta do segundo tempo, logo aos 2 minutos, Cavani marcou e empatou. O Uruguai se fechou, pediu para o Brasil vir, acreditando que conseguiria um contra-ataque para matar.

     Mas quando Felipão chamou Bernard (do Atlético Mineiro) e o colocou no lugar de Hulk, não foi só o time do Brasil, agora com um jovem, rápido e habilidoso ponta direita descansado que veio para cima. Veio o estádio junto.

     Um ataque contra defesa que acabou com um cabeceio de Paulinho, de novo aos 40.

     Pouco mais de 5 minutos para os uruguaios mudarem tudo que estavam fazendo e tentar levar pra prorrogação. Até o goleiro Muslera foi pra área.

     Mas não adiantou falar nem se desesperar.


     Até pouco mais de uma semana antes de começar a Copa das Confederações nossa seleção era uma equipe merecidamente desacreditada, vinha mal e sem entrosamento. Após algumas semanas juntos começaram a se entender, e a partir do amistoso contra a França já começávamos a ver um time se formando.

      As quatro vitórias em quatro jogos, dois gols sofridos e onze feitos na Copa das Confederações provam que o time vem bem.

     Passou a desconfiança.

     Agora sobre domingo...

     Discursos de jogadores são quase todos iguais: "Não vamos escolhe adversário não, que vier a gente vai ter que enfrentar". É verdade, mas é claro que tem uma torcida que, por trás das câmeras e da ética na resposta, eles não revelam.

     Uma nós já ganhamos, e bonito. Mas eles estão sem seu principal jogador, lesionado. É claro que não garante o título, mas em tese seria bem mais fácil que pegar a Espanha.

     E ai, Espanha ou Itália?

     O time da moda, que joga de forma que impressiona e alguns disseram que seria a campeã com certeza. Ganharam duas Euro's e a última Copa.

     Ou tradição, peso da camisa, pra fazer o maior clássico do futebol nessa final.

     Fúria ou Azzurra, quem você prefere?





                                                                                                                          Artur.

   

sábado, 22 de junho de 2013

Voltando ao topo

     "Esses orientais sem tradição tavam com medo! 3 foi pouco!"

     "Quem é México?! Um gol no início outro no fim, se tivessem jogado mesmo o placar tinha sido maior."

     Brasil 4x2 Itália. E ai, qual vai ser a reclamação?

     Foi um jogão, especialmente o segundo tempo com seus 5 gols.

     A seleção brasileira jogou bem. Nem reclamar da escalação de Fred, pedindo Jô em seu lugar, podem mais, ele meteu dois!

     Felipão tem muita sorte. David Luiz, um dos melhores zagueiros do mundo, se machucou ainda no primeiro  tempo, entrou Dante, que também é ótimo zagueiro, no seu lugar. No finalzinho do primeiro tempo, gol do Brasil! DANTE!

     No segundo tempo a Itália empatou logo no início. Antes dos 10 minutos, Neymar fez um golaço de falta. E Fred fez seu primeiro do dia.

     O Brasil deu uma pequena acomodada e a Azzurra veio pra cima.

     Ai entra de novo a sorte de Felipão. Escanteio para a Itália, na cobrança a confusão e Balotelli foi derrubado na área, o juiz apitou, mas a jogada teve uma sequência rápida e saiu o gol. E o juiz validou. Um erro grotesco do árbitro, mas foi sorte para nossa seleção. Se marcado o pênalti, Luiz Gustavo tomaria pelo menos um cartão amarelo, que seria seu segundo, e seria expulso. Mesmo sem sair o gol, seria muito perigoso, além de perdê-lo para próxima fase.

     Aos 42 Fred aproveitou o rebote de Buffon e fez, pra fechar a conta.


     Provavelmente o adversário de quarta será o Uruguai. E o da Itália a Espanha, na quinta. Clássicos continentais nas semifinais.

     Em uma crescente que impressiona, o Brasil é favorito, uma vez que o Uruguai vem jogando com certa desorganização. Mas não custa nada eles se arrumarem do nada e melarem nossa passagem.

     Se na final pintar a Espanha, até o juiz apitar o início do jogo... Ou melhor, até que entoe nosso hino no Maracanã e nossa torcida cante alto de novo, a Fúria é favorita.

     Probabilidades a parte, pois até o Taiti tem alguma chance de se classificar ainda.

   




Bola ao Chão 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Até certo ponto, injusto

     "Um jogo espetacular!"

     Melhor frase curta para definir o confronto entre Itália e Japão, que foi, até agora, o melhor jogo da competição, sem dúvida.

     O primeiro jogo dos orientais foi de um time apático, que se rendeu à seleção brasileira, então eles abrirem o placar foi até surpreendente.

     Ampliarem, então!

     Os japoneses, com sua tradição de disciplina e respeito, não menosprezaram a tetracampeã. Sabiam da força da Azzurra. Mas não dependeu do desrespeito do adversário para a Itália acordar.

     No fim do primeiro tempo os italianos diminuíram. Assustaram os japoneses, meteram bola na trave... Mas foram pro intervalo perdendo.

     Na volta pro segundo tempo, aos 4 minutos empataram e, num pênalti que a arbitragem errou ao marcar, aos 9 Balotelli virou.

     Ninguém imaginava outra reviravolta.

     Mas os japoneses foram pra cima, a Itália recuada pareceu se assustar um pouco e sofreu o empate.

     Chances e mais chances aconteceram pro Japão, mas não entravam.

     Aos 36: duas bolas na trave num só lance.

     "Quem não faz leva..."

     Aos 40: gol italiano.

     Teve gol japonês, mas estava impedido.


     Acabou o jogo. Acabou a Copa das Confederações pro Japão. Mas saíram honrados.

     Não foi pelo futebol em campo, nem pelo time, piores que o do Japão. A Itália ganhou no peso da camisa.

     Os japoneses mereceram mais. Mas o futebol não é por estatísticas, nem por votos de juízes ou nota  da atuação em campo.

     É por atos, contando com a sorte ou não, por gols, direto, ali no campo.





                                                                                                                          Artur.

Mostrando que podem

     Depois da vitória na estréia, o sempre chato de se enfrentar, México pela frente.

     Nosso time está, enfim se encaixando. Muita qualidade sempre teve, entrosamento era o que faltava e essas semanas juntos trouxe isso.

     O time mexicano é bom, mas não tem jogado bem. Perdeu para a Itália a estréia e hoje praticamente saiu da Copa das Confederações.

     O jogo começou com um Brasil pra cima, fazendo o gol logo no início. Um lindo chute de Neymar, com a canhota, pra abrir o placar.

     Com o gol o Brasil diminuiu, o México cresceu.

     "Então o jogo ficou muito bom né?!"

     Não, piorou. E muito! Ficou bem ruim.

     O segundo tempo veio ruim e ficou assim até o fim, também. Mas isso não significa sem gol.

     Nos acréscimos, Neymar foi pra cima de dois, na lateral da área, driblou, passou e tocou pra Jô, que fechou o placar.


     O mesmo time que começou e as mesmas substituições nos dois jogos.

     Felipão adotou um padrão, que deu certo contra o Japão e hoje de novo levou o time à vitória.

     O time que entra é forte, e na maioria dos jogadores o torcedor concorda com a escalação. As substituições também são quase unânimes. Apesar de uma, em especial, ser até inusitada: Jô (convocado de última hora, com a contusão de Damião) no lugar de Fred. E o atacante do Galo fez um gol em cada jogo. Mesmo que não fosse apoiada, a substituição, sem dúvida, está fazendo efeito.

     Agora é enfrentar a Itália, no sábado. Um clássico que pode decidir quem será o primeiro do grupo ou se o Brasil tira os italianos!

     Se nossos jogadores continuarem a evoluir dessa forma, melhor a Azzurra se cuidar.





                                                                                                                          Artur.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O projeto

     Agora fora da Libertadores, por enquanto só há o Brasileirão para os tricolores se focarem.

     Grêmio e São Paulo tem mais time no papel do que vem tendo em campo, a diferença é que Ney Franco grita e pede mais, Luxemburgo se contenta com uma derrota parcial em casa, por 1 a 0, diz que o time está bem e que, se continuarem assim, conseguem reverter no segundo tempo.

     O time não estava bem, estava nas mãos do São Paulo, por pouco não tomou mais gols e ficou meio longe de fazer.

     Luxemburgo disse q estava satisfeito mas mudou a equipe. Elano entrou muito bem e com certeza foi o melhor do time, tentando principalmente de longa distancia, com seus venenosos chutes.

     O empate saiu mais próximo do fim. Kléber, que estava apagado o jogo quase todo, isolado no lado esquerdo, fez o gol.


     Empate em casa nunca é bom, a reclamação da torcida já era é esperada. Mas é estranho os gremistas estarem reclamando do resultado e culpando só Luxemburgo por isso e nem incluindo a arbitragem, que não deu um pênalti claro em Zé Roberto.

     É claro que devem pensar no lance e xingar o juiz. Mas preferem pensar nos outros lances, na Libertadores, no Campeonato Gaúcho, e xingar o técnico.

     Com o elenco que tem nas mãos parece milagre Luxemburgo conseguir fazer o time não disputar nem a final do estadual e cair para um time fraco, tendo ganho o primeiro jogo, na Libertadores. A única coisa que ajuda é o inicio razoável no Brasileirão.

     A torcida implora para tirarem o técnico, a diretoria o mantem. Nenhum dos lados está errado, o time não joga o que sabe e também não há nenhum técnico de muito nome disponível. Enquanto não querem tirar Luxa, talvez por falta de opção para repor, ele vai ficando e fazendo seu "projeto".

     E parece que o "projeto" está demorando um pouco demais para fazer efeito e entrar na parte que o time joga o que tem potencial.

     Ou é um péssimo projeto, mesmo.




                                                                                                                          Artur.

domingo, 9 de junho de 2013

Finalmente!

     Há menos de uma semana do inicio da Copa das Confederações, o último amistoso. Contra uma seleção de nome, uma seleção grande, mas não uma grande seleção, atualmente.

     Temos muito mais história, tradição, títulos, grandes times etc, mas se pensar um pouco da pra ver que a França está mais ou menos como a nossa seleção.

     Estávamos desde 2009 sem uma vitória notável, contra alguém que realmente importa no cenário futebolístico.

     Vitórias magras sobre Omã, Iraque, Bolívia e outros de mesmo escalão e derrotas para seleções de mais porte, irritaram o torcedor, derrubaram um técnico (no momento errado)  e abriram discussões e questionamentos sobre jogadores, modos de jogar, concentrar, convocar.

     Passado o período mais nebuloso, parece que estamos vendo uma equipe se formar. Ainda com falhas, mas jogando direito.

     Um primeiro tempo mais ou menos, discreto. Mas já dava pra notar certa melhora.

     O segundo foi realmente para animar o torcedor. Foram testadas 3 formações, e em todas saiu gol.

     As substituições foram boas e fizeram efeito. Uma em especial chamou a atenção, a de Neymar, não por ser Neymar mas pelas muitas vozes vaiando. Foram vaias pro jogador (que apareceu pouco, foi abaixo do muito que é esperado dele) ou para Felipão? Se foram para o camisa 10, não vejo muita razão, mas respeito. Se foram para o técnico, discordo. Por que não tirar um jogador que pouco apareceu, no fim do jogo, com a vitória quase garantida? Dá chance de outro tentar jogar e mostra que não é tudo na conta do garoto, que a seleção joga e faz gol sem ele.


     Foi uma vitória pra dar confiança aos jogadores e torcedores, logo antes do início de uma importante competição.

     Tomara que não tenha sido somente um flash, que continuem atuando assim.

     Se continuarem mesmo atuando da forma que foi hoje, podemos dizer, de novo, que temos uma seleção respeitável e com chances de ir bem nas futuras competições!

     Podemos, não podemos?

     Ah! Só não vai demitir o Felipão nessa semana, CBF!




                                                                                                                          Artur.