quarta-feira, 19 de junho de 2013

Até certo ponto, injusto

     "Um jogo espetacular!"

     Melhor frase curta para definir o confronto entre Itália e Japão, que foi, até agora, o melhor jogo da competição, sem dúvida.

     O primeiro jogo dos orientais foi de um time apático, que se rendeu à seleção brasileira, então eles abrirem o placar foi até surpreendente.

     Ampliarem, então!

     Os japoneses, com sua tradição de disciplina e respeito, não menosprezaram a tetracampeã. Sabiam da força da Azzurra. Mas não dependeu do desrespeito do adversário para a Itália acordar.

     No fim do primeiro tempo os italianos diminuíram. Assustaram os japoneses, meteram bola na trave... Mas foram pro intervalo perdendo.

     Na volta pro segundo tempo, aos 4 minutos empataram e, num pênalti que a arbitragem errou ao marcar, aos 9 Balotelli virou.

     Ninguém imaginava outra reviravolta.

     Mas os japoneses foram pra cima, a Itália recuada pareceu se assustar um pouco e sofreu o empate.

     Chances e mais chances aconteceram pro Japão, mas não entravam.

     Aos 36: duas bolas na trave num só lance.

     "Quem não faz leva..."

     Aos 40: gol italiano.

     Teve gol japonês, mas estava impedido.


     Acabou o jogo. Acabou a Copa das Confederações pro Japão. Mas saíram honrados.

     Não foi pelo futebol em campo, nem pelo time, piores que o do Japão. A Itália ganhou no peso da camisa.

     Os japoneses mereceram mais. Mas o futebol não é por estatísticas, nem por votos de juízes ou nota  da atuação em campo.

     É por atos, contando com a sorte ou não, por gols, direto, ali no campo.





                                                                                                                          Artur.

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