O jogo Vasco e Botafogo foi regido por Seedorf e Juninho Pernambucano. Só de dizer quem foram os maestros não precisava nem ter dito que foi um jogo de belas jogadas, jogão, clássico com cara de clássico.
Tudo no time do Vasco passa por Juninho. Inclusive o primeiro gol, que ele girou de um jeito entre os zagueiros (depois deu passe pra André só empurrar) que até o maior odiador do cruzmaltino tem que admitir que o Reizinho é fantástico, parar de ser mala e de falar que "ele só sabe bater falta", ou ainda "que dá sorte nelas".
Depois que o camisa 8 voltou para a colina o time cresceu demais. Passou "3 pontos fáceis" para "um adversário difícil". A liderança, a raça - de mesmo sentindo a panturrilha continuar no jogo pois não podiam substituir mais - e o toque de qualidade de Juninho são fundamentais no Vasco.
Assim como no Botafogo Seedorf também faz toda a diferença. O time tem outros, como Lodeiro, com toque um pouco mais refinado. Mas não há como comparar com o holandês.
Hoje Seedorf participou ativamente só de um gol, colocando a bola pra rede, dando um toquinho por cima de Diogo Silva, quando ele saiu pra cima do camisa 10.
Mas todos sabem que ele joga demais, assim como Juninho, e a preocupação com eles é muito grande, fica fácil puxarem a marcação de dois defensores, fazendo um companheiro ter plenas condições de fazer o gol.
Depois de um jogão como foi, mesmo com a derrota por 3 a 2 acho que os vascaínos não se sentiram tão derrotados.
Já os botafoguenses, com os 3 pontos de um clássico e a liderança, devem estar sentindo-se mais vitoriosos que nunca.
Artur.

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