quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Redenção

     Não sei no que é mais difícil de acreditar: no Botafogo de volta à Libertadores, depois de completar a maioridade fora dela; na torcida do Botafogo, que colocou pouco mais de 50 mil no estádio; ou na ressurreição de Wallyson, das cinzas, depois de um longo período tenebroso em sua carreira, voltando a marcar gols importantes... E logo três!

     A passagem do alvinegro pelo fraco time do Deportivo Quito - que usa da altitude, que nunca ganhou fora de casa jogando pela Libertadores - era quase óbvia.

     O que mais assustava no confronto era a dificuldade de jogar la em cima. Mas o resultado foi tranquilo.

     Chegando aqui em baixo a situação se equilibra e quem joga mais futebol geralmente vence.

     Foi isso que aconteceu.

     O fator técnico já pesava a favor, aí veio o torcedor e (enfim) confiou. Festa bonita, com muitos presentes, mosaico e muita cantoria. Ficou impossível tirar a vaga deles. Não me lembro de finalização alguma que tenha sido realmente perigosa, por parte dos equatorianos.

     A festa estava bonita, mas faltava ter alguém para reger, alguém para incendiar, alguém para por a bola na rede!


     Dos quatro gols, três foram de Wallyson.

     O atacante que já foi artilheiro da Libertadores pelo Cruzeiro, se contundiu gravemente e ficou meses parado. Voltou a jogar e foi emprestado, passou apagado por São Paulo e depois pelo Bahia. Chegou esse ano ao Botafogo, esse foi apenas seu segundo jogo, primeiro de titular, e fez hoje seus primeiros gols pelo Glorioso.

     O Botafogo mereceu na bola, no campo e fora dele, passar.






                                                                                                                          Artur. 

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