Final do estadual, viagem de 14 horas até o México. Se recuperar e jogar em grama sintética.
Não foi fácil enfrentar tal maratona, para ir pegar o Tijuana pelas quartas da Libertadores.
Se não fosse tão qualificado, o time do Galo talvez tivesse acabado o jogo como passou todo o primeiro tempo: perdendo na bola e, a partir dos 31 minutos, no placar também. A grama sintética complicou a vida do alvinegro, o time mexicano sabe como é lá e jogou pra cima. Fazia o que queria e por pouco não fez mais do que dois gols.
Conseguiram ampliar no segundo tempo, ainda aos 7 minutos.
Depois de ver que a classificação ficaria bastante complicada com um placar que fosse acima de 2 a 0 (e se não tivessem mudado a postura, teria sido), o Atlético desceu, foi pra cima do Tijuana. O time mexicano pareceu assustado e ficou um pouco sem reação. Tomou o gol, Tardelli aos 20.
O jogo se equilibrou. Os dois times chegavam, conseguiam suas chances mas não convertiam.
Os mexicanos estavam satisfeitos com a vitória, mesmo que por pouca coisa.
Os brasileiros, mesmo com um bom resultado para quem é tão forte em casa, pareciam um pouco incomodados. Aos 46 Luan, que até então só tinha batido, acabou com o incomodo, marcando e deixando o Galo com um pé na semi.
O time do Tijuana tem suas qualidades, se viessem conseguido uma boa vantagem seriam perigo pro Atlético, que teria de sair para o ataque, deixando a defesa desguarnecida para os rápidos contra-ataques mexicanos.
E se com uma derrota lá, muitos já apostavam que passaria, depois de um empate com gols acho que será difícil achar alguém que diga que o alvinegro cai.
Mas não é à toa que se tem um segundo jogo. Mesmo com tudo a favor, se entrar em campo de salto alto, se entrar para não jogar com seriedade, o favorito cai.
Artur.

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