domingo, 16 de dezembro de 2012

No estilo Corinthians

     Fazer o gol e se retrair, buscando ampliar no contra-ataque. Esse foi o estilo de jogo do Corinthians no Brasileirão em 2011, na maioria dos jogos da Libertadores e na final do Mundial contra o Chelsea, e em todas ocasiões o Timão se sagrou campeão.

     Um estilo que pode ser chamado de covarde, retranqueiro, chato etc. Mas não da pra negar que funcionou, pelo menos no Corinthians.

     Hoje, como já dito, foi mais um exemplo desse tipo de jogo.

     Muitos se destacaram, pela raça que tiveram, correram e marcaram o tempo todo. Mas dois foram especiais: Guerreiro pelo oportunismo que deu a vitória e Cássio, inclusive eleito o melhor do torneio, que fez boas defesas e outras teve sorte. Mas alguém ai sabe de um bom goleiro que não tivesse sorte? O cara sofreu apenas 2 gols em toda sua Libertadores pelo Corinthians, não podemos considerar só sorte.


          Rafa Benítez errou a deixar Oscar no banco. Quando colocou o garoto brasileiro já era tarde, o placar estava desfavorável, o time cansado, o Corinthians retrancado. Ele ainda fez um lançamento espetacular para Torres fazer o gol, mas o atacante espanhol estava em posição irregular.

     Chelsea teve as melhores chances do primeiro tempo, mas não foi feliz. Veio o segundo tempo e o Corinthians começou a atacar, atacar, buscando o gol a qualquer custo.

     O gol foi o sinal que o Timão precisava para fazer "seu jogo". Depois que esse saiu não se viu mais o Corinthians descendo em massa para atacar. Nem precisava. Fizeram o que estão acostumados, então, fizeram o certo! Defenderam em massa.

     Agora uma pequena narrativa do lance do gol, que retrata bem a partida. Com este da para se ter uma noção o quão truncado foi o jogo: "um domínio errado de Paulinho, que deu certo ao cair na cabeça de Jorge Henrique, devolvendo a bola para o camisa 8. Agora com ela dominada Paulinho foi em diagonal pela área, ameaçando bater, adiantou muito e a bola ficou com Danilo, ameaçou com a canhota e bateu de direita. A bola desvia Cahill e sobe, com Petr Cech ao chão, zagueiros dentro do gol ou caídos, Guerreiro subiu, sozinho, e testou alto, a bola ainda trisca o travessão tirando as chances de quem estava na linha da meta atrapalhar."


     Um bate-rebate quase sem fim. "Quase!" agradecem os corintianos.



                                                                                                                          Artur.

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