O Chile entrosado, vem disputando as eliminatórias e vem bem. Estabeleceu seu jogo desde o início e fez o que pareceu vir para fazer: não perder.
O Brasil está naquela, ainda mais com jogadores que atuam só aqui. Muito desentrosado, vem jogando mal. Não tem como pegar entrosamento sem jogar junto, sem treinar, mas não é para estar jogando tão mal também.
O Chile abriu o placar logo no comecinho do jogo, com o rubro-negro González, numa falha da zaga. O Brasil tentou o empate, ate sair o com Réver, aproveitando cruzamento vindo do escanteio. Ainda no primeiro tempo Neymar teve a chance de virar, mas, de cara pro goleiro, soltou a canhota e isolou. Foi muito xingado.
Mas os chilenos deram o troco. Ainda antes dos 20, Vargas dominou, balançou, levou e soltou uma pancada de fora da área. Lindo gol e empate.
Chances surgiram para os dois lados, mas o que se destacou mesmo foi a impaciência do torcedor, que chegando ao fim do jogo começou a vaiar nossa seleção e gritar "olé" quando o Chile estava com a bola. Gritavam, de nome, apenas o de Neymar... em seguida "pipoqueiro, pipoqueiro".
Abarrotado de erros de arbitragem, que deixou de dar pênalti em lances claros para ambos os lados, marcou erradamente impedimentos patéticos, e marcado pela insatisfação do torcedor, pouco antes da Copa das Confederações, assim o último jogo da seleção antes da convocação para a competição desse meio de ano.

Poucos são os garantidos que atuam por aqui. Talvez o volante Fernando, um dos zagueiros que atuou hoje (Réver, Dedé e Henrique) deve ir também. Neymar, apesar de muito criticado, é nome certo. A maior indecisão está nos armadores e companheiros do camisa 11, no ataque.
Realmente a seleção chilena está entrosada, mas temos time, mesmo só com atuantes em nosso território, é para ganhar bem, não apenas empatar.
Dia 14 sai a lista definitiva. Pouco mais de 20 dias, podem acontecer muitas coisas. O que piora mais ainda nossa falta de ideia de quem deve estar com o nome lá.
Artur.

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