segunda-feira, 15 de abril de 2013

Surpresa

     Não sei de nenhum Fla-Flu, nem de histórias antigas, que tenha sido tão sem charme quanto esse. Um já desclassificado do estadual e o outro já dentro da semi, o estádio, que nem na capital do estado é, pequeno e muito simplório, o público de uns 5 mil.

     Não havia nem expectativa para o jogo. Eu mesmo esperava mais um jogo morno, com um empate de compadres. Mas acabou sendo surpreendente, pela qualidade do jogo e, principalmente, pela qualidade do futebol que o Flamengo jogou. 

     Parece que Jorginho conseguiu dar um encaixe ao time. A zaga com Gonzalez e Renato Santos parece ser o ideal, na lateral esquerda Ramon mostrou que ainda esta vivo e no meio Renato Abreu mostrou que a experiência pode ajudar bastante. 

     O gol saiu com meno de 10 minutos, com Hernane desencantando, e o resto do primeiro tempo foi de um domínio rubro-negro. O segundo saiu com Renato Abreu, de pênalti. A infração foi cometida em cima de Rafinha, outro que apareceu muito bem de novo.

     O terceiro do Fla saiu no segundo tempo, de novo Renato Abreu. O Flu descontou com Sóbis, completando o cruzamento de Carlinhos na pequena área.

     A vitória rubro-negra não trouxe a classificação, nem tirou a do Flu. Mas era, mesmo que sem charme e até sem importância, um clássico, é sempre bom vencê-lo. Bom pra levantar a moral de quem estava arrasado, para ver que não há nada perdido, além do estadual.


     Agora, na quarta, o Flamengo joga no Rio para tentar se classificar no Copa do Brasil, contra o Remo. Tem a vantagem e, se continuar jogando assim, ganha fácil. Se perder, enrola tudo.

     Na quinta, o derrotado Fluminense, que nem sente muito o golpe, enfrenta o Caracas precisando só empatar para se classificar para as oitavas da Libertadores. 

     Mas o clássico não foi de tudo "em vão", considerando a tabela. Se não mudar nada ao fim da próxima, que é a última rodada, o Flu pega o Botafogo numa semi, e Resende e Volta Redonda se enfrentam na outra. Pelo menos uma final de turno atípica teríamos.





                                                                                                                          Artur.

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