domingo, 8 de setembro de 2013

Esperando por Justiça

    "Massagista invade campo e impede gol da classificação do Tupi-MG às quartas de final da série D, aos 44 minutos do segundo tempo." 

     Vídeo de um torcedor: http://www.youtube.com/watch?v=IALfK4_vQQA&feature=youtu.be

     Vídeo da filmagem da Globo: http://www.youtube.com/watch?v=IGwynLpnkVk&feature=youtu.be

     (Há o vídeo em melhor qualidade, no site da Globo, mas não suportei o tom de chacota dos apresentadores do Esporte Espetacular)


Fotógrafo: Leonardo Costa

     Você provavelmente viu essa notícia, desse absurdo que aconteceu ontem... Na minha frente.

     Sou de Juiz de Fora, torcedor do Tupi, estou sempre no estádio, não perco os jogos do Galo Carijó. E não tinha condições de falar ontem sobre isso.

     Não dava pra acreditar. A bola sobrou na área e nosso atacante Ademilson colocou no cantinho. Era o gol, a gente tava lá, nas quartas. Mais 180 minutos e podíamos estar na série C de 2014. Mas o massagista, que foi atender mais uma cena de cera da equipe do Aparecidense não voltou ao banco, ficou atrás do gol e cortou a bola do nosso camisa 9, e na sequencia o chute de - se não me engano - Wesley, de novo.

     Disseram que o bandeira correu pra dar o gol, eu também tive a impressão de que a bola passou a linha, mas o juiz não. E, perseguido e protegido, o massagista - que apesar de gordinho, o filho da puta corre para cacete - voou para o vestiário.

     Se o árbitro desse o gol aposto que nem os jogadores do time goiano reclamariam.

     Após 20 minutos de paralisação o jogo voltou, com bola ao chão na linha da pequena área. O correto pela regra, mas não o justo.

     Eu e as aproximadamente 2 mil pessoas que estávamos no Estádio Radialista Mário Helênio ontem queríamos simplesmente entrar lá e enfiar a porrada no massagista e no time todo. Não dava pra pensar em outra coisa.

     Evitei ir ao portão pois acabaria invadindo o campo e seria detido. Fique na arquibancada, xingando, junto a todos, gritando que era para ser gol. Vendo, em meio às palmas e gritos, choro. Não choro de "chororô", lágrimas mesmo. Tristeza, indignação, raiva, ódio, tudo sendo expelido, num momento em que víamos uma gigantesca injustiça acontecendo, um ano inteiro indo pelo ralo e não sabíamos o que fazer, não tínhamos o que fazer.

     Ético, pela parte do Aparecidense, seria dar o gol e a classificação.

     Evitaria a confusão após o jogo, que manteve eles por mais duas horas após o término do jogo dentro do vestiário - perdendo o voo -, com a torcida furiosa lá fora.

     Evitaria a covardia do grupo de arbitragem, que saiu entocado no porta-malas de um carro.

     Evitaria todo o processo que está previsto e que tem que favorecer o Tupi, para ser considerado justo.

     E faria nosso time, nossa torcida e todo o futebol respeitar a atitude de fair play, que seria.

     As prováveis punições são a exclusão do Aparecidense do campeonato e a vaga ao Tupi, mas falam também da anulação do jogo e a realização de outro, aqui em Juiz de Fora.

     Eu, como humilde opinador sem influência só espero e peço:

  Que justiça seja feita!







                                                                                                                          Artur.

2 comentários:

  1. O senhor Paulo Schmitt (procurador geral do STJD) se manifestou a favor de uma possível anulação do jogo.
    Só pode ser brincadeira. Espero sinceramente que o bom censo predomine nesse momento e que a justiça seja feita.

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    1. A anulação do jogo é uma medida que ameniza, mas e se o Tupi não se classifica? Não é uma medida justa, desgastará mais ainda os jogadores.

      O certo é dar a classificalçao ao Tupi, dispensando o Aparecidense da competição, além de punir o time e o massagista.

      Bem, isso é o justo... Mas aqui é Brasil, então não sabemos o que esperar. Apenas torcer pela justiça.

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